MPF denuncia prefeito e ex-prefeito de Duas Estradas por suspeita de fraude em licitação

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O prefeito de Duas Estradas, Edson Gomes de Luna, e o ex-prefeito Roberto Carlos Nunes, vão responder ação penal por irregularidades em licitações destinadas à aquisição de medicamentos com recursos do Ministério da Saúde. Uma das empresas beneficiadas pela fraude era controlada à época pelo atual gestor municipal, popularmente conhecido como “Edinho da Farmácia”.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) e recebida na última semana pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE). Também são réus no processo quatro integrantes da Comissão Permanente de Licitação (CPL) responsável pela compra desses remédios.

A Prefeitura de Duas Estradas, entre 2008 e meados de 2009, de acordo com a ação, adquiriu R$ 150.865,01 em medicamentos com recursos federais e locais, sem licitação. Segundo apurado pela Controladoria-Geral da União (CGU), 23 aquisições foram efetuadas em curto espaço de tempo, favorecendo as mesmas empresas, incluindo a Drogaria Gomes, controlada por Edson Gomes de Luna.

Utilizando as verbas do Ministério da Saúde, foram feitas ainda duas licitações forjadas, em que não houve real concorrência. A CGU identificou diversas inconsistências graves nesses procedimentos licitatórios, realizados na modalidade carta convite, em que são apresentadas três propostas de fornecedores diferentes. Uma das irregularidades encontradas, por exemplo, é referente à relação de medicamentos licitados. Essa lista informava apenas o número de caixas, sem indicar o quantitativo de remédios cada uma delas deveria conter. Houve ainda orçamentos com preços idênticos ou muito próximos (com diferença de 1 a 2%) àqueles estimados pela CPL e propostas que continham erros de grafia idênticos, apesar de apresentadas por empresas diferentes.

Além de Edson Gomes de Luna e Roberto Carlos Nunes, os membros da CPL à época, José Serafim Bezerra, Antônio Belarmino Pontes, Edmilson de Paula e Heráclito do Nascimento, acusados de integrar o esquema de montagem de licitações, também responderão à ação penal. Se condenados, os réus podem receber pena de detenção, de três a cinco anos, e multa.

Com MPF

Michel Temer admite ter recebido R$ 11 milhões em dinheiro vivo da construtora Odebrecht

Temer brasil 247

O presidente interino Michel Temer (PMDB) concedeu uma entrevista ao Valor Econômico (leia aqui), em que falou de temas como a reforma da Previdência, a abertura do pré-sal e o pedido de R$ 10 milhões feito ao empreiteiro Marcelo Odebrecht, em pleno Jaburu, que teria sido materializado numa doação em dinheiro vivo (leia aqui).

Sobre Previdência, ele defendeu idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. “Sabidamente as mulheres hoje vivem mais que os homens, mas tem essa coisa da dupla, tríplice jornada. Na minha cabeça, tem que haver uma pequena diferença. Se o homem se aposenta com 65, a mulher pode se aposentar com 62. Já é um avanço”, disse ele, que previu uma batalha sobre o tema. “As centrais vão acabar não apoiando, seja qual for a reforma. Se não apoiarem, vamos mandar ao Congresso e ver o que acontece. Queremos fazer depois uma publicidade aos jovens e dizer: Vocês, daqui a dez, 20 anos, não vão ter como receber (…) Sim, vai ser uma luta feroz, mas vai ter que ser enfrentada. Quando você me pergunta o que ocorrerá depois do impeachment, essa será uma das batalhas.”

Temer também falou sobre seu pedido de R$ 10 milhões à Odebrecht, em pleno Palácio do Jaburu, que, segundo Marcelo Odebrecht foi doado, via caixa dois e em dinheiro vivo – dos quais R$ 4 milhões para Eliseu Padilha, braço direito de Temer.

“Eu não tenho medo dessas coisas. Eu era presidente do partido e ele acertou uma contribuição. Até se falou em R$ 10 milhões, mas na verdade foram R$ 11,3 milhões que ele entregou ao partido — tem a prestação de contas para todos os candidatos a governador…”, disse o interino. “Eu não sei se ele falou. A coisa vai para a imprensa e você não sabe se é fruto da delação, se é fruto do advogado. Você não sabe de onde veio. Então, o que eu faço? Eu não vou negar que ele esteve comigo, como tantos outros empresários estiveram comigo. Ainda hoje, quando não há a menor possibilidade de pessoa jurídica [doar dinheiro para campanha] eles vêm me perguntar como vão colaborar. Quando havia a possibilidade das doações, era uma enxurrada de gente pedindo para colaborar.”

Temer também disse que não será candidato em 2018, como se tivesse voto para isso e fosse um candidato viável – hoje, 79% dos brasileiros, segundo o Vox Populi, defendem sua imediata saída, seja com novas eleições, seja com a volta de Dilma.

Sobre a abertura do pré-sal, outro tema polêmico, também rejeitado pela maioria dos brasileiros, Temer disse que vai passar. “É prioridade na Câmara, será aprovado, mas o problema é que as eleições municipais atrapalham as votações.”

O interino também disse não temer a ação movida pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral, que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. “São questões apartadas, o vice e o presidente são instituições separadas no texto constitucional. Embora examinadas conjuntamente, minha conta foi prestada separadamente. O que é preciso é verificar se o que eu recebi foi fruto também de desajustes eleitorais.”

Com Brasil 247

TCE prevê “liberação” de mais de 600 “fichas-sujas” na Paraíba com decisão do Supremo sobre contas rejeitadas

Imagem da Internet

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Mais de 600 gestores e ex-gestores paraibanos classificados como fichas-sujas para eleições de 2016 poderão entrar com recursos no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para rever as decisões. A informação é do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Arthur Cunha Lima, que se mostrou preocupado com o resultado do julgamento conjunto dos Recursos Extraordinários (REs) 848826 e 729744, no qual os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que os TCEs não têm competência para julgar as contas municipais.

Conforme o conselheiro, a decisão foi pontual e o Supremo não teria observado a própria Constituição.

“De fato, ela remete para as Câmaras apreciarem os pareceres que os Tribunais dão e fixam prazos de 60 dias para julgar ou então permaneceria a decisão do TCE. Vamos fazer um pré-questionamento a essa decisão, que deve sofrer alguns embargos”, comentou.

Como consequência, Arthur revelou que já começou a receber pedidos de certidões, por parte dos prefeitos, para a realização de recursos junto ao TRE e que o mesmo deve ocorrer em todo o Brasil.

“Já estou recebendo ligações de prefeitos pedindo a certidão da lista da ficha suja que foi enviada ao TRE para entrarem com ação, alegando que nós não poderíamos julgá-los. Esse é o desdobramento que será causado na administração pública como um todo”, destacou. O país tem 5.371 municípios e a decisão deve envolver cerca de 50% das 200 mil votações de contas realizadas nos últimos quatro anos. “Vai ser uma enxurrada de recursos e mandatos de segurança”, calculou.

Sobre a sentença de responsabilizar as Câmara Municipais o julgamento das contas, Arthur lembrou que os TCEs são formados por um corpo técnico capacitado e que a análise obedece critérios que podem faltar às Câmara Municipais.

“Será retirada a análise de uma Corte altamente competente para uma Câmara de pessoas sem formação já que a maioria, especialmente no interior, não tem nem o primeiro grau”, alegou. Ele acrescentou que o TCE não julga as contas, apenas concede parecer com recomendações. “Só que isso tem sido acolhido como fator de inelegibilidade pela Justiça. Com essa decisão, esse fator cai”, justificou.

Em relação a reação dos TCEs, o presidente enfatizou que os Tribunais já estão unidos para tentar modificar essa situação e que deverão envolver mais os setores da sociedade para evitar que haja qualquer tipo de barganha por parte dos vereadores com o Poder Executivo.

“Há um reconhecimento, por parte da população, sobre a necessidade dos Tribunais de Contas. Agora vamos publicar a decisão na íntegra, em vez apenas do acórdão, para a população acompanhar e ver se as Câmaras vão tentar mudar esses pareceres. Não vou dizer que são todos, mas os vereadores podem tentar fazer barganha política”, explicou. Ele disse ainda que os órgãos estão debatendo internamente quais serão os próximos passos: se realizam neste momento o pedido de embargo da decisão ou esperam o trânsito em julgado com a publicação do acórdão. Arthur revelou ainda que está analisando se encaminha um ofício ao TRE com pedido reconsideração da decisão em torno da reprovação de contas. “Em função das consultas que estão chegando, estou em dúvida se devo mandar ofício ao TRE pedindo que desconsidere os julgamentos dos ficha-sujas pedidos por eles próprios ou aguardo o próprio TRE tomar a decisão. É uma situação difícil”, disse.

Os Recursos Extraordinários (REs) 848826 e 729744 são oriundo do Ceará e discutiam qual o órgão competente – se a Câmara de Vereadores ou o Tribunal de Contas – para julgar as contas de prefeitos, e se a desaprovação das contas pelo Tribunal de Contas gera inelegibilidade do prefeito (nos termos da Lei da Ficha Limpa), em caso de omissão do Poder Legislativo municipal.

Durval Ferreira convoca reunião para discutir postura de vereadores em plenário durante período eleitoral

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O vereador e presidente da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Durval Ferreira (PP) informou nesta quinta-feira (11) a data em que será feita a reunião com os demais vereadores para estabelecer limites na Câmara durante o período eleitoral. A reunião será realizada na próxima terça-feira (16) às 11 horas na Câmara da Capital.

“Vamos nos reunir com todos eles para que eles possam participar desta discussão. Sabemos que todos os vereadores sabem da responsabilidade que eles têm e muitos já estão no seu segundo mandato e sabem perfeitamente como se comportar e se conduzir até as eleições, mas queremos fazer alguns alertas”, explicou.

Os pontos que devem ser discutidos na reunião são os cuidados que os vereadores devem tomar durante seus pronunciamentos, evitando o corte de transmissão da TV Câmara caso haja problemas com Justiça Eleitoral e ter um dia na semana para votar projetos, se houver, evitando acumulação de trabalho.

“Além disso, devemos escolher um dia na semana para termos sessão e assim, em esforço concentrado, votar as matérias, se houver, para evitar acúmulo. Essa eleição é diferente da anterior, não apenas pelo foco, mas também, pelo período curto para fazer reuniões e campanha, mas a população observa o trabalho de todos”, alertou Durval.

Vereadora reafirma apoio à candidatura de Nabor Wanderley a prefeito de Patos

A psicóloga Cláudia Leitão (PR), que disputa a reeleição para a Câmara de Vereadores, reiterou, nesta quinta-feira (11), apoio a candidatura de Nabor Wanderley (PMDB) a prefeito de Patos.
A parlamentar se diz satisfeita com as atividade política e pensa em ampliar os espaços nas zonas rural e urbana do município

De estilo político moderado, a vereadora enfatiza que o modo de governar do PMDB em Patos confere boas credenciais, não só ao perfil da prefeita Francisco Mota, como também recomenda grandes atenções à postulação de Nabor Wanderley.

Para Claudia, a atualidade,reclama atitudes de moralidade e transparência, no trato com as políticas de desenvolvimento e assistência social, razão porque deve-se observar, muito detidamente, na operacionalização das leis orçamentárias, os princípios norteadores dos procedimentos administrativos municipais – por exemplo, a fim de que as demandas populares sejam atendidas de forma justa e equitativa.

Vice-governadora Lígia Feliciano cita projetos e homenageia estudantes paraibanos

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A vice-governadora do Estado, Lígia Feliciano (PDT) homenageou os estudantes paraibanos, nesta quinta-feira (11), data em que é comemorado o dia do Estudante. Lígia destacou o projeto ‘Gira Mundo’, do Governo do Estado voltado para os estudantes das escolas públicas.

No projeto, 50 alunos foram selecionados para fazer intercâmbio no Canadá, durante um semestre. A primeira turma já embarca em setembro. Todos vão ter direito ao visto, hospedagem em casas de famílias nativas e uma bolsa-auxílio. Também vão cursar um semestre letivo em escolas secundaristas de Língua Inglesa.

Deputado Federal Rômulo Golveia tem audiência com três ministros

O deputado federal Rômulo Gouveia (PSD) teve uma agenda intensa nesta quarta-feira (10), além das atividades parlamentares na Câmara Federal, ele teve audiências com o ministro da Saúde, Ricardo Barros; o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira e com o secretário de Comunicação da Presidência da República, Márcio de Freitas. Em pauta, pleitos de municípios e categoria trabalhadora com representação da Paraíba.

Gouveia cobrou ao ministro da Saúde, Ricardo Barros, a liberação de recursos para municípios, entre eles, Campina Grande e João Pessoa. Rômulo ainda especificou a necessidade de investimento no Hospital Napoleão Laureano, na Capital, e na Fundação Assistencial da Paraíba, responsável pelo Hospital da FAP, na Rainha da Borborema. Os dois hospitais filantrópicos são referência no tratamento do câncer na Paraíba. O Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Ambulâncias, Alex Douglas, participou do encontro e apresentou demandas da categoria.

Já no Ministério da Integração, Gouveia voltou a apresentar ao ministro Helder Barbalho a dificuldade que a maioria dos municípios paraibanos enfrentam com o estado de emergência decretado devido os efeitos da seca, destacando que Campina Grande, a segunda maior cidade da Paraíba, vem enfrentando grave problema hídrico com severo racionamento de água e ameaça de colapso. Ele reivindicou recurso junto à Defesa Civil para diversas cidades e solicitou que os repasses sejam feitos diretamente as prefeituras para agilizar as ações e impedir morosidade por causa de diferenças políticas no Estado.

Rômulo ainda tratou de investimentos do Ministério nas obras de contenção a degradação da Barreira do Cabo Branco e sobre uma vistoria que o ministro deve fazer, ao lado da bancada federal paraibana, em municípios atingidos pela seca e com obras hídricas em execução.

Já no Ministério do Trabalho, Gouveia tratou sobre a capacitação profissional para os condutores de ambulâncias. O deputado foi acompanhado pelo presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Ambulâncias, Alex Douglas, e de representantes estaduais da categoria. O parlamentar aproveitou para solicitar a liberação de emendas de sua autoria que contemplam várias cidades da Paraíba.

Com PBAgora

Zenóbio Toscano recorre à Justiça para tentar anular rejeição de contas pela Câmara Municipal de Guarabira

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O prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano (PSDB), vai recorrer à Justiça para anular a votação da Câmara Municipal, que reprovou as contas do gestor relativas ao exercício financeiro de 2014. Toscano aponta irregularidades na votação e afirma que, sequer, teve direito de defesa. Para o gestor, a apreciação das contas tem sido utilizada pelos adversários para atingir sua candidatura à reeleição. A reprovação ocorreu por um placar de 12 votos a 2.

“O meu entendimento é que eles têm as pesquisas que nós temos e sabem que ele (seu adversário, Roberto Paulino, do PMDB) tem a possibilidade de ser derrotado nas urnas”, disse o tucano. O tucano ressalta que esta é a segunda vez que os vereadores tentam reprovar suas contas, mas que a primeira foi anulada por meio de um mandado de segurança. “A primeira vez a Justiça anulou porque fizeram de maneira irregular, durante o recesso da Câmara. Essa também foi feita de forma irregular, o presidente da Comissão de Justiça não deu parecer. Não tive direito, sequer, de ser ouvido. Sei que a Justiça haverá de anular também”, disse.

Toscano garante que não terá problemas com a sua candidatura, já que a reprovação das contas pela Câmara Municipal o tornaria inelegível, e diz que a aprovação das contas pelo Tribunal de Contas do Estado deverá prevalecer. “Nossas contas foram aprovadas pelo TCE por unanimidade. Enquanto isso, há poucos meses, eles aprovaram as contas de um dos meus adversários que foram desaprovadas pelo TCE. Eles fazem isso com o objetivo de levar para opinião pública que eu não posso ser candidato, só que nós fomos o primeiro a fazer a convenção e registrar a candidatura. Então se o objetivo deles era esse, garanto não vai terá nenhum prosseguimento”, diz.

Com Portals1

Cássio aciona Polícia Federal após receber ameaças de morte por votar contra Dilma Roussef

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O senador Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, acionou a Polícia Federal após receber ameaças de morte por se posicionar a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Roussef (PT). Cássio pediu a apuração do caso e proteção. Segundo sua assessoria, o senador teria recebido pelo menos duas cartas com ameaças de morte, caso vote pelo afastamento definitivo da petista.

As cartas foram endereçadas ao escritório político do senador, em João Pessoa, e ao seu gabinete no Senado Federal, em Brasília, e teriam sido postadas em Fortaleza (CE). Agora, a PF deve investigar os autores.

Dilma Roussef foi afastada do cargo sob acusação de crime de responsabilidade. Relatório da Comissão Especial de Impeachment sugerindo seu afastamento definitivo já foi aprovado e a petista deve ser julgada pelo plenário do Senado. Se for condena, ela perde o mandato e o presidente interino, Michel Temer (PMDB), será efetivado no cargo.

STF decide que prefeitos com contas rejeitadas pelos TCEs podem disputar eleições de outubro

STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (11) que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas somente pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer às eleições de outubro. De acordo com o entendimento firmado pela Corte, os candidatos só podem ser barrados pela Lei da Ficha Limpa se tiverem as contas reprovadas pelas câmaras municipais.

No julgamento, por 6 votos a 5, a maioria dos ministros entendeu que a decisão dos tribunais que desaprova as contas do governo deve ser tratada apenas como um parecer prévio, que deve ser apreciado pelos vereadores. Para os ministros, o Legislativo local tem a palavra final sobre a decisão que rejeita ou aprova as contas. Dessa forma, somente após decisão desfavorável dos vereadores, um candidato pode ser impedido de concorrer às eleições.

A Lei da Ficha Limpa diz que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos a partir da decisão.

Seguiram o entendimento os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente, Ricardo Lewandowski.

O ministro Gilmar Mendes seguiu a maioria e entendeu que a palavra final é da Câmara Municipal. Além disso, Mendes ressaltou que a composição dos tribunais de Contas é politizada e formada, na maioria dos casos, por pessoas que passaram pelo Legislativo.

“Hoje, um governador, que domina uma assembleia, e o tribunal de Contas podem rejeitar as contas de maneira banal para causar a inelegibilidade de um prefeito. Temos que ter muito cuidado com isso. Não queria entrar nesse assunto, mas, se era para tratar de realidade constitucional, mas falar com toda a abertura”, disse o ministro.

Durante o julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso, um dos votos divergentes, criticou a decisão por entender que prefeitos acusados de desviar recursos podem ter as contas aprovadas por terem apoio político da maioria dos integrantes do Legislativo local.

“Não me parece razoável a tese em que alguém possa dizer que, comprovadamente, o prefeito desviou dinheiro, mas a Câmara Municipal, politicamente, como ele tem maioria, achou que está bem assim. ”, disse Barroso.

A questão chegou ao Supremo por meio de um recurso apresentado por José Rocha Neto, candidato a deputado estadual em 2014. A candidatura dele foi barrada por ter as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Ceará no período em que foi prefeito de Horizonte, no Ceará. Após a desaprovação, a Câmara Municipal não seguiu o parecer do tribunal e aprovou as contas.

Com Agência Brasil