Mesmo após reunião da executiva, bancada do PMDB permanece dividida em relação à Mesa da Assembleia

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Na coletiva de imprensa após o fim da reunião da cúpula do PMDB na manhã desta segunda-feira (17) o candidato a senador eleito José Maranhão afirmou que o partido não está dividido, embora os deputados Trócolli Júnior e Raniery Paulino mantenham disposição de seguir a candidatura do atual presidente Ricardo Marcelo ao invés de votar no governista Adriano Galdino. Maranhão ainda enfatizou que não haverá caça às bruxas com relação aos filiados que não seguiram as alianças partidárias.

” Iremos reestruturar o partido a nível do estado, sem nenhuma preocupação de caça às bruxas, isso foi repudiado por todos. Decidimos ter participação efetiva no governo de Ricardo Coutinho e nas eleições da mesa diretora na Assembleia”, disse Maranhão sobre a reunião.

Maranhão ainda destacou que o PMDB deverá seguir a proposta que foi lançada com as candidatura para a presidência da Assembleia Legislativa com Adriano Galdino (PSB) no primeiro biênio e Gervásio Maia (PMDB) no segundo biênio.

Ficou definido ainda que o apoio à eleição da mesa diretora ficará a critério dos deputados estaduais.

Empréstimo de R$ 500 milhões deve ser votado esta semana na Assembleia Legislativa

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A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) deve votar esta semana quatro vetos do governador Ricardo Coutinho (PSB) a Projetos de Lei, três deles de autoria dos parlamentares. Além dos vetos, também entrará em pauta o Projeto de Lei Ordinária 1.937/2014, que autoriza o Governo do Estado a contrair empréstimo de até R$ 500 milhões junto à Caixa Econômica Federal, mediante prestação de garantia pela União.

Na última semana, a pauta contava com 20 matérias, mas devido à quebra de quórum, apenas duas delas foram apreciadas. O pedido de empréstimo foi aprovado na Comissão de Orçamento da ALPB no final de outubro e apesar do pedido de urgência, ainda aguarda votação em plenário. O empréstimo visa financiar as contrapartidas para investimentos em obras pelo Governo do Estado, nas áreas constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal acordados com o Estado.

Entre os vetos em pauta, está o referente ao Projeto de Lei de Conversão nº 009/2014, que define o reajuste da remuneração dos servidores das Carreiras do pessoal docente e técnico-administrativo da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). O veto foi derrubado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na semana passada. Redação

Executiva do PMDB se reúne nesta segunda-feira para avaliar resultado das eleições

Vinte e dois dias o encerramento da processo eleitoral, o PMDB vai reunir sua Executiva Estadual e parlamentares, às 9h de hoje, na sua sede, para avaliar posturas dos peemedebistas e desempenho do partido, no pleito. A infidelidade de alguns peemedebistas, será um dos temas que deve esquentar as discussões. A reunião que será presidida pelo senador eleito José Maranhão, servirá para os peemedebistas avaliarem o pleito eleitoral, e ainda tentarem estabelecer nova pauta, como o apoio ao governo Ricardo Coutinho e a preparação para as eleições de 2016.

O PMDB é o primeiro partido no Estado a encarar o debate sobre a prática indiscriminada de infidelidade que marcou as eleições 2014. O secretário-geral do partido, o deputado eleito Veneziano Vital do Rêgo, já adiantou que defende que os dirigentes dimensionem os efeitos nas urnas desse comportamento de alguns filiados para não voltar a enfrentar o mesmo problema no futuro.

Para se ter uma ideia, o PMDB, maior partido do Estado, saiu das urnas de 2012 com o maior número de prefeitos (elegeu 58) e de vereadores (conquistou 388 vagas em 223 municípios). Mas o candidato do partido ao governo, Vital do Rêgo, não contou nem com 10% dessa força eleitoral. A maioria preferiu seguir a polarização e se engajar nas candidaturas de Ricardo Coutinho (PSB) ou Cássio Cunha Lima (PSDB).

Nas eleições deste ano, o partido elegeu um senador, quatro deputados estaduais, três deputados federais, além de ter sido fundamental para a vitória do govenador Ricardo Coutinho (PSB) no segundo turno.

Além do presidente José Maranhão, foram convidados e deverão participar do encontro o 1º vice-presidente, Roberto Paulino; o 2º vice-presidente, Manoel Júnior; o 3º vice-presidente, Gervásio Maia; o secretário-geral, Veneziano Vital do Rêgo; o secretário adjunto e líder do PMDB na Assembléia Legislativa, Raniery Paulino; o tesoureiro Antonio Souza da Silva; os vogais Vital do Rêgo Filho, Nilda Gondim e Hugo Motta; os suplentes da Comissão Executiva Olenka Maranhão, Nabor Wanderley, Márcio Roberto e Ivaldo Medeiros; os membros do Conselho Fiscal Neuza Costa, Severino Fernandes de Lima e Antonio Gualberto Viana Chianca; e os suplentes do Conselho Fiscal José Roberto Dantas, Ana Paula Cavalcanti Ranalho e Josenete Dantas.

Com PBAgora

Aliado de Ricardo Marcelo ironiza euforia governista e diz que lista não ganha eleição

Imagem da Internet

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Aliado de primeira hora do atual presidente, Ricardo Marcelo (PEN), o deputado Arnaldo Monteiro (PSC) reagiu com ironia a euforia dos governistas, que afirmam ter uma lista com vinte assinaturas em favor da candidatura de Adriano Galdino (PSB) ao comando da Assembleia Legislativa na eleição prevista para fevereiro. Segundo Monteiro, “eleição se define no dia e não com listas. Não sabia que lista vencia eleição até porque quem quiser fazer faz”, sustentou.

Apesar de ironizar a lista, Arnaldo disse que considera natural as movimentações com relação à eleição para nova mesa diretora da ALPB. “É um movimento natural, todos tem direito a postular a vaga”, afirmou.

O deputado também defendeu o atual presidente da Casa de Epitácio Pessoa, Ricardo Marcelo, que, segundo ele, talvez seja o maior presidente da história da AL.

“Ricardo Marcelo não está morto, está vivo. É um grande presidente, talvez o maior da história da Assembleia. Ele fez e faz um grande trabalho na Assembleia Legislativa. Estamos há dois, três meses das eleições e este clima de já ganhou nos temos que não é bom para ninguém. Acho que o nosso presidente é um grande presidente, e tenho que ouvir dele se ele é candidato”, declarou.

TCE reprova contas e manda três ex-prefeitos devolverem R$ 600 mil aos cofres públicos

TCE

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) reprovou, nesta quarta-feira (12), as contas referentes ao ano de 2012 dos ex-prefeitos Jucelino Lima de Farias (Igaracy), Luiz Alves Barbosa (Curral Velho) e Francisco de Assis Melo (Solânea). O TCE também impôs débitos ao ex-gestores que, somados, chegam a mais de R$ 600 mil.

O ex-prefeito de Igaracy, de acordo com o TCE, não teria comprovado despesas com o INSS, conforme entendeu o relator do processo, Fenando Catão. Jucelino Lima de Farias tem que devolver R$ 65.418,00. Dessa decisão ainda cabe recurso.

Despesas não documentalmente comprovadas também acarretaram a desaprovação das contas do ex-prefeito de Curral Velho, Luiz Alves Barbosa. Ele deve restituir a importância de R$ 194.252,00 aos cofres públicos, conforme entendimento manifesto pelo relator Fernando Catão e do qual o ex-gestor ainda pode recorrer.

O ex-prefeito de Solânea, Francisco de Assis Melo, teve as contas de 2012 reprovadas por despesas irregulares e lesivas ao patrimônio público, devendo devolver a importância de R$ 354.916,76 aos cofres municipais, como propôs o relator Oscar Mamede Santiago Melo. Francisco não apresentou defesa, mas ainda poderá fazê-lo em fase recursal.

Com assessoria do TCE-PB

Cartaxo prevê crescimento de Lucélio dentro do processo político paraibano

Cartaxo.jpb

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), comemorou o resultado da eleição para senador do irmão, Lucélio Cartaxo (PT) e destacou que as pesquisas para o Senado foram ‘um desastre completo’ e que o nome do petista está posto condições de poder ganhar espaço importante na política da Paraíba.

“Ele se saiu muito bem na eleição, foi grande a surpresa. Eu acreditava muito no seu potencial, saiu com 2% ou 3% e terminou com 30%, a diferença para Maranhão foi de 7 pontos. A pesquisa para governador deu certo, mas para senador. No IBOPE deu diferença de 20 pontos de Maranhão para Lucélio e terminou com 7 pontos. Senador foi um desastre completo”, diz.

Cartaxo destacou tambéma campanha do irmão que teve maisd e 50% dos votos de João Pessoa, com 80 mil votos na frente de Maranhão.

“O nome está posto em condições de poder ganhar espaço importante na política da Paraíba, mas é momento de avaliação de fim de ano para ver o caminho que vai ser definido o projeto”, conta.

Com Marília Domingues

Marcos Cavalcanti é eleito por maioria presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba

O desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque foi eleito, na tarde desta quarta-feira (12), para presidir o Tribunal de Justiça da Paraíba no biênio 2015/2016. A escolha ocorreu durante sessão do Pleno do TJPB e o magistrado obteve 10 votos contra oito do desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. O desembargador Joás de Brito Pereira Filho também concorreu ao pleito, mas não obteve voto. Houve um voto nulo, já um magistrado votou nos nos três candidatos concorrentes.

marcos cavalcanti

Pela primeira vez na história do Judiciário paraibano, houve a disputa do cargo entre três candidatos.
A eleição no TJPB ocorreu em quatro escrutínios. Depois do presidente, houve a escolha do desembargador José Ricardo Porto para o cargo de vice-presidente da Corte de Justiça e do desembargador Arnóbio Alves Teodósio, para a Corregedoria-Geral de Justiça. Por fim, foi eleita por aclamação a desembargadora Maria da Graças Morais Guedes, para a Escola Superior da Magistratura (Esma). Todos serão empossados no dia 2 de fevereiro de 2015.

José Ricardo Porto foi eleito com 11 votos, Já o desembargador João Benedito, que também concorreu ao cargo, obteve sete voto. Também houve um voto nulo. Arnóbio Alves Teodósio foi eleito com 10 votos, contra oito do colega Joás de Brito Pereira. A desembargadora Maria das Neves do Egito Guedes, também concorreu ao cargo, mas não obteve voto.

Presidente eleito

Professor da UEPB e membro da Academia Paraibana de Letras (APL) e do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (IHGP), Marcos Cavalcanti substituirá Fátima Bezerra Cavalcanti no dia 2 de fevereiro de 2015, quando a desembargadora concluirá o seu mandato de dois anos.

O futuro gestor da Corte paraibana falou sobre as metas para sua administração. “A primeira delas é a priorização do 1º grau, para que a Justiça seja rápida, célere. A segunda, será concurso para juiz de Direito, pois temos 65 vagas, aproximadamente, e para servidores do poder Judiciário. Também vamos investir muito na implementação do Processo Judicial Eletrônico (PJE), que vem dar celeridade à Justiça, entre outras voltadas para aperfeiçoamento de servidores e juízes”, disse.

Marcos Cavalcanti também falou sobre a importância do diálogo, tanto com os demais Poderes, como com a classe de servidores. “Receberei todos os funcionários, sem distinção, para discutirmos avanços e direitos dos servidores”, destacou.

Satisfação em presidir o TJPB

Emocionado, o desembargador Marcos Cavalcanti agradeceu a confiança de seus pares e reconheceu que a transformação vivida pelo Judiciário brasileiro lhe impõe maior responsabilidade. “Foi uma sessão histórica, onde quebramos uma tradição de 123 anos, onde todos escolhiam o mais antigo. Hoje, houve discussão. Democracia não é o sistema da totalidade, mas da maioria”, defendeu o desembargador eleito.

Dever cumprido

A presidente do Tribunal de Justiça, Fátima Bezerra Cavalcanti, elogiou o clima de cordialidade entre os desembargadores, mesmo diante de uma disputa. “A Justiça paraibana, nesta tarde, quebrou paradigmas e evolui com o processo democrático”, afirmou. Apesar de ainda não ter concluído o seu mandato, a desembargadora considera que a atual gestão tem o sentimento de dever cumprido, diante da modernização do Judiciário, da redução do estoque de processos e da melhoria da prestação jurisdicional.

“Pela primeira vez na história do Tribunal já se julga mais processos do que se recebe, conforme o relatório Justiça em Números divulgado pelo CNJ, que aponta uma produtividade de 116% em 2013 em relação ao ano anterior. E agora em 2014, contabilizamos um avanço maior”, disse ela.

Apoio integral

O desembargador Márcio Murilo também agradeceu aos pares pelos votos obtidos e disse que o sentimento, agora, é de colaboração com a nova Mesa Diretora, a exemplo do trabalho que vem desenvolvendo à frente da Corregedoria-Geral de Justiça. “Daremos nosso apoio integral”, afirmou.

Para ele, a demanda de processos judiciais é, hoje, o maior gargalo enfrentado pelo Poder Judiciário. Nesse sentido, segundo o desembargador, a Corregedoria tem adotado medidas consideradas simples, mas com grande efeito, a exemplo da adoção dos atos ordinatórios, com duas finalidades primordiais: regularizar a tramitação de processos e promover seu andamento. “Assim, estamos contribuindo para a melhoria dos serviços da Justiça paraibana”.

O processo eleitoral

A eleição para preenchimento dos cargos de presidente, vice-presidente e corregedor-geral de Justiça ocorreu com base nos artigos 22 e 23 (modificado pela Resolução 11/2010) do Regimento Interno do TJPB. A legislação sofreu mudanças aprovadas pelos desembargadores, que permitiram o processo eleitoral conforme os parágrafos 1º e 2º do artigo 22.

Assim, para compor a Mesa Diretora, os titulares são eleitos dentre os desembargadores mais antigos do Tribunal, por maioria de seus membros, que não tenham exercido a Presidência ou qualquer outro cargo de direção por quatro anos, sendo vedada a reeleição.

O Regimento dispõe, ainda, que a eleição deve acontecer na primeira sessão ordinária do mês de novembro, anterior ao término dos mandatos, por meio de eleição, em votação secreta, pelos 19 membros efetivos da Corte.
O eleito é Natural de Mamanguape, o desembargador Marcos Cavalcanti é formado pela Universidade Federal da Paraíba, iniciou a carreira como advogado, procurador da Arquidiocese da Paraíba. Antes de ingressar na Magistratura, foi promotor de Justiça, nomeado em 1981. Ingressou no Judiciário em 1983, como juiz de Direito na comarca de Belém.

O magistrado passou pelas comarcas de Mamanguape, Campina Grande e João Pessoa. Em todas elas foi, também, juiz eleitoral, tendo sido juiz-coordenador da propaganda eleitoral nos dois maiores colégios eleitorais do Estado.
Na Capital e em Campina Grande foi membro e presidente da Turma Recursal do Juizado Especial Cível. Juiz Substituto e Titular do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, por dois biênios, com início no ano de 2000.

O desembargador já exerceu o cargo de corregedor regional Eleitoral por três anos consecutivos e o de juiz-diretor do Fórum Cível da Capital. Como juiz titular da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, foi convocado por diversas vezes para substituir desembargador no Tribunal de Justiça, integrando as Câmaras Cíveis, a Criminal e o Tribunal Pleno. Promovido, por merecimento, ao cargo de desembargador, tomou posse no dia 11 de abril de 2007.

Atualmente, é presidente da Primeira Câmara Cível do TJPB e da Comissão de Cultura e Memória do Poder Judiciário, Divulgação e Jurisprudência do Tribunal de Justiça e da Comissão de Avaliação de Documentos do Poder Judiciário.

Com Assessoria

Deputado revela convites da base governista, mas diz que ficará na oposição até encerrar legislatura

Imagem da Internet

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O deputado reeleito Trócolli Júnior (PMDB) revelou, nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio Arapuan, ter recebido convites para integrar a base de apoio do governador Ricardo Coutinho (PSB), mas garantiu que, pelo menos até o final da atual legislatura, continuará na bancada de oposição. Trócolli foi sondado pelos deputados Gervasio Maia e Hervázio Bezerra, mas manteve o posicionamento anunciado logo após as eleições deste ano.

Semana passada, Trócolli, Gervásio e Raniery Paulino se reuniram numa das salas anexas ao plenário e decidiram que a bancada do PMDB deve marchar unida no processo de escolha da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Trócolli e Raniery defendem a candidatura do atual presidente, Ricardo Marcelo (PEN). Nabor Wanderley, que integra a bancada governista, aguarda definição do nome apoiado pelo governador.

Eleição da Mesa pode transformar Assembleia em novo campo de batalha entre governo e oposição

Imagem da Inernet

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No início, chegou-se a alimentar a impossibilidade jurídica do atual presidente Ricardo Marcelo (PEN) disputar um novo mandato para comandar a Assembleia Legislativa. Pouco depois, dirimiu-se a dúvida porque, em se tratando de uma nova legislatura, Ricardo não estaria concorrendo a mais uma reeleição, como se pensava. Com a querela jurídica esclarecida, a preço de hoje não há como negar a tendência da oposição e, consequentemente, da maioria dos parlamentares, de votar em Marcelo.

Diante do quadro, o governo tem duas opções: aceitar essa condição e compor uma chapa eclética, sem a necessidade de disputa, ou bater chapa, transformando o Poder Legislativo num novo campo de batalha, semelhante ao das eleições de outubro. Pelo que se observa das primeiras manifestações palacianas, a segunda hipótese está muito mais próxima que a primeira. A deputada Estelisabel Bezerra (PSB), braço direito do governador, vem defendendo abertamente mudança no comando da Assembleia, tese cultuada pelo próprio chefe do Executivo.

Além disso, pelo menos dois deputados – Tião Gomes (PSL) e Adriano Galdino (PSB) – já colocaram seus nomes à disposição para concorrer com Ricardo Marcelo, outro sinal de que a disputa está bem mais próxima que a composição de forças.

Na democracia, a disputa é salutar. O problema maior de um enfrentamento entre governo e oposição não é a eleição em si, mas as consequências dessa disputa. No primeiro mandato, Ricardo Coutinho passou por sérios problemas para governar por conta da péssima relação entre Executivo e Legislativo. O distanciamento político entre ele e Ricardo Marcelo prejudicou apenas o Estado. Todos sabem disso. Se a “corda esticar” novamente, é muito provável que o cenário se repita, independente de quem for vencedor da eleição da Mesa.

Certamente, os paraibanos – governistas e oposicionistas – torcem para que isso não ocorra.

Ricardo Coutinho anuncia terceirização do Centro de Convenções para atrair eventos e incrementar turismo

Imagem da Internet

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) parece ter aprovado o processo de terceirização de serviços públicos, iniciado em seu primeiro governo pela área de Saúde, com foco nos hospitais. Prova disso é que pretende adotar o sistema também na área do turismo, começando pelo Centro Turístico Poeta Ronaldo Cunha Lima, na Praia do Seixas. Coube ao experiente repórter Paulo Cosme, do portal Paraíba.com.br, divulgar a informação, através de entrevista do próprio chefe do Executivo paraibano.

“O turismo é um ponto fundamental para a Paraíba e precisa ser cuidado com profissionalismo”, afirmou o governador.

Partindo dessa premissa, Ricardo Coutinho pretende lançar edital de “gestão compartilhada”, a mesma expressão usada antes da deflagração do processo de terceirização do Trauma, de João Pessoa, e outros hospitais no interior do Estado. Em tese, a gestão compartilhada prevê repasse de verbas do Governo do Estado para uma empresa privada administrar o Centro de Convenções, como a Cruz Vermelha administra os hospitais públicos paraibanos. “O objetivo é atrair mais eventos para o Estado”, justificou o governador.

No texto divulgado pelo portal, O governador reconhece como é difícil tocar obras sem ajuda do governo federal. Principalmente, obras de grande porte. Por isso, a primeira expectativa dele em relação ao segundo mandato de Dilma Roussef (PT) é quanto à normalização dos repasses dos recursos para conclusão de obras estruturantes, incluindo o canal Acauã/Araçagi, que garantirá o abastecimento de dezenas de municípios da região do Brejo. “Esperamos que isso ocorra (repasses em dia) porque com certeza ela (Dilma) fará um segundo governo bem melhor que o primeiro”, previu Coutinho.