Raniery Paulino ironiza adesão de Ricardo ao pacto de Temer com governadores: “Ele agora deve receber prefeitos da oposição”

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O deputado Raniery Paulino (PMDB) ironizou, na manhã desta quarta-feira, a adesão de Ricardo Coutinho (PSB) ao pacto celebrado entre o presidente Michel Temer e os governadores para limitar os gastos públicos visando superar os efeitos da crise econômica nacional. Paulino disse que a decisão foi uma “evolução” na postura do governador paraibano, referindo-se ao posicionamento anterior de Ricardo contrário às medidas anunciadas pelo Planalto.

Segundo Paulino, o governador criticava muito a medida Provisória 241, do presidente Temer, mas já havia adotado medidas semelhantes através da MP 242, que congelou os salários e as promoções do funcionalismo público. “Na época, até fui a favor do congelamento dos salários devido à crise econômica. Mas, não em relação às promoções. Até apresentei emenda contra, mas foi rejeitada. Como s costuma dizer: quando se mexe na parte mais sensível do ser humano (o bolso)….”, sustentou, lembrando que Ricardo Coutinho só concordou com as medidas do Governo Federal porque precisa de dinheiro para custear sua gestão.

Raniery Paulino disse ainda que espera, a partir de agora, nova postura do chefe do Executivo em nível local, onde tem evitado discutir os problemas da Paraíba com adversários, sindicalistas e representantes do funcionalismo público. “Espero que ele também comece a receber os prefeitos de Oposição pois, até agora, Luciano Cartaxo (João Pessoa) e Romero Rodrigues (Campina Grande) não foram recebidos em audiência”, concluiu.

Presidente do PSB diz que eleição na CMJP está longe de ser decidida: “Enquanto houver banheiro, tudo pode acontecer”

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O presidente municipal do PSB, Ronaldo Barbosa, disse na manhã desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa, que a participação na eleição da futura Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa será decidida pelos vereadores, sem interferência dos dirigentes. Barbosa reconhece que a bancada socialista está dividida. Tibério Limeira é eleitor de Durval Ferreira e os outros três vereadores (Léo Bezerra, Sandra Marrocos e Tanilson Soares) declararam apoio a Marcus Vinicius. “Mas, a unidade está sendo trabalhada. Acho que ele vai chegar”, opinou, referindo-se a Tibério.

Mesmo com a reunião em que Marcus Vinicius teria reunido 16 vereadores, Barbosa acredita que a eleição está longe de ser decidida. Ele lembrou episódios ocorridos na própria Câmara Municipal, onde o candidato favorito acabou derrotado. “Quem não lembra do caso de (Professor) Paiva?”, questionou Barbosa, referindo-se a inesperada derrota de Nadja Palitot, por um voto de diferença, para presidente da Casa.

“De certa forma Tibério (Limeira) tem razão. Falta muito tempo ainda para a eleição. Enquanto houver banheiro na Câmara Municipal tudo pode acontecer”, acrescentou o dirigente do PSB, sobre a possibilidade de reversão do quadro atual que, em tese, favoreceria Marcus Vinicius.

É o clima da sucessão na CMJP.

REPATRIAÇÃO: Temer garante aos governadores transferência de mais R$ 5,2 bilhões das multas

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Uma semana após se reunir com o presidente da República Michel Temer (PMDB), o governador Ricardo Coutinho (PSB) voltou ao Palácio do Planalto ontem (22), onde junto a outros 24 governadores garantiu junto ao Governo Federal a transferência de parte dos valores arrecadada com multas da chamada repatriação de recursos, foram assegurados R$ 5,2 bilhões.

Em nota elaborada ao fim da reunião (veja íntegra abaixo), os participantes “decidiram constituir um grande pacto nacional pelo equilíbrio das contas públicas”. Com cinco itens principais, o documento registra, entre outras coisas, o “compromisso com o corte de gastos foi também acordado unanimemente entre os governos dos estados e a União”.

Temer recebeu na sede do Executivo federal os governadores Camilo Santana (CE), Confúncio Moura (RO), Fernando Pimentel (MG), Flávio Dino (MA), Geraldo Alckmin (SP), Jackson Barreto (SE), João Raimundo Colombo (SC), José Melo de Oliveira (AM), Luiz Fernando Pezão (RJ), Marcelo Miranda (TO), Marconi Perillo (GO), Paulo Câmara (PE), Pedro Taques (MT), Reinaldo Azambuja (MS), Ricardo Coutinho (PB), Rui Costa (BA), Simão Jatene (PA), Suely Campos (RR), Tião Viana (AC), Waldez Góes (AP), José Ivo Sartori (RS), Wellington Dias (PI) e Rodrigo Rollemberg (DF).

O montante, segundo os governadores, é de cerca de R$ 5,2 bilhões, dos R$ 46,8 bilhões obtidos com a repatriação. Antes de irem ao Planalto se reunir com Temer, os governadores fizeram um encontro preliminar na residência oficial do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, para afinar o discurso que iriam apresentar ao governo federal.

Em cerca de cinco horas de reunião, foram discutidos o acordo e as demais propostas sugeridas como forma de resolver a crise financeira que assola os entes da Federação. A reunião com os governadores no Planalto foi acompanhada pelos ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Confira a nota divulgado depois da reunião:

“Nota à imprensa

Reunidos, hoje em Brasília, governadores de estados, o presidente da República, Michel Temer, os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo Oliveira, bem como os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Renan Calheiros, decidiram constituir um grande pacto nacional pelo equilíbrio das contas públicas que compreende:

1. Unidade absoluta de ação da União e dos estados no ajuste fiscal proposto pelo governo federal, assim como aquelas medidas já apresentadas e outras que serão propostas sobre a reforma da previdência;

2. Que os governadores formalizarão, com número necessário de apoio de deputados federais, emenda à PEC da reforma da Previdência a ser apresentada pela União com vistas a constarem no texto as obrigações previdenciárias aplicáveis pelos estados e pelo Distrito Federal;

3. A partir desta quarta-feira (23/11), os secretários de Fazenda elaborarão, com a secretaria do Tesouro Nacional, proposta de ajuste dos estados a ser apresentada, na próxima semana, por um grupo de governadores representando as regiões, ao ministro da Fazenda, para detalhar as propostas limitadoras dos gastos nos estados;

4. O compromisso com o corte de gastos foi também acordado unanimemente entre os governos dos estados e a União;

5. Em face dessas providências, serão formatados instrumentos jurídicos necessários ao acordo a ser formulado perante o Supremo Tribunal Federal;

6. Todas essas medidas buscam construir ambiente favorável à recuperação econômica e ao retorno do desenvolvimento no mais curto espaço de tempo possível.”

Lígia Feliciano revela em reunião com direção nacional que PDT cresceu 200% na Paraíba

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A vice-governadora Lígia Feliciano, que também é vice-presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista (PDT), participou nesta terça-feira (22) da reunião com membros do partido na sede nacional em Brasília.

O encontro reúne as bancadas do partido no Senado e na Câmara Federal, presidentes estaduais, presidentes dos movimentos nacionais, além do vice-presidente estadual da Fundação Leonel Brizola, Alberto Pasqualini.

Segundo Lígia, a executiva discutiu o crescimento do PDT em cada estado do país. Na Paraíba, o partido teve um crescimento de 200% no número de prefeitos eleitos.

Também esteve presente ao evento o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, que falou sobre a atual situação econômica do país e as possíveis conjunturas políticas, já que ele é apontado como eventual candidato do PDT a presidência da república.

Nesta quarta-feira (23), haverá a continuidade da reunião, com debate sobre a formação política e planejamento estratégico do partido para 2017.

Deputado anuncia R$ 1,4 milhão para Pedras de Fogo e reforça compromisso com a cidade

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No último dia 10 de novembro, a cidade de Pedras de Fogo recebeu um total de R$ 2.549.833,15 (dois milhões , quinhentos e quarenta e nove mil, oitocentos e trinta três reais e quinze centavos), do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Cerca de 50% do que recebeu a cidade, foi através da atuação de um filho seu, o deputado federal e vice prefeito eleito de João Pessoa, Manoel Junior (PMDB).

Em ano de crise e baixa arrecadação, as prefeituras enfrentam dificuldades para manter serviços, pagar fornecedores e até mesmo honrar os compromissos com o funcionalismo, especialmente quanto ao pagamento do 13º salário. Manoel Junior comemora ter contribuído para o envio dos recursos. “Como parlamentar pedrafonguense é uma grande alegria ter contribuído com esses recursos para nossa querida Pedras de Fogo e com isso reafirmar meu compromisso com meus conterrâneos”, disse.

A Lei 13.254, de 13 de janeiro de 2016, relatada pelo deputado Manoel Junior na Câmara dos Deputados regularizou R$ 169,9 bilhões. Essa lei, também chamada de Lei da Repatriação, criou um regime especial de regularização cambial e tributária que permitiu aos contribuintes brasileiros tornarem lícita a situação de bens e recursos que mantiveram no exterior ou que para lá remeteram, mas, não tinham declarado ao Fisco.

Desse montante arrecadado, foram recolhidos aos cofres públicos da União, Estados e Municípios mais de R$ 46 bilhões, referentes ao imposto de renda e multas que vão ajudar muito nesse momento de grave crise financeira. Além de Pedras de Fogo, os outros 223 municípios paraibanos e de todo o Brasil foram beneficiados, bem como os Estados. O Governador da Paraíba recebeu cerca de R$ 187 milhões de reais, também no último dia 10 de novembro.

Com Assessoria

Prefeitura de João Pessoa receberá R$ 22 milhões da repatriação de recursos

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O Município de João Pessoa vai receber cerca de R$ 22 milhões da União provenientes das multas do programa de Regularização de Ativos do Exterior, a repatriação de recursos. A decisão judicial favorável ao pedido da Prefeitura de João Pessoa (PMJP) foi publicada nesta segunda-feira (21) pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

O procurador do Município, Adelmar Azevedo, explicou que a PMJP entrou com uma ação na Justiça Federal para requerer o benefício vindo das multas da repatriação porque o Governo Federal não repassou o percentual das multas sobre esse tributo aos municípios, conforme prevê a Lei Nº 13.254/16.

“Os Estados obtiveram a decisão de que a União dividisse com os entes federados esse valor das multas. Então, ingressamos com uma ação na Justiça Federal pedindo que o mesmo raciocínio jurídico, que valeu para os Estados, fosse considerado para o Município. Assim, obtivemos essa decisão favorável a João Pessoa que vai receber um percentual das multas sobre os valores do objeto da repatriação. Isso representa um benefício muito importante para a nossa cidade”, detalhou o procurador da PMJP.

Ainda segundo Adelmar Azevedo, todas as capitais recorreram à Justiça Federal para serem beneficiadas com as multas da repatriação. Além da Capital paraibana, até o momento, somente o Município de Recife (PE) teve a decisão deferida pela Justiça, na semana passada.

No dia 1º deste mês de novembro, a Receita Federal publicou a lista dos Municípios que receberam recursos provenientes só da repatriação, sem multa, da qual a Capital deverá ser contemplada com R$ 24,26 milhões.

Com Secom da PMJP

Azevedo descarta uso de recursos da repatriação para pagar dezembro e 13º. “Dinheiro nos dará folga para janeiro”

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O secretário de Infraestrutura, João Azevedo, descartou nesta terça-feira o uso de recursos da repatriação (dinheiro ilegal de brasileiros depositado no Exterior) para pagamento da folha de pessoal de dezembro e do 13º salário dos servidores públicos. Segundo ele, o Governo do Estado já dispõe de verba suficiente para quitar os compromissos com o funcionalismo.

“Os recursos da repatriação nos dará certa folga em janeiro, quando poderemos tocar obras em andamento e dar in ício a outras licitadas. Se houver necessidade de complementar (o pagamento dos servidores) nós faremos, mas só se for muito pouco. O equilíbrio nas contas do Estado, diante das medidas de contenção de gastos adotadas pelo governador Ricardo Coutinho, nos permite afirmar que o pagamento dos servidores está garantido”, sustentou Azevedo, em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação.

De acordo com o secretário, que acompanhou Ricardo Coutinho na audiência com o presidente Michel Temer, em Brasília, a Paraíba deve receber R$ 170 milhões da repatriação e outra parcela de mesmo montante referente às multas, perfazendo um total de R$ 340 milhões. João Azevedo destacou que o encontro entre Ricardo e Temer foi “republicano” e demonstrou esperança na liberação dos recursos até o início de 2017. “Acho que o presidente acatou sugestão de Ricardo e deve antecipar a liberação dos recursos das multas”, prevviu.

Galdino segue recomendações do TCE e deixa para próxima gestão construção de nova sede da Assembleia Legislativa

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O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) decidiu manter o veto à construção da nova sede da Assembleia Legislativa da Paraíba nesta terça-feira (22). O presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), falou da decisão em plenário e jogou a toalha em relação a esse assunto.

Em plenário na sessão desta terça-feira (22), Galdino afirmou que o TCE-PB “fez uma série de recomendações e como eu estou no final do comando aqui da casa, eu não mais irei sequer responder à recomendação. Vou deixar para o próximo presidente, se assim achar conveniente, tocar esse projeto de reforma da casa”.

Na manhã desta terça-feira (22), a 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) tinha em sua pauta de julgamento uma denúncia sobre possíveis irregularidades na concorrência das obras de reforma do prédio para instalação da Assembleia Legislativa.

Ele ainda explicou a sua decisão para os deputados que estavam presentes na Assembleia. “Estou me achando incapaz de continuar essa batalha porque o tempo é muito curto e como há também divergências internas na casa, prefiro nesse momento tomar essa decisão”, desabafou Adriano Galdino.

O presidente da casa está prestes a completar o seu mandato. Ele foi eleito para o primeiro biênio, referente aos anos de 2015 e 2016. O segundo biênio será presidido pelo deputado Gervásio Maia (PSB).

Com Clickpb

Cartaxo decide agir para evitar riscos e trabalha por uma Mesa Diretora “puro sangue” na Câmara Municipal

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Luciano Cartaxo (PSD) tem confidenciado a assessores mais próximos que prefere a eleição de uma chapa “puro sangue” para a Mesa Diretora da Câmara Municipal de João Pessoa. De olho nas eleições de 2018, Cartaxo não estaria disposto a correr riscos diante de uma bancada de Oposição bem mais ampla e qualificada que enfrentará a partir de janeiro do ano que vem.

Com 16 dos 27 vereadores sob seu comando, o prefeito entende que tem “munição” suficiente para vencer a batalha e manter a direção do Legislativo entre aliados, sem precisar dos votos da oposição. Em outras palavras, o prefeito acha melhor tratar os adversários como adversários, como acontece na disputa por votos nas urnas.

Além de revelar essa preferência a alguns auxiliares, Cartaxo resolveu “dar ciência” também aos vereadores aliados. Parte desta segunda-feira foi reservada para conversas individuais com parlamentares da base, onde o prefeito teria ponderado quanto a uma eventual “aliança” com a bancada de Oposição que resulte na cessão de generosos espaços na Mesa Diretora na próxima legislatura.

A preocupação de Cartaxo só veio à tona após Marcus Vinicius reunir aliados e apresentar-se com quinze votos em seu favor, tomando por base os presentes ao encontro. Entre os quinze estariam os onze eleitos pela Oposição. O prefeito teme também que a disputa com o atual presidente Durval Ferreira (PP), aliado de primeira hora, se radicalize e traga prejuízos futuros à sua base. Por isso, resolveu tratar do assunto com os vereadores, de forma individual. A unidade da bancada é o foco principal.

Era tudo que Durval queria. Com a ajuda de Cartaxo, o pepista acabou reagindo ao avanço de Marcus Vinicius sem sequer se pronunciar.

Marcus Vinicius larga na frente e Durval aguarda posição de Cartaxo: “O jogo ainda nem começou”

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A disputa mostrou-se acirrada desde o início da polarização. Mas, não resta dúvida que Marcus Vinicius (PSDB) largou na frente ao reunir, na manhã desta segunda-feira, quinze dos 27 vereadores em apoio à sua candidatura. Foi uma jogada corajosa e decisiva de quem entrou na disputa sem medo de errar. Marcus explorou bem os dois argumentos mais utilizados contra Durval: renovação e tratamento igualitário.

No primeiro caso, parece ter convencido a maioria dos vereadores eleitos quanto à necessidade de alternância de poder. Não por acaso, pactuou com os colegas que só seria presidente durante o próximo biênio. No outro, daria vez a outro do grupo. O escolhido foi João Corujinha. Além de decretar o fim da reeleição na Câmara Municipal, Marcus Vinicius foi mais além. Para conquistar apoio da bancada de Oposição, prometeu que a Mesa Diretora, nos dois biênios, seria eclética. Ou seja, dividida entre situacionistas e oposicionistas.

A operação foi bem articulada. Se o adversário fosse outro, a desistência era bem provável. Mas, do outro lado está Durval Ferreira (PP), atual presidente da Câmara Municipal e em outras três ocasiões. Experiência não lhe falta. Durval tem a seu favor o tempo. A eleição será no início de janeiro. Até lá, a situação pode mudar. E, para quem não lembra, Durval ainda aguarda decisão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), de quem teria o compromisso assumido de apoio para garantir um novo mandato. Cartaxo tem evitado falar do tema, alegando que não pretende se meter num processo interno do Legislativo. Muito menos com dois grandes aliados em disputa.

Além de apostar no “voto” do prefeito, Durval tem ainda uma alternativa menos provável, mas considerável diante de uma disputa tão acirrada: uma aliança com o governador Ricardo Coutinho (PSB). Não é de hoje que o socialista mantém boa relação com Durval, pensando em tê-lo na Oposição. Ricardo comanda uma bancada de onze vereadores, justamente a que garante, a preço de hoje, maior suporte a Marcus Vinicius. Nessa hipótese, o atual presidente poderia contar com doze votos, além do apoio daqueles que não foram ao encontro do adversário, voltando à condição de favorito.

Mas, tudo não passa de especulações. De concreto, o que se pode dizer é que, se por um lado Marcus Vinicius saiu na frente, por outro ainda restam muitos lances no tabuleiro da sucessão. E, como teria dito o atual presidente a um assessor: “O jogo ainda nem começou”.