Dividido entre a necessidade política e a ética, Luiz Couto mantém aliados no governo Ricardo Coutinho

Luiz Couto continua indeciso entre a necessidade política e a ética (Imagem da Internet)

Luiz Couto continua indeciso entre a necessidade política e a ética (Imagem da Internet)

O deputado federal Luiz Couto (PT) sempre foi um pregador da ética. Não só como padre, mas também como parlamentar. Talvez por isso esteja surpreendendo colegas da Igreja e do Congresso Nacional, ao mesmo tempo, ao demorar tanto a convencer seus aliados a entregarem os cargos que ocupam na administração do governador Ricardo Coutinho, após o “rompimento” do PSB com o PT e a renúncia coletiva dos socialistas aos espaços ocupados na gestão da presidente Dilma Roussef.

O lado político de Couto sustenta que os cargos estaduais são fundamentais para sua reeleição. Já o lado religioso orienta que, manter aliados na gestão socialista seria, no mínimo, antiético e, portanto, desaconselhável para um sacerdote. Um pecado de difícil perdão.

Claro que, no que diz respeito aos cargos, são apenas suposições. Ninguém sabe o que realmente passa na cabeça de Luiz Couto. Que esses cargos estaduais poderiam ajudar em sua reeleição e até na disputa pela presidência do PT, ninguém duvida. Nem o próprio deputado. Mas, não se pode afirmar que a indecisão de Couto tem a ver com tal perspectiva. Nem o contrário.

Por isso, seria importante que o deputado se pronunciasse publicamente sobre o assunto. Satisfaria aos petistas, que tanto lhe cobram posição, e aos paraibanos, que tanto têm respeitado suas opções.

A única coisa que o deputado não pode é continuar ignorando a expectativa dos paraibanos – petistas e não petistas. Seria uma decepção para os aliados e um prato cheio para os adversários, que aguardam ansiosos por uma chance para fulminá-lo, se não ao pé da letra, pelo menos politicamente.

Sem dúvidas, nesse caso, uma grande perda para o Parlamento.

Cássio usa discurso da campanha de 2002 para lembrar que seu governo foi pautado “pelo diálogo, tolerância e ética”

Cássio volta a criticar governo de "cal e pedra" (Imagem da Internet)

Cássio volta a criticar governo de “cal e pedra” (Imagem da Internet)

Numa entrevista ao jornalista janildo Silva, editor do portal ClickPB, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) “apimentou” ainda mais a “guerra fria” travada com o atual governador Ricardo Coutinho (PSB), seu aliado desde as eleições de 2010 e possível adversário em 2014.

Cássio disse que teve uma gestão pautada “pelo diálogo, a tolerância, o respeito e a ética”, acrescentando que sua grande obra foi “recuperar o equilíbrio fiscal”, permitindo ao Estado investir em benefícios físicos como a construção de estradas e adutoras. Citou ainda a instalação do ensino médio em todas as escolas estaduais, a autonomia da UEPB e projetos importantes como o do Centro de Convenções, em joão Pessoa. Ainda relacionou o gasoduto e o Hospital de Trauma.

Mas, deixou claro que a postura política adotada foi bem mais importante que as obras de cal e pedra que executou. “Tudo foi realizado com diálogo, tolerância, respeito e ética”, sustentou.

Cássio não foi instado a fazer comparações. E preferiu não fazê-las.

O senador também não foi perguntado (por opção do jornalista) pela enésima vez se será candidato a governador da Paraíba em 2014.

Nem precisava. Quem acompanhou a campanha eleitoral de 2002 lembra que o discurso central do então candidato Cássio Cunha Lima focava uma mensagem humanitária. Dizia o tucano, naquela ocasião, que “um governo não pode ser feito apenas de cal e pedra”.

Com o discurso, Cássio venceu a máquina e as obras do então ex-governador José Maranhão e seu vice, Roberto Paulino, candidato do PMDB.

Deputado Ricardo Marcelo é eleito presidente do Conselho Nacional Deliberativo do PEN

Ricardo Marcelo assume vaga na direção nacional do PEN (Imagem da Internet)

Ricardo Marcelo assume vaga na direção nacional do PEN (Imagem da Internet)

O deputado estadual Ricardo Marcelo foi eleito presidente do Conselho Nacional Deliberativo do Partido Ecológico Nacional (PEN-51). A escolha do nome do dirigente da legenda na Paraíba se deu durante reunião na liderança do partido na Câmara Federal, em Brasília, realizada nesta quarta-feira (18).

Além da Paraíba, o Conselho conta com integrantes do PEN de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Acre, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal. Todas as decisões que serão tomadas pela legenda passam pela entidade.

Ricardo Marcelo disse que ficou muito honrado pela confiança que lhe depositaram e afirmou que vai se esforçar para atender as expectativas. O presidente lembrou que o Conselho terá muito trabalho pela frente, uma vez, que este é um ano pré-eleitoral.

“Nós vamos nos esforçar cada vez mais para fortalecer o PEN em todo o Brasil. Este é um partido que tem projetos concretos e que visa promover transformações na vida dos brasileiros. Nossa principal bandeira é o desenvolvimento caminhando lado a lado com a sustentabilidade. Encaramos a política como algo sério, um instrumento de transformação social e sabemos da responsabilidade que temos como dirigentes partidário”, destacou.

Assessoria

Trócolli Júnior abandona candidatura de Veneziano e assume de vez preferência por Cássio Cunha Lima

Veneziano está sendo "fritado" pelos próprios companheiros (Imagem da Internet)

Veneziano está sendo “fritado” pelos próprios companheiros (Imagem da Internet)

Não é segredo pra ninguém que parte do PMDB simpatiza com a suposta candidatura do senador tucano Cássio Cunha Lima ao Governo do Estado. Como também não é segredo que o partido busca uma “saída honrosa” para o “Cabeludo” que, condenado em primeira instância por improbidade administrativa, corre o risco de tornar-se “ficha suja” e ter seus direitos políticos suspensos, conforme decisão do juízo de primeiro grau. Mas, até hoje, tudo não passava de especulações. Até hoje.

O deputado Trócolli Júnior disse hoje o que muita gente no PMDB pensa e não tem coragem de expor. Propôs claramente uma aliança do PMDB com Cássio Cunha Lima, desde que o tucano rompa com o governador Ricardo Coutinho (PSB) e decida se candidatar ao Governo do Estado. Pela proposta de Trócolli, o PMDB apoiaria a candidatura de Cássio a governador em troca das vagas de vice-governador e senador, que seriam ocupadas por Veneziano (vice) e José Maranhão (senador). Seria uma opção para vencer a eleição e, o mesmo tempo, acomodar o ex-prefeito de Campina Grande, pré-candidato peemedebista ao Governo do Estado, na visão do parlamentar.

Na opinião de Trócolli, essa seria a maneira de derrotar o atual governador, a quem chama de “perseguidor e enganador” do povo paraibano.

Vale lembrar que Trócolli Júnior já foi aliado de Maranhão, quando filiado ao PMDB, depois de Cássio, quando pulou para o PSDB, e agora novamente de Maranhão, quando retornou ao PMDB. Mas, parece que sente saudade do ninho tucano.

Trocolli Júnior passa a ser "pernosa non grata" para a família Vital do Rego (Foto da Internet)

Trocolli Júnior passa a ser “pernosa non grata” para a família Vital do Rego (Foto da Internet)

Assembleia Legislativa aprecia vetos, destrava pauta e vota 342 matérias no segundo dia do esforço concentrado

Esforço concentrado convocado pelo presidente Ricardo Marcelo surtiu efeito (Imagem da Internet)

Esforço concentrado convocado pelo presidente Ricardo Marcelo surtiu efeito (Imagem da Internet)

Os deputados estaduais conseguiram destravar a pauta de votação da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), durante esforço concentrado, na sessão ordinária desta quarta-feira (18). Ao todo, 342 matérias foram votadas, em plenário, incluindo quatro vetos do Poder Executivo, sendo um rejeitado e três mantidos. Ainda foram aprovados em bloco e, mediante acordo consensual de lideranças, uma Medida Provisória (MP), um projeto de Lei, 17 pedidos de sessões especiais e 319 requerimentos apresentados pelos parlamentares.

A Ordem do Dia foi iniciada com a manutenção do Veto 200/2013, relativo ao projeto de Lei 1.329/2013, que cobra a regulamentação de 30 horas semanais na jornada de trabalho de enfermeiros que atuam da rede estadual. “Todos nós sabemos da jornada extenuante, sacrificada, que os enfermeiros enfrentam. Este projeto beneficiaria não só os profissionais, mas também a população, que contaria com melhores serviços”, disse o deputado Anísio Maia (PT), autor da propositura.

O líder da bancada de governo, Hervázio Bezerra (PSDB), justificou a decisão do Poder Executivo sobre a matéria, alegando a inconstitucionalidade do pleito. “Já existe em execução na Paraíba uma Lei Complementar, aprovada nesta mesma Assembleia Legislativa, que beneficia os enfermeiros. Além disso, é uma matéria de competência restrita do Poder Executivo”, frisou.

Também foram mantidos os vetos 202 e 203/2013. O primeiro é referente ao projeto de Lei 1.411/2013, de autoria do deputado Gervásio Maia (PMDB), que acrescenta incisos nos artigos 3º e 4º da Lei nº 9.669/2012 (Lei da Meia-Entrada), que beneficiaria professores da rede estadual. “Já existem leis semelhantes em outros estados que os educadores têm o direito ao benefício da meia-entrada em estabelecimentos comerciais, cinemas, casas de espetáculos, teatros, campos de futebol, entre outros. Tudo que fizermos para os professores da Paraíba é pouco. Portanto, é lamentável que esse projeto seja vetado pelo Governo”, disse.

Já o segundo veto, referente ao projeto de Lei 1.518/2013, de autoria do deputado Toinho do Sopão (PEN), obrigaria a implantação de instalações de energia elétrica, telefonia, internet e TV a Cabo na Paraíba, de forma subterrânea. “O projeto é importante, interessante e louvável. Mas, não é de competência do Estado e sim dos municípios. Recomendo encaminhar essa matéria para as Câmaras Municipais”, justificou Hervázio Bezerra.

Veto sobre cobrança para poços artesianos é rejeitado

Ainda durante a votação, os parlamentares decidiram por rejeitar o veto 201/2013, do Poder Executivo ao projeto de Lei 1.419/2013, de autoria do deputado Assis Quintans (Democratas). A matéria dá nova redação ao parágrafo 1º do art. 15 da Lei nº 6.308, de 2 de julho de 1996, que institui a “Política Estadual de Recursos Hídricos”. Em síntese, o texto determina o fim da cobrança de outorga onerosa, por parte da Agência Executiva de Gestão das Águas (AESA), para a perfuração de poços no Estado da Paraíba.

“O projeto traz enormes benefícios ao pequeno produtor rural, sobretudo, em um ano de seca como esse que estamos vivendo. Não encontrei fundamento administrativo, constitucional ou político nas razões desse veto, por isso, pedi ao líder da bancada para rejeitar a matéria”, disse o deputado Carlos Dunga (PTB). A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) já tinha decidido pela rejeição ao veto e durante a votação nesta quarta-feira, em plenário, a liderança da bancada do governo liberou os parlamentares para votarem e o placar foi de 24 votos favoráveis a derrubada contra apenas quatro.

Outras matérias

Após os vetos, houve o acordo de lideranças para a votação em bloco dos 317 requerimentos, pedidos sessões especiais e a Medida Provisória 208/2013. Aprovada por unanimidade, a MP institui a indenização de despesas com transporte por parte dos auditores de contas públicas, que estejam em serviço ativo e lotados na Controladoria Geral do Estado (CGE).

O plenário ainda aprovou o projeto de Lei 1.252/2013, de autoria do Poder Executivo, que dispõe sobre novo ordenamento processual Tributário e Administrativo, no âmbito do Estado. A matéria teve a inclusão de emenda do deputado Hervázio Bezerra. Ela havia sido rejeitada anteriormente pela CCJ, com parecer da relatora Olenka Maranhão (PMDB) alegando inconstitucionalidade.

Entre os pedidos de sessões especiais aprovados, esteve o 296/2013, do deputado Raniery Paulino (PMDB), para propor debate com o Secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Cláudio Lima, sobre a reativação da operação “Manzuá”; o 299/2013, de Assis Quintans, é referente ao andamento do Programa Leite da Paraíba, gerido pela Fundação da Ação Comunitária (FAC); e o 300/2013, do presidente Ricardo Marcelo (PEN), propõe debate sobre a prestação de serviços de telefonia móvel oferecidos pelas operadoras que atuam na Paraíba.

ALPB

Deputados mantém veto do governador e rejeitam ampliação da meia passagem para professores

Por quinze votos a favor e onze contra, os deputados mantiveram veto do governador Ricardo Coutinho (PSB) a projeto de lei de Gervázio Maia (PMDB) ampliando a concessão de meia passagem nos transportes coletivos também para os professores paraibanos. A bancada governista seguiu orientação do líder, Hervázio Bezerra (PSDB), votando pela manutenção do veto.

Gervázio Maia lamentou a decisão, citando que em pelo menos três Estados (Maranhão, São Paulo e Distrito Federal) já existem leis disciplinando o benefício. O líder do governo lembrou, entretanto, que é preciso verificar se a autoria das leis, nesses casos, são do Executivo ou do Legislativo. “Mesmo assim, ainda é possível que alguém recorra à Justiça contra a lei”, sustentou.

Cássio Cunha Lima afirma que minirreforma eleitoral prevê poucas mudanças nas regras atuais

O Plenário do Senado aprovou, no final da noite de segunda-feira (16), a chamada minirreforma eleitoral. A matéria, agora, segue para apreciação da Câmara dos Deputados. A pressa com que a proposta tramitou na Casa tem uma razão. Para que as mudanças tenham validade já nas eleições gerais de 2014, o projeto tem de ser aprovado pela Câmara e sancionado pela presidente da República até 5 de outubro deste ano.

Em tese, as alterações propostas (e aprovadas) buscam reduzir os gastos gerais de campanha, dar transparência ao processo eleitoral e igualdade de condições aos candidatos em disputa. Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), “no frigir dos ovos, a chamada minirreforma é tão pequena, que pouca coisa muda no xadrez eleitoral”.

Das 60 emendas apresentadas, o relator Valdir Raupp (PMDB-RO) acatou apenas 17, mas ele já havia incorporado a seu texto algumas das sugestões dos senadores, quando da tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Outras dez emendas foram votadas separadamente.

EMENDAS – Cássio Cunha Lima foi campeão na apresentação de emendas ao projeto. É dele a que reduziu de 12 horas para 6 horas – contadas da transmissão – o prazo para envio às emissoras do material de áudio e vídeo produzido pelos partidos. Também é de Cássio a emenda que abriu a possibilidade da remessa do material ocorrer aos sábados, domingos e feriados. Outra emenda de Cássio, acatada pelo relator, liberou o uso de imagens externas nas inserções para TV.

Para o senador, é inaceitável que a TV brasileira, uma das melhores do mundo, seja proibida de veicular imagens externas nos programas eleitorais. “Atualmente, se um candidato de Coxixola, no interior da Paraíba, quiser mostrar que pavimentou uma avenida, não pode ir lá e mostrar a avenida pavimentada. Precisa de uma produção hollywoodiana para explicar o que não pode mostrar. E não pode por quê? Ora, com todo respeito, a lei não é inteligente” – disse.

RUÍNA – Quanto à possibilidade de que programas de horário político possam ser entregues às rádios e tevês aos sábados, domingos e feriados, Cássio é contundente. Na prática, conforme advertiu, isso significa que “um candidato que sofra um ataque de um adversário no programa eleitoral veiculado na sexta, só pode se defender na terça, porque apenas na segunda-feira poderá entregar o programa com sua defesa às emissoras de tevê”.

Quatro dias de programa difamatório é tempo suficiente para arruinar uma campanha” – pondera o senador.

Também pelo projeto aprovado, não será considerado campanha antecipada a manifestação em redes sociais, nem a discussão de políticas públicas em eventos partidários, nem a realização e divulgação de prévias em redes sociais e a manifestação e opinião pessoal sobre questões político-partidárias em blogs, twitter, facebook e outras espaços virtuais. Porém, por sugestão do senador Aécio Neves (PSDB-MG), o autor das declarações nas redes sociais deverá responder civil e criminalmente por eventuais ofensas e agressões a terceiros. Além disso, a Justiça Eleitoral poderá ser acionada e determinar a retirada do comentário da internet.

FRAUDE – Emenda do senador Humberto Costa (PT-PE) que, em tese, acabava com a figura do cabo eleitoral, esquentou a discussão no plenário. A emenda previa que apenas trabalho voluntário seria aceito, mediante ressarcimento de despesas ao voluntário. Cássio argumentou dizendo que o propósito de Humberto Costa era louvável, mas “da forma como está aqui, não vai funcionar. Isso aqui é um campo de fraude!” – exclamou o senador. E explicou:

O candidato vai contratar dez mil pessoas que, ao final de cada mês, trarão um simples recibo, um recibo qualquer, dizendo que gastou, ao longo daquele mês, o equivalente a um salário mínimo. Está feita a compra de voto da mesma forma. A intenção do senador Humberto Costa é louvável e interessante, mas, da forma como está concebida, é um espaço aberto para a fraude – argumentou Cunha Lima. E a emenda de Humberto Costa terminou rejeitada.

“LEILÕES” – A proibição de propaganda eleitoral por meio de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições em logradouros públicos teve boa aceitação no plenário. Mas a extensão da proibição a bens particulares, como muros de residências, gerou polêmica entre os senadores. O argumento para eliminar este tipo de divulgação foi impedir a realização de “verdadeiros leilões” em torno de paredes, muros, fachadas e até telhados de imóveis particulares com localização estratégica. Mas a controvérsia permaneceu.

Passavam das 23h30 quando o Senado encerrou a sessão que aprovou a minirreforma eleitoral. Mas Cássio se diz convencido de que “uma reforma para valer precisaria estabelecer um prazo de doze anos para entrar em vigência. Só assim, sem comprometer as regras do jogo do qual participam os atuais atores políticos, seria possível que o Congresso Nacional se debruçasse sobre as reformas política e tributária das quais o Brasil necessita”. O resto, para o senador, tende a ser “maquiagem e perfumaria, já que não vai ao cerne da questão e não modifica a estrutura do sistema”.

Com Agência Senado
Foto: Jaciara Aires

Vereadores e suplentes do PP reclamam mais espaços e ameaçam nova “rebelião” contra direção estadual

Durval foi o primeiro a reclamar da falta de atenção da cúpula do PP (Imagem da Internet)

Durval foi o primeiro a reclamar da falta de atenção da cúpula do PP (Imagem da Internet)

Pouco depois de contornar o problema com o presidente da Câmara Municipal, Durval Ferreira, que anunciou renúncia à presidência do diretório municipal de João Pessoa, o Partido Progressista enfrenta nova ameaça de “rebelião” contra a direção estadual. Pelo menos 21 suplentes de João Pessoa já sinalizam com a possibilidade de abandonar a legenda, caso não sejam atendidos em suas reivindicações pela cúpula do PP.

A insatisfação não atinge apenas os suplentes. Além de Durval Ferreira, o vereador Chico do Sindicato anda reclamando aos quatro cantos que os dirigentes estaduais estão pouco se lixando quanto aos reclames das lideranças municipais. Em linhas gerais, os pepistas reclamam a falta de atenção e de espaços para que possam trabalhar pelo crescimento do partido do ponto de vista político-eleitoral.

Apesar de ter o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, como filiado e ser aliado do prefeito Luciano Cartaxo, o PP exibe pouco espaço, em termos de cargos públicos, na gestão municipal e também federal. Portanto, caberia ao ministro usar seu prestígio para garantir tais espaços aos vereadores e suplentes. E não apenas à família Ribeiro.

Se for só isso, o pleito é justo.

Deputado Gervázio Maia reage à críticas de secretário e chama Walter Aguiar de “incompetente”

O deputado Gervazio maia (PMDB) reagiu às críticas do secretário-chefe da Casa Civil, Walter Aguiar, que o acusou de agir com “leviandade” ao sugerir a prisão do secretário de Saúde, Waldson Souza, por não disponibilizar medicamento para paciente acometido de um câncer. Maia disse que, ao contrário de Aguiar, tem orgulho de sua família e citou o ex-deputado Gervázio Maia e o ex-governador João Agripino como homens que fizeram grandes benefícios à Paraíba.

“É um secretário incompetente, que faz parte de um governo medíocre. Tenho muito orgulho dos políticos que foram Gervazio Maia e João Agripino meu avô, que tanto fizeram pela Paraíba, diferente desse governo que nada faz”, afirmou Maia, lamentando que o paciente esteja “agonizando” e o governo nega-lhe o medicamento.

O líder do governo, Hervázio Bezerra (PSDB), disse que concorda com o peemedebista pelo lado humanitário, reconhecendo a necessidade do paciente, mas pelo lado legal o Governo do Estado não teria obrigação de fornecer o medicamento. Mesmo assim, segundo ele, o produto já foi adquirido, mas a empresa atrasou a entrega.

Como blog antecipou, PSB deve entregar hoje cargos no governo e romper com Dilma Roussef

O PSB deve entregar hoje à tarde, após reunião da direção nacional, todos os cargos no governo Dilma Roussef, confirmando o rompimento político com a presidente da República e o PT. A decisão, tomada na tarde de ontem após conversa do presidente nacional Eduardo Campos com ministros do partido, confirma notícia divulgada ontem pelo blog.

Apesar do rompimento, Campos pretende continuar próximo ao Planalto e ajudar o governo no que for preciso. A intenção contraria previsões do próprio PSB resultantes dos encontros entre Campos e o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB e da oposição a presidente da República.

A decisão terá desdobramentos nos estados, inclusive na Paraíba, onde o governador Ricardo Coutinho conta com recursos federais em várias obras de sua gestão.