João Azevedo assina acordo de cooperação com CNJ e TJPB para implantação do Escritório Social na Paraíba

O governador João Azevêdo assina, nesta segunda-feira (11), acordo de cooperação técnica entre o Governo do Estado, Conselho Nacional de Justiça e Tribunal de Justiça da Paraíba para implementação do Escritório Social, uma das ações do Programa Justiça Presente de fomento à Política de Pessoas Egressas do Sistema Prisional no Estado da Paraíba. A solenidade acontece às 10h, no Salão Nobre do Palácio da Redenção.

Criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2016, o Escritório Social funciona em esquema de gestão compartilhada entre o Poder Judiciário e o Executivo. Na Paraíba, o equipamento deve ser inaugurado até o final do ano. Após sair do sistema prisional, quem tiver interesse deve procurar o Escritório Social e terá acesso a uma rede de serviços de apoio, tanto públicos quanto da sociedade civil, em áreas como qualificação profissional, moradia, documentação e saúde.

Com Secom-PB

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Depois de assegurar soltura de Lula, STF deve apreciar processo que pode beneficiar filho de Bolsonaro

Imagem Reprodução

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Passado o julgamento mais esperado do ano, que derrubou a possibilidade de prender condenados em segunda instância e resultou na soltura do ex-presidente Lula (PT) na sexta-feira (8), o Supremo Tribunal Federal se prepara para debater uma nova polêmica com ampla repercussão política.

A corte se debruçará sobre a decisão de seu presidente, Dias Toffoli, que paralisou todas as investigações do país que usaram dados de órgão de controle, como o antigo Coaf, sem prévia autorização judicial.

O processo sobre o tema está previsto para ser julgado no plenário do Supremo no próximo dia 21. Toffoli é o relator. Há a possibilidade de que ele resolva antecipar a análise do tema para o dia 20.

No caso da prisão em segunda instância, o julgamento do STF interessava a Lula, que acabou solto depois de passar 580 dias preso em Curitiba.

No caso do Coaf, o resultado interessa ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. O senador é o autor do pedido que motivou a decisão de Toffoli de suspender as apurações criminais pelo país.

Até agora, Bolsonaro não se manifestou sobre a decisão do STF que mudou a jurisprudência e barrou a prisão de condenados em segundo grau. Neste sábado, em rede social, chamou Lula de ‘canalha’.

Em caráter reservado, o presidente tem dito a auxiliares e aliados que a decisão do Supremo deve ser respeitada.

Sobre o Coaf, desde a decisão de Toffoli, dada em julho em caráter liminar (provisório), uma investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre Flávio está paralisada.

O senador é suspeito de ter se apropriado de parte dos salários de servidores de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa fluminense, prática conhecida como “rachadinha”.

As suspeitas tiveram origem em uma movimentação de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio na Assembleia.

A movimentação foi considerada atípica pelo antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), renomeado como UIF (Unidade de Inteligência Financeira) no governo Bolsonaro.

Ao pedir para o STF suspender a investigação que corria contra Flávio no Rio, sua defesa pegou carona em um recurso extraordinário que já tramitava no tribunal e que discutia o compartilhamento de dados da Receita Federal –não do Coaf– com o Ministério Público, para fins penais, sem autorização judicial prévia.

A defesa de Flávio argumentou que os promotores fluminenses haviam realizado uma verdadeira quebra do sigilo do senador sem ter passado por controle judicial.

Ao atender o pedido do filho do presidente, Toffoli estendeu a discussão sobre compartilhamento de dados a todos os órgãos de controle (Receita, Coaf e Banco Central) e ampliou o alcance de sua decisão a todas as investigações do país que tivessem características semelhantes.

“Só não quer o controle do Judiciário quem quer Estado fascista e policialesco, que escolhe suas vítimas. Ao invés de Justiça, querem vingança”, disse Toffoli à Folha na época, justificando a medida.

Em seguida, o ministro da Justiça, Sergio Moro, chegou a ir ao Supremo para relatar ao presidente da corte sua insatisfação com a determinação, dizendo que ela poderia colocar em risco o combate à lavagem de dinheiro no país.

Até o fim de outubro, como informou reportagem da Folha, ao menos 700 investigações haviam sido travadas pela decisão de Toffoli, conforme um levantamento da Procuradoria-Geral da República.

A maioria era sobre crimes contra a ordem tributária (307), como sonegação, e lavagem de dinheiro (151), inclusive envolvendo esquemas de corrupção.

A visita de Moro a Toffoli irritou o presidente Bolsonaro e ampliou a desconfiança do Palácio do Planalto em relação ao ministro da Justiça –na ocasião já desgastado pelas mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil e por outros órgãos de imprensa, como a Folha. Em meio à polêmica, a UIF foi transferida do Ministério da Economia para o Banco Central.

Toffoli tem dito que busca construir uma solução com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, para estabelecer um procedimento de repasse de dados sigilosos compatível com a Constituição.

A ideia é evitar abusos e, ao mesmo tempo, fazer um aceno aos técnicos dos órgãos de controle que teriam ficado melindrados com a decisão de julho. Com esse movimento, o ministro espera construir um ambiente favorável a seu entendimento no STF.

O recurso extraordinário já esteve na pauta do plenário em março, mas o julgamento foi adiado. Naquele momento, havia acabado de vir a público que a Receita realizara uma apuração interna sobre o ministro Gilmar Mendes e sua mulher, Guiomar.

Foi aberta uma investigação para apurar quem vazou informações sobre o ministro, que, segundo o documento divulgado, tinha o objetivo de identificar supostos “focos de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio ou tráfico de influência”.

A Receita informou oficialmente que Gilmar foi alvo de apuração preliminar, mas que não havia procedimento formal de fiscalização sobre o magistrado e que não compactuava com “ilações de práticas de crimes”, que extrapolam a função legal do órgão.

O julgamento do caso Flávio será em um momento em que a sombra de Queiroz volta a incomodar o clã Bolsonaro.

No mês passado, vieram à tona áudios do policial militar aposentado. Em um deles, Queiroz demonstra preocupação com a apuração do Ministério Público do Rio e a compara a um problema “do tamanho de um cometa”.

“É o que eu falo, o cara lá está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar aí. Ver e tal… É só porrada. O MP [Ministério Público] tá com uma pica do tamanho de um cometa para enterrar na gente. Não vi ninguém agir”, disse o PM, numa gravação de julho.

Com Reynaldo Turollo Junior e Thays Arbex/Folhapress

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Deputados paraibanos prestigiam encontro nacional do Avante na Bahia

Com as presenças de grandes lideranças, na manhã deste sábado, 9, o auditório da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) sediou o Encontro Nacional do Avante. O diretório do Avante Paraíba se destacou durante o evento, mostrando impressionantes números do crescimento constante do partido.

Além do deputado Genival Matias, presidente estadual do Avante, os deputados Tião Gomes, Júnior Araújo e Taciano Diniz, representaram o diretório estadual. O vereador e presidente do Avante João Pessoa, Humberto Pontes e o vereador Chico do Sindicato, representaram o diretório municipal. A vice-prefeita do município de Juazeirinho, Anna Virginia, representou o diretório feminino.

Presidido desde setembro de 2009 por Genival Matias, o Partido mostrou seu fortalecimento ao longo dos anos e estratégia política para as eleições 2020, visando eleger cerca de 40 prefeitos na Paraíba. Com a junção de ingredientes como trabalho, seriedade e planejamento, o Avante paraibano se credencia como um dos mais ascendentes entre os partidos e prova seu potencial ano a ano.

“Com uma vida partidária dinâmica, interagindo com cada cidade que compõe nossos quadros, vamos garantir o fortalecimento do partido e candidatos a prefeitos, vice-prefeitos e vereadores em todos os municípios paraibanos. Pretendemos lançar entre 70 a 80 candidatos a prefeito, devemos eleger um número acima de 40. Temos quatro deputados, cada um representa uma região diferente, e também teremos candidaturas novas que estão surgindo. Então acredito que o partido vem muito forte para 2020, vamos fazer a diferença”, ressaltou Genival.

De acordo com o presidente nacional do Avante, deputado federal Luis Tibé, o encontro teve o intuito de celebrar o crescimento do partido, bem como planejar e discutir metas, além de apresentar os três novos produtos do Avante nos segmentos de tecnologia, mulher e capacitação.

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MDB promove convenção neste domingo em Vista Serrana para eleger diretório municipal

Eunice Araujo deve ser reeleita presidente do diretório municipal

O MDB prossegue em mobilização preparativa para as eleições municipais de 2020 em todo o Estado. Neste domingo, o partido promove convenção em Vista Serrana, Sertão paraibano, para escolha do novo diretório municipal com mandato de três anos.

A professora Maria Eunice Araújo deve ser reconduzida à presidência em chapa única, que conta ainda com Flávia Araújo Gomes Ferreira, Ananias Araújo da Silva, Sérgio Garcia da Nóbrega, Werlaneide Araújo da Silva, Paloma Trindade Xavier, Pedro Pinheiro da Siva, Pedrina Trindade Xavier, Valmir Araújo da Silva, Althemisa Araújo Pinheiro, Narcizo José de Medeiros, Diogenys Garias Garcia, Edinete Araújo Silva, Hugo Araújo Gomes e Leodiézio Rodrigues Ferreira.

A renovação do diretório municipal é o ponto de partida em busca da reeleição do prefeito Sérgio Garcia. Embora ainda tenha que passar pelo crivo da convenção eleitoral, ano que bem, quando o MDB homologará seus candidatos majoritários e proporcionais, o nome de Sérgio aparece como unanimidade para concorrer novamente à sucessão municipal.

Aliás, pelo andar da carruagem, Vista Serrana pode ter, pela primeira vez, candidatura única a prefeito em 2020, já que, com o trabalho que vem fazendo, Sérgio Garcia conquistou o reconhecimento até de setores da oposição.

Sérgio (esquerda) segue inaugurando obras em Vista Serrana

O MDB controla Vista Serrana desde 2008, quando o ex-prefeito Jurandy Araujo derrotou o grupo político da ex-deputada Socorro Marques, que passou 26 anos “dando as cartas” na cidade.

Jurandy foi eleito, reeleito em 2012 e fez o sucessor em 2016. Agora, Sérgio Garcia quer seguir o mesmo caminho.

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Bolsonaro chama Lula de “canalha” e diz que petista está “momentaneamente livre, mas carregado de culpa”

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O presidente Jair Bolsonaro foi ao Twitter, na manhã deste sábado (9), desabafar sobre a soltura do ex-presidente Lula, libertado na noite desta sexta-feira (8) após decisão do STF que proibiu o cárcere após a segunda instância. Ele chamou o petista de “canalha” e disse que o rival está “momentaneamente livre, mas carregado de culpa”.

Para ele, o momento é de não dar visibilidade à esquerda. “Amantes da liberdade e do bem, somos a maioria. Não podemos cometer erros. Sem um norte e um comando, mesmo a melhor tropa, se torna num bando que atira para todos os lados, inclusive nos amigos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu.

A publicação de Bolsonaro foi acompanhada por um vídeo em que ele exalta o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. “Em parte do que acontece na política do Brasil, [nós] devemos ao Sergio Moro. Se fossemos comparar a uma corrente, talvez o elo mais forte dessa corrente”, diz o presidente no vídeo.

Com Clickpb

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Por decisão do STF, ex-presidente Lula ganha liberdade

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou há pouco a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba após a decisão da Justiça Federal que autorizou sua soltura. Lula estava preso desde 7 de abril do ano passado pela condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), um dos processos da Operação Lava Jato.

Lula deixou a sede da PF pela porta da frente, acompanhado por parlamentares do PT e seus advogados. Ele caminhou em direção aos apoiadores que o esperavam em um palco, onde fez um pronunciamento aos militantes.

A liberdade do ex-presidente foi proferida pelo juiz Danilo Pereira Júnior, após a defesa de Lula pedir a libertação do ex-presidente com base na decisão proferida ontem (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a validade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após a segunda instância.

A Justiça Federal em Curitiba determinou há pouco a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso desde 7 de abril do ano passado, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, pela condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), um dos processos da Operação Lava Jato.

A decisão foi proferida pelo juiz Danilo Pereira Júnior, após a defesa de Lula pedir a libertação do ex-presidente com base na decisão proferida ontem (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a validade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após a segunda instância.

O mandado de soltura foi encaminhado para a PF. A expectativa é de que Lula deixe a prisão ainda nesta sexta-feira.

Em janeiro do ano passado, a condenação de Lula, proferida em primeira instância pelo então juiz Sergio Moro, foi confirmada e a pena aumentada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), segunda instância da Justiça Federal, para 12 anos e um mês de prisão – oito anos e quatro meses pelo crime de corrupção passiva e três anos e nove meses pela lavagem de dinheiro.

Em abril deste ano, a pena de corrupção foi reduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) para cinco anos e seis meses, enquanto a de lavagem ficou em três anos e quatro meses, resultando nos oito anos e dez meses finais.

Além de Lula, a decisão do STF deverá beneficiar outros condenados na Lava Jato, como os ex-deputados Eduardo Cunha, José Dirceu, além do e ex-executivos de empreiteiras.

Com Agência Brasil

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Ruy lamenta decisão do STF e mantém defesa de prisão após condenação em segunda instância

O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) lamentou a decisão do STF contrária à prisão após condenação em segunda instância, mas disse que é preciso respeitar o resultado da votação do colegiado, maior instância jurídica do país. O tucano defendeu mudança mas regras e sugeriu que o Congresso Nacional aprove uma legislação clara e definitiva sobre o tema.

“Sou a favor da prisão em segunda instância. Precisamos respeitar a decisão do Supremo, mas é fato que o resultado da votação exacerba o clima de instabilidade no país. Por isso, defendo que o Congresso Nacional, com tranquilidade, estabeleça uma legislação clara sobre a prisão em segunda instância por meio de projeto de lei que seja amplamente debatido”, afirmau Carneiro.

O parlamentar alertou ainda quanto à possibilidade dessa decisão do Supremo abrir caminho para a impumidade. “Além disso, devemos definir limites para que a decisão do STF não resulte em prescrição de crimes nos casos de recursos à Corte Suprema”, sustentou.

Posição sensata.

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MPF e MPE recomendam ao Governo Federal liberação da água da Transposição do São Francisco

Imagem Divulgação/Ministério da Integração Nacional

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MPPB) recomendam à Secretaria Nacional de Segurança Hídrica do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) que, mediante devido monitoramento da barragem de Cacimba Nova, no município de Custódia (PE), proceda à liberação de água proveniente do Projeto de Integração do Rio São Francisco (Pisf), eixo leste, meta 3 L, para o canal da transposição em Monteiro (PB). A recomendação estabelece que a vazão de água não deve ser inferior a 0,8m³/s, visando garantir a mínima segurança hídrica à população do Cariri paraibano (alto curso do Rio Paraíba).

Na última quarta-feira (6), a procuradora do MPF, Janaina Andrade, e o procurador do MPPB, Álvaro Gadelha, realizaram visita ao longo do canal da transposição, indo até o açude Cacimba Nova, com apoio do Ministério Público Estadual de Pernambuco (Promotoria de Custódia) e do MPF no município de Serra Talhada (PE). Lá, os representantes do Ministério Público constataram que a situação de risco da barragem vem sendo equacionada pelo MDR. “Foi realizada a instalação de pré-filtro invertido, com o intuito de retenção de material fino do corpo da barragem, tratando-se de uma macrodrenagem a jusante, retirando excesso de água do Riacho Maravilha, o que pode viabilizar um equilíbrio na operação do sistema do Pisf”, relatam os procuradores na recomendação, que foi expedida nesta quinta-feira (7).

Foi estabelecido prazo de 10 dias, a contar do recebimento da recomendação, para que a secretaria do MDR se manifeste acerca do acatamento, ou não, de seus termos, indicando as razões técnicas em caso de impossibilidade de cumprimento do recomendado, ou encaminhando relatório de cumprimento da recomendação. Outras providências judiciais para solucionar questões relativas ao Pisf não são descartadas pelo Ministério Público.

Com Assessoria

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Esposa do deputado Bosco Carneiro é exonerada pelo governador João Azevedo

Imagem da Internet

A edição do Diário Oficial desta sexta (08) traz um ato do governador João Azevedo (PSB) que promete provocar desdobramentos ma Assembléia Legislativa da Paraíba. A exoneração de Raquel Carneiro, esposa de Bosco Carneiro (Republicanos), está sendo encarada como “retaliação” por ter o deputado colocado à disposição os cargos no Governo do Estado ocupados por sua imdicação.

Bosco alegou que não se sentia “à vontade” para criticar o Governo do Estado, quando necessário, com seus aliados nos cargos.

Raquel ocupava cargo em comissão no gabinete do governador e Bosco integra o G11, grupo que apoia a gestão socialista.

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STF derruba prisão após segunda instância; Decisão pode beneficiar Lula e mais cinco mil condenados

BRASÍLIA (Reinald. – O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (7), com placar apertado de 6 votos a 5, que um condenado só pode ser preso após o trânsito em julgado —o fim dos recursos—, alterando a jurisprudência que desde 2016 tem permitido a prisão após condenação em segunda instância.

O voto decisivo foi do presidente do Supremo, Dias Toffoli, que acompanhou os ministros Marco Aurélio, relator das ações sobre o tema, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Celso de Mello, formando a maioria.

A decisão, uma das mais esperadas dos últimos anos, tem potencial de beneficiar cerca de 5.000 presos, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), incluindo o mais célebre deles, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde abril de 2018 pelo caso do tríplex de Guarujá (SP). O Brasil tem, no total, aproximadamente 800 mil presos.

No âmbito da Lava Jato, outros 12 condenados em segunda instância podem, em tese, ser soltos —entre eles o ex-ministro José Dirceu e ex-executivos de empreiteiras como Gerson Almada, da Engevix. As solturas não serão imediatas. Cada caso concreto deverá ser analisado pelo juiz responsável.

Nesta quinta, com a sessão pela metade, Toffoli se antecipou à questão de Lula e quis registrar que o STF não estava deliberando sobre a soltura do petista nem seria responsável por ela —embora a liberdade possa ser uma consequência do julgamento.

“É bom registrar que a força-tarefa de Curitiba, comandada pelo procurador Deltan Dallagnol, deu parecer e pediu progressão de regime da pena do ex-presidente Lula. Ou seja, pela própria força-tarefa de Curitiba, ele [Lula] deveria estar fora do regime fechado. Já não é este Supremo que estará decidindo [sobre a soltura]”, disse.

O que estava em debate era a constitucionalidade do artigo 283 do Código de Processo Penal, que diz que, em razão de condenação, ninguém pode ser preso exceto se houver “sentença condenatória transitada em julgado” —ou seja, quando não couber mais recurso.

Para a maioria dos ministros, esse artigo do Código de Processo Penal condiz com o que está escrito no artigo 5º da Constituição: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”.

Para Toffoli, “a leitura da norma [do artigo 283] cabe no texto da Constituição. Esta foi a vontade dos representantes do povo, eleitos pelo povo”.

O artigo 283 ganhou a redação atual em 2011, quando o Congresso aprovou um projeto de lei que visava adaptar o Código de Processo Penal, de 1941, à Constituição de 1988.

A redação do artigo se originou em um projeto enviado à Câmara em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Ao longo dos dez anos em que tramitou no Congresso, o texto em questão teve apoio de vários grupos e partidos políticos, do PSDB ao PT.

Com Reinado Turollo Júnior
Da Folha

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