Secretaria Estadual de Saúde investiga 10 óbitos por dengue na Paraíba entre janeiro e abril de 2019

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde (GEVS), divulgou, nesta quinta-feira (02), o boletim epidemiológico da dengue, zika e chikungunya, da 16ª Semana Epidemiológica (de 1º de janeiro a 20 de abril, de 2019). No documento consta a investigação, pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO), dos 10 óbitos por dengue o que remete a exames mais específicos junto aos laboratórios de referência.

Até o último dia 20 de abril, foram registrados 2.981 casos prováveis de dengue, sendo o maior número de notificações nos municípios de João Pessoa (1.143); Teixeira (287); Areia (250) e Esperança (184). Esse número representa um aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram notificados 2.483 casos.

Quanto à chikungunya, foram notificados 310 casos prováveis em 56 municípios, o que corresponde a um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registrados 298 casos prováveis.

Em contrapartida, para a doença aguda pelo vírus zika, até o momento, foram notificados 79 casos em 24 municípios, caracterizando uma redução de 3,5% em relação ao mesmo período de 2018, quando foram observados 82 casos prováveis.

Vigilância Ambiental – No período de 1 a 5 de abril, deste ano, foi realizado o 2º LIRAa/LIA/2019 (Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti), pelos municípios paraibanos. De acordo com os resultados enviados pelos 223 municípios paraibanos, 77 (34,52%) apresentaram índices que demonstraram situação de risco para ocorrência de surto; 123 (55,15%), municípios encontram-se em situação de alerta e 23 (10,31%) em situação satisfatória.

Ações realizadas – No mês de abril, foram realizados ciclos de aplicação do UBV pesado (carro fumacê), nos municípios onde houve aumento do número de casos e/ou ocorrência de óbitos.

Ações programadas – Qualificação em manejo clínico, no próximo dia 16 de maio, em Campina Grande, para municípios da região; sensibilizar a população para eliminação dos criadouros do Aedes; integração dos ACs e ACEs no combate aos criadouros de Aedes e na identificação/sinalização dos casos suspeitos.

Com Secom

Comentar

TCE aprecia vinte processos na sessão desta quinta-feira

Imagem da Internet

O Tribunal de Contas do Estado realiza , nesta quinta-feira (02), sessão ordinária, a partir das 9 horas para 20 processos, entre os quais, as contas anuais das prefeituras de Santa Terezinha, Pombal, Baia da Traição, Amparo, Camalaú, São José de Espinharas e São José do Brejo do Cruz, relativas a 2017. Santana dos Garrotes e Emas de 2016, e São José de Espinharas do exercício de 2015.

Também na pauta, as contas da Agência Estadual de Vigilância Sanitária de 2016 e uma inspeção especial de acompanhamento da gestão, referente à execução do contrato nº 20/2015, firmado entre a Organização Social Cruz Vermelha e a empresa Gastronomia Nordeste Comércio de Alimentos Ltda, objetivando a prestação de serviços de Nutrição e Alimentação para atendimento ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.

Também os recursos manuseados pelo ex-prefeito do município de Belém, Edgard Gama, contra decisão consubstanciada no Acórdão APL-TC-00817/18, emitido quando da apreciação das contas do exercício de 2015, conjuntamente pelos ex-prefeitos de São José de Piranhas, José Bonaldo Dias de Araújo e Domingos Leite da Silva Neto, face decisões consubstanciadas nos pareceres PPL – TC – 00074/18 e 00075/18, e pela ex-prefeita municipal de Bonito de Santa Fé, Alderi de Oliveira Caju, exercício de 2014, referente ao no Acórdão APL – TC – 00298/17.

Serão apreciados Embargos de Declaração opostos pelos ex-prefeitos de Natuba, José Lins da Silva Filho com referência às contas de 2014, e Claudeeide de Oliveira Melo, de Jericó, face decisão prolatada no Acórdão APL-TC 00505/18, assim como pelo ex-presidente da Câmara municipal de Aroeiras, Jailson Bezerra de Andrade, referente ao Acórdão APL TC 00113/2019. Ainda Denúncia formulada pela vereadora Ozana Domingos Fernandes, contra possíveis irregularidades na gestão municipal de Cacimba de Dentro, durante os exercícios de 2017 e 2018.

Comentar

Sem deputados governistas, bancada de Oposição “deita e rola” durante sessão na Assembleia Legislativa

Imagem da Internet

Nenhum deputado governista participou da sessão ordinária desta quinta-feira. (02), na Assembleia Legislativa da Paraíba. Com seis integrantes em plenário, a bancada de Oposição “deitou e rolou”, abordando novamente a “Operação Calvário”, defendendo a instalação de uma CPI para investigar as denúncias e lamentando ausência dos governistas.

Buba Germano (PSB) foi o único governista a aparecer, mas preferiu aguardar a audiência pública para instalação da Frente Parlamentar da Ciência e Tecnologia.

Walber Virgulino (Patriotas) presidiu os trabalhos, deixando para Tovar Correia Lima (PSDB), Cabo Gilberto (PSL), Anderson Monteiro (PSC), Camila Toscano (PSDB) e Raniery Paulino (MDB) os discursos na tribuna, todos abordando a “Operação Calvário”.

Moacir Rodrigues (PSL) preferiu ficar na “retaguarda”.

Sem contraditorio, os oposicionistas criticaram a demora do govermador João Azevedo (PSB) em exinerar os secretários Waldson Souza, Cláudia Veras e Gilberto Carneiro, mesmo diante das sérias denúncias envolvendo o trio no âmbito das investigações comandadas pelo Gaeco.

Raniery Paulino, líder da bancada, lamentou a ausência dos governistas e disse que vai cobrar corte de ponto e convocação do Colegiado de Líderes para avaliar a falta de sessões deliberativas durante a semana.

Encerrada a sessão ordinária, o deputado Jeová Campos (PSB) apareceu em plenário  para prestigiar, junto com Buba Germano, a instalação da Frente Parlamentar de Apoio à Ciência e Tecnologia.

Comentar

Presidente da Comissão de Educação, Pedro Cunha Lima avalia desafio de melhorar salário de professores

Pedro é autor do projeto (Imagem da Internet)

O deputado federal e presidente da Comissão de Educação da Câmara, Pedro Cunha Lima (PSDB), aproveitou o Dia do Trabalho, comemorado nesta quarta-feira (1º), para reforçar a sua defesa de uma nova política salarial para os professores. Segundo ele, a falta de remuneração adequada é um dos principais desafios da educação brasileira ao longo de sua história. O Brasil é o que paga pior seus professores do ensino fundamental ao médio entre 40 países ou sub-regiões, membros ou parceiros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O dado está presente no estudo realizado pelo “Educationat a glance” e mostra que quando considerado o salário inicial anual de cada etapa, os professores brasileiros ficam em último lugar, exceto na educação infantil. No segundo segmento do fundamental, o Brasil continua com o salário inicial anual de US$13.971 na última posição, enquanto a média da OCDE sobe para US$ 33.126. No ensino médio, os países da OCDE pagam em média US$ 34.534 por ano, e o Brasil segue com o mesmo salário inicial anual.

O levantamento revela que nos primeiros anos do ensino fundamental, o salário mínimo anual do docente brasileiro (US$13.971) fica bem abaixo do montante de US$ 70.192 pago em Luxemburgo, país com melhores rendimentos. Os professores brasileiros também ganham menos que docentes de países vizinhos como o Chile, onde eles recebem inicialmente US$ 23.429 por ano. O país também fica atrás da média dos países da OCDE (incluindo a Lituânia, que entrou recentemente no grupo), que registra salário anual inicial de US$ 31.919.

Professores de escolas públicas ganham 25% menos – Relatório do 2º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE), organizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que os professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas, ou seja, cerca de 25% a menos. O relatório mostra que essa porcentagem subiu desde 2012 quando era 65,2%.

Pedro é autor da PEC 20/2015, que cria o Magistério Público Nacional e transforma, por completo, a carreira do professor. A PEC da Nova Educação, como ficou conhecida, cria o Magistério Público Nacional e estabelece o teto salarial dos agentes administrativos públicos como o valor percebido pelos professores no topo da carreira. “É preciso uma política única para todo o País de valorização do professor. Não podemos permitir distorções. Essa diferença na remuneração também afeta diretamente o desempenho educacional das crianças e jovens. Não existe melhoria na educação sem melhoria nas condições de renda e de trabalho do professor”, defendeu.

Dados da Paraíba – Dados mostram que a Paraíba ocupa o 14º lugar no ranking de pagamento de salários a professores no país com uma média de R$ 2.779,00, ficando atrás de estados nordestinos como Maranhão (R$ 5.751,00), Ceará (R$ 3.518,00) e Piauí (R$ 2.910,00).

Condições de trabalho – Outro ponto destacado por Pedro são as condições de trabalho oferecidos os professores no Brasil. “Além da remuneração, as condições de trabalho são fundamentais para atrair os professores, principalmente os mais capacitados para o trabalho. A falta de atratividade na carreira também prejudica a qualidade do setor no país”, destacou Pedro, defendendo que o cenário poderia ser diferente caso fosse cumprido o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização do professor.

“O problema do Brasil é resolver os problemas. Todos já estão detectados e sendo assim, precisamos apenas que o governo invista em educação, que tenha foco e que leve em conta a valorização dos professores. Se continuar da forma como está, iremos ver uma falta de professores por todo o Brasil”, disse Pedro.

Com Assessoria
Comentar

Prefeito de Cajazeiras prevê fechamento de escolas e cobra unidade da classe política paraibana contra fim do Fundeb

Imagem da Internet

O prefeito de Cajazeiras, José Aldemir Meireles (PP), alertou as autoridades para o risco de fechamento das escolas públicas com o fim do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Básico (Fundeb), previsto para dezembro de 2019. Segundo ele, as prefeituras não terão como manter, sem a ajuda do Governo Federal, as unidades educacionais que hoje já funcionam de forma precária devido à falta de novos investimentos na área.

“Temos que unir forças, a começar pela nossa bancada federal, para cobrar do Planalto a manutenção do Fundo, se possível até efetivá-lo. Se isso não acontecer, será o fim da educação básica no país”, prevê Meireles, que já foi deputado federal e sabe a força política que tem uma bancada unida em Brasília.

O Fundeb é a principal fonte de recursos da Educação no Brasil e distribui recursos da ordem de R$ 150 bilhões/ano com Estados e Municípios, de acordo com o número de alunos matriculados. O presidente da Federação dos Municípios da Paraíba (Famup), George Coelho, projetou perdas de R$ 11 bilhões na Paraíba com o fim do fundo.

“É uma perda insuperável. Não há como cobrir isso. Nossa classe política tem que se unir e pressionar o Ministério da Educação para que o Fundeb continue. É a única maneira de evitar o fechamento das escolas”, sustentou o prefeito de Cajazeiras.

 

Comentar

CRIA X CRIADOR: Líder da Oposição contraria discurso de Ricardo e prevê rompimento no PSB

Imagem da Internet

Pouco depois da prisão da ex-secretária Livânia Farias, o ex-governador Ricardo Coutinho assumiu de pronto o comando do grupo governista e “soltou o verbo” em defesa do projeto socialista. “Aqui, ninguém solta a mão de ninguém”, declarou, em tom áspero.

A fala foi vista, de forma geral, como uma iniciativa de solidariedade à Livânia e como chamamento do grupo, por seu comandante maior, para manutenção da unidade, um dos requisitos determinantes para a atual supremacia do PSB na política paraibana.

Mas, para o líder da bancada de Oposição na Assembleia Legislativa, o discurso de Ricardo não surtiu o efeito esperado e em nada interferiu no curso da “derrocada do projeto socialista”.

Contrariando as previsões do ex-governador, o deputado Raniery Paulino (MDB) acredita que as consequências da quarta fase da “Operação Calvário”, que vem sendo chamada de “Lava Jato da Paraíba”  destroçaram os planos de Ricardo Coutinho e encurtaram o caminho do.rompimento político entre o ex e o atual governador, João Azevedo (PSB).

Paulino avalia que o afastamento de Ricardo tornou-se inevitável até para a própria sobrevivência política de Azevedo, que precisaria das respostas à sociedade paraibana e mostrar que seu governo nada tem a ver com as denúncias que derrubaram secretários e provocaram prisões de socialistas graúdos.

Estaríamos, portanto, na visão do líder oposicionista, diante de mais um caso onde “a cria se volta contra o criador”.

A projeção de Paulino pode até ser encarada como exagero ou “discurso natural” da Oposição, mas é.notório como, após a demissão dos secretários Waldson Souza, Gilberto Carneiro e Cláudia Veras, deputados da base governista “sumiram” para evitar a defesa pública dos aliados. Da mesma forma que ficou ainda mais visível a “indisposição” de ricardistas quando o tema é rebater críticas à gestão de Azevedo.

Seria um sinal do suposto rompimento previsto por Paulino? Isso, só o tempo dirá.

Comentar