Inaldo Leitão garante que Cássio será candidato contra Ricardo e prevê vitória do tucano no primeiro turno

Inaldo disse não ter dúvidas sobre elegibilidade de Cássio (Imagem da Internet)

Inaldo disse não ter dúvidas sobre elegibilidade de Cássio (Imagem da Internet)

Mesmo sendo auxiliar do prefeito Luciano Cartaxo (PT), acompanhando projetos de interesse da PMJP em Brasília, o ex-deputado federal Inaldo Leitão (PP) continua próximo do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), de quem é amigo pessoal, e não tem dúvidas de que o tucano será candidato a sucessão estadual de 2014, rompendo a aliança celebrada com o PSB em 2010 e enfrentando o atual governador, Ricardo Coutinho (PSB), nas urnas.

Inaldo garante ter razões de sobra e argumentos incontestáveis para acreditar que Cássio entrará na disputa, mas prefere não revelá-los. E vai mais além: diz que o tucano vence a eleição no primeiro turno, caso consiga o apoio de alguns setores da oposição. “Sei que Cássio é candidato, mas não posso dizer porque. Só sei que ele tem grandes chances de ganhar já no primeiro turno porque a insatisfação (com Ricardo) é grande. É possível que boa parte das oposições siga com ele porque Veneziano (pré-candidato do PMDB) não decolou e o PMDB não tem outro nome para substituí-lo”, prevê o “Mago” de Sousa.

As chances de vitória em primeiro turno estariam concentradas na situação de Cássio e Ricardo em João Pessoa e Campina Grande, os dois principais colégios eleitorais. Inaldo lembrou que, em 1.990, Ronaldo Cunha Lima teve mais de 80% dos votos de Campina Grande, performance que o filho pode perfeitamente repetir no ano que vem. “Campina Grande vem sendo decisiva há várias eleições”, acrescentou Inaldo, citando ainda o desgaste do atual governador na Rainha da Borborema e em João Pessoa, sua principal base eleitoral.

Sobre as condições jurídicas de Cássio, Inaldo Leitão também tem posição firmada. Ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, Leitão disse que o TSE criou pelo menos duas jurisprudências (decisões sobre casos semelhantes) que permitem ao filho de Ronaldo Cunha Lima disputar as eleições de 2014. “Acho que não há mais dúvidas quanto a isso. Se Cássio pode ser candidato em 2010 e foi eleito senador por que ele estaria impedido de concorrer agora, em 2014. São as contradições da Justiça Eleitoral. Acho que ele não poderia ter disputado em 2010, mas agora ele pode e deve ser candidato”, sustentou o ex-deputado.

Inaldo só não disse se estará ao lado de Cássio, durante a campanha. Nem precisava.

Acordo com Efraim prevê que bancada estadual decidirá sobre alianças proporcionais do DEM

lindolfo pires

Os deputados estaduais Francisco de Assis Quintans, Lindolfo Pires e Domiciano Cabral, todos do DEM, desistiram de se transferir de “mala e cuia” para o PSDB, do senador Cássio Cunha Lima, por um bom motivo. Aliás, um ótimo motivo. O principal temor dos parlamentares eram as futuras coligações no campo proporcional, uma ameaça à renovação de seus mandatos.

Diante disso, o ex-senador Efraim Morais, presidente do diretório estadual, não titubeou e delegou aos deputados a missão de escolher com quem querem se coligar. Além de facilitar a reeleição dos integrantes de sua bancada, o dirigente do DEM ainda abriu “brecha” para uma possível mudança de planos também no campo majoritário.

Os demistas ocupam espaços no governo e apoiam, até agora, a reeleição do governador Ricardo Coutinho (PSB). Mas, querem espaço na chapa majoritária. O ideal seria a vaga de candidato ao Senado, para Efraim. O possível, seria a vice, também para o ex-senador.

Como se pode ver, o acordo entre cúpula e bancada agradou aos dois lados. E calou o bico dos tucanos.

Cássio teme que médicos cubanos tentem doutrinar ideologicamente brasileiros mais pobres

O Senado aprovou nesta quarta-feira (16) o projeto de lei proveniente da medida provisória (MP 621/2013) que criou o programa Mais Médicos. Apesar do consenso a favor da matéria, governo e oposição divergiram quanto à forma de registro provisório dos profissionais vindos do exterior para o programa.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) encaminhou voto a favor da matéria, mas classificou o Mais Médicos como parte de uma “engenhosa manipulação” do PT. O senador chegou a alertar para o risco de que os cubanos atuem a fim de doutrinar ideologicamente a população mais pobre.

MANIPULAÇÃO – “Ninguém, em sã consciência, num país como o nosso, poderia se manifestar contra a presença de um número maior de médicos junto à população mais carente do nosso país, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste, com o escopo principal de atender às funções básicas da saúde. Mas o que nós estamos discutindo aqui vai muito além da aprovação de mais um programa que o governo federal faz. É o conjunto da ação do governo do PT, que também se faz presente no Mais Médicos, que é o mais engenhoso programa de manipulação política da história republicana brasileira” – disse Cássio, que explicou em seguida:

– Aqui não há nenhum ato xenófobo. Não há nenhuma posição crítica a médicos deste ou daquele país, desde que venham para exercer, pura e simplesmente, a medicina, e não se converter em verdadeiros militantes políticos, doutrinando diariamente a população mais frágil, mais dependente da ação estatal, da ação do governo, da nossa sociedade, do nosso País, que são os mais pobres.

TENTÁCULOS – O senador disse que “da mesma forma que nós queremos mais médicos, nós queremos um governo menos intervencionista”. Para CCL, “o Brasil hoje é um aparelho estatal completamente dominado por um partido político, que não tem regras para aumentar os seus tentáculos, na tentativa de perpetuar um projeto de poder. Sim, porque se deixou de ter um projeto de país para se abraçar, com unhas e dentes, um projeto de poder”.

O maior problema é que, da forma como foi aprovado pela Câmara dos Deputados, o texto do projeto transfere ao Ministério da Saúde a incumbência de fazer o registro dos médicos estrangeiros inscritos no programa. Cássio, por exemplo, foi duro em criticar os tentáculos do aparelho estatal em matéria que compete aos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).

– Trata-se de intervenção estatal nunca vista! – exclamou Cunha Lima.

SEM REVALIDA – Submetido a votação nominal, todavia, o requerimento de Agripino recebeu 42 votos contrários e 15 favoráveis. Mais uma vez, prevaleceu o rolo compressor da situação. O texto mantido estabelece que apenas a fiscalização do trabalho dos participantes do programa continuaria sendo feita pelos CRMs, e os médicos estrangeiros participantes do programa não poderão exercer a medicina fora das atividades do Mais Médicos. Isso quer dizer que o estrangeiro não precisará revalidar o diploma nos três anos do programa.

O registro dos médicos vindos do exterior será feito pelo Ministério da Saúde em substituição aos CRMs. Apenas a fiscalização do trabalho dos participantes do programa continuará sendo feita pelos conselhos.

‘CUBANIZAÇÃO’ – O receio de Cássio, quanto ao risco de “cubanização” do país, não é à toa. Afinal, o governo Dilma espera trazer quatro mil profissionais de Cuba até o fim do ano, por meio de um acordo intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Esses profissionais trabalharão nas regiões com menor proporção de médicos por habitante, com bolsa de R$ 10 mil, pagas diretamente ao governo cubano.

Porém quanto cada médico cubano vai receber, desses 10 mil reais mensais, é um segredo guardado a sete chaves, como convêm às mais intolerantes e abjetas ditaduras.

Assessoria

Luciano Cartaxo assina ordem de serviço para início das obras do “Parque Casa da Pólvora”

Imagem  de Assessoria

Imagem de Assessoria

O Prefeito Luciano Cartaxo vai, nesta sexta-feira (18), dar mais um passo decisivo na política municipal de revitalização do Centro Histórico da Capital. Às 9h, em seu gabinete no Paço Municipal, Centro de João Pessoa, o prefeito vai assinar a Ordem de Serviço para o início das obras do ‘Parque Casa da Pólvora’. A intervenção pretende resgatar o valor histórico e turístico do patrimônio e vai reunir recursos do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), que totalizam R$ 1,3 milhão.

“Estamos iniciando mais uma ação importantíssima na revitalização do Centro Histórico”, destacou o prefeito. “O início das obras na Casa da Pólvora demonstra que estamos trabalhando na perspectiva de criar um polo turístico, econômico, cultural e histórico na cidade. O Parque Casa da Pólvora dará a oportunidade para que o nosso povo e todos os turistas possam apreciar o pôr do sol de João Pessoa”, complementou.

O projeto do ‘Parque Casa da Pólvora’ inclui a restauração do prédio, que foi tombado em 2009 pelo Patrimônio Histórico Cultural Nacional, além da construção de um parque ecológico em seu entorno. O complexo contará com espaço para um café cultural, um teatro de arena (que funcionará como anfiteatro) e uma sede administrativa. No prédio da Casa da Pólvora também haverá espaço para exposições.

De acordo com o coordenador do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac), Milanez Neto, o governo do prefeito Luciano Cartaxo está empenhado em devolver à população o Centro Histórico totalmente revitalizado. “Queremos devolver a história da cidade aos pessoenses e estamos empenhados para que isso aconteça”, destacou.

Segundo a diretora da Copac, Rosangela Regis Toscano, a PMJP ainda apostou na educação patrimonial e diagnóstico de Arqueologia preventiva. “Dentro desta perspectiva educativa, estamos trabalhando com funcionários que saberão o valor simbólico, cultural e patrimonial daquilo em que estão envolvidos. Isso é sinônimo de cidadania e este governo está comprometido com essa lógica”, completou.

Assessoria

Ex-deputado Gilbran Asfora retoma política e assume presidência do diretório do PTN em Campina Grande

Gilbran vai comandar o diretório do PTN em Campina Grande (Imagem da Internet)

Gilbran vai comandar o diretório do PTN em Campina Grande (Imagem da Internet)

O ex-deputado estadual Gilbran Asfora decidiu retomar a vida pública, disputando uma vaga na Assembleia Legislativa durante as eleições de 2014. Asfora assumiu também o diretório municipal do PTN em Campina Grande, atendendo a convite do deputado Janduhy Carneiro, presidente estadual da legenda, e de José Bernardino, secretário estadual.

Secretário da Prefeitura de Campina Grande, onde tem procurado auxiliar o prefeito Romero Rodrigues no trabalho de recuperação da cidade, Gilbran acredita que o PTN, apesar de novo, terá um desempenho surpreendente nas eleições proporcionais da Paraíba, ampliando sua representação na Assembleia Legislativa.

“Temos aí uns 14 pré-candidatos a deputado estadual que devem resultar numa chapa forte, competitiva. Tenho certeza de que faremos uma grande bancada”, prevê Asfora.

Sobre a sucessão estadual, Gilbran prefere não emitir opinião e aguardar os acontecimentos.

Certo ele. Afinal, cautela e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Deputado aponta falhas no empréstimo da Cagepa e sugere que Governo do Estado faça nova proposta

Anísio Maia disse que o empréstimo não será liberado (Imagem da Internet)

Anísio Maia disse que o empréstimo não será liberado (Imagem da Internet)

O deputado Anísio Maia (PT) voltou a apontar falhas agora a pouco, em plenário, no empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pela Cagepa à Caixa Econômica Federal. Ele sugeriu que o Governo Público reconheça os erros e encaminhe à Assembléia Legislativa uma nova proposta, corrigindo os erros existentes. Segundo Anísio, enquanto não for adotada essa medida o dinheiro não será liberado.

“O Banco Central tem regras claras e não é difícil saber quais são. Enquanto o Governo do Estado for cabeça dura, não admitindo o erro, o empréstimo continuará travado. Fico com pena do líder do governo (Hervázio Bezerra) que não se cansa de dizer, aqui em plenário, que o dinheiro sairá amanhã e esse amanhã nunca chega. E nem vai chegar se os erros não forem corrigidos”, avisou Maia.

Jornalista Josinato Gomes participa de evento do PTB e reforça pré-candidatura a deputado federal

Josinato

O jornalista e radialista Josinato Gomes, recém-filiado ao PTB paraibano, já desenvolve intensas conversações políticas e populares, a partir de João Pessoa, com vistas às Eleições proporcionais de 2014, quando pretende concorrer a uma das cadeiras da Câmara dos Deputados.

Ele foi atraído, para o partido, pelo presidente deste, o ex-senador Wilson Santiago, que alimenta o sonho de retornar ao Senado Federal, também concorrem às Eleições do ano vindouro.

Josinato Gomes é intimamente mais conhecido, como político, no Vale do Piancó e na Grande João Pessoa, com militância que se acentua, principalmente, nos momentos comunitários da Capital, a partir do Bairro Valentina de Figueiredo, da Zona Sul. Mas não se limitará, conforme ele mesmo tem ponderado, nessas localidades – pretende, como possível, percorrer todas as Regiões do estado, de forma bem planejada.

Nonato Bandeira reúne PPS de João Pessoa e anuncia curso de formação política para filiados

Nonato Bandeira

Em reunião realizada ontem na sede da UGT (Uniāo Geral dos Trabalhadores), o vice-prefeito de Joāo Pessoa reuniu filiados e dirigentes do partido na Capital para relatar a situaçāo atual após o prazo final de filiaçōes, a realizaçāo dos congressos municipais e o curso gratuito de formaçāo política que será realizado no Estado em parceria com a Fundação Astrojildo Pereira.

Além de Nonato, participaram da reuniāo os vereadores Bruno Farias, Marco Antônio e Djanilson da Fonseca, os secretários municipais Ronaldo Guerra e Ronald Lins, os suplentes do partido na Câmara e diversos militantes da legenda. Na próxima semana, o vice-prefeito informou que será realizada uma reuniāo com todos os pré-candidatos a deputado estadual do PPS, incluindo os novos filiados.

O curso de formaçāo tem como meta orientar o filiado e o militante as formas de como ele pode influenciar nas decisões de seu partido e auxiliar na gestão de seu município como um agente político, além de passar noções de direito, estudar pontos da Constituiçāo e a história do PPS.

Esta é uma ação pioneira dentro do PPS que mostra a nova fase que a legenda está iniciando, onde a valorização do filiado é um dos focos. Para participar do curso a inscriçāo deve ser feita em contato com o email ppsparaiba2323@gmail.com . O PPS-PB também estipulou como regra que todo pré-candidato do partido deverá participar do curso.

Assessoria

Maranhão faz intervenção no PMDB de Bayeux e tira diretório das mãos de aliado de Expedito Pereira

jose maranhão

O ex-governador e presidente estadual do PMDB da Paraíba, José Maranhão, fez uma intervenção e dissolveu todo diretório do partido na cidade de Bayeux, que há quase 30 anos era conduzido pelo ex-secretário e ex-vereador Jorge de Sousa, que articulava a presidência do partido para o vereador Ory Sales, líder do prefeito Expedito (PSB). Segundo informações, Maranhão se empenhou pessoalmente na condução do processo e nomeou uma comissão provisória formada por partidários históricos do PMDB de Bayeux que terão a responsabilidade de constituir o caminho do “novo PMDB”.

O ex-governador José Maranhão e o candidato a governador pelo PMDB, Veneziano Vital do Rêgo, chegaram a convidar a jovem liderança política de Bayeux, Leo Micena, para presidir o partido. Leo agradeceu o convite e o gesto de confiança, mas afirmou que está no momento focado em projetos sociais e ações em prol da melhoria de vida da população bayeuxense.

A decisão é para dar fim a um processo de desgaste do partido que vem ocorrendo há muitos anos com brigas entre o prefeito Expedito Pereira (ex-PMDB histórico) e o ex-prefeito Jota Júnior.

Segundo o os dirigentes da Comissão Provisória, José Maranhão lembrou e fez questão de ressaltar aos novos membros que o PMDB de Bayeux nasce de forma independente sem comando e ligações com Expedito e Jota Júnior para representar uma oposição verdadeira conduzida pelo candidato ao governo Veneziano e novas lideranças locais.

Um almoço na tarde de hoje no restaurante Opção reuniu os novos dirigentes Ardnildo Morais que passa a ser o presidente do PMDB de Bayeux, coronel Morais, Ednaldo Gomes, Antônio Luciano e Edmilson Marinho junto com o suplente de vereador do partido, Adriano Martins.

Ardnildo explicou que a orientação é fazer um recadastramento, firmar o projeto de oposição, inaugurar uma sede e estruturar o partido para as eleições de 2014 e 2016 com novo diretório.

Com Bayeux em foco

Senado aprova novas regras para criação de municípios e Paraíba pode ganhar mais 70 cidades

Novas regras foram aprovadas na noite de ontem pelo Senado (Imagem da Internet)

Novas regras foram aprovadas na noite de ontem pelo Senado (Imagem da Internet)

O plenário do Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (16), o texto substitutivo aprovado pela Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei Complementar do Senado (PLS-Comp) 98/2002, que estipula novas regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios.Após 17 anos, as assembleias legislativas poderão aprovar o surgimento de novas cidades. Projetos nesse sentido já existem no âmbito do Poder Legislativo da Paraíba.

Já com 223 municípios, a Paraíba poderá passar a contar com quase 300 novas cidades, a depender da disposição dos deputados estaduais em criar novas unidades administrativas, embora a lei aprovada no Senado e que agora só precisa da sanção da presidente Dilma Rousseff estabeleçam regras mais rígidas para essa iniciativa.

O projeto, de autoria do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovado com 53 votos a favor, 5 contrários e 3 abstenções. O relator da matéria na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Valdir Raupp (PMDB-RO), apresentou requerimento para votar em separado dois incisos que, explicou, proíbem a criação de municípios em áreas indígenas, de preservação ambiental e da União. As modificações, ressaltou, foram frutos de negociação com as lideranças do governo. O projeto segue agora para a sanção presidencial.

Durante a discussão da proposta em Plenário, o autor disse que a imprensa tem feito uma leitura equivocada do projeto, ao dizer que ele irá aumentar os gastos públicos. Mozarildo afirmou que, caso a lei que propôs estivesse em vigor há dez anos, 2,8 mil municípios não teriam sido criados. Lembrou que, pela primeira vez, é exigido um estudo de viabilidade tanto do município a ser criado quanto do que será desmembrado.

O substitutivo da Câmara condiciona a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios à realização de Estudo de Viabilidade Municipal (EVM) e de plebiscito junto às populações dos municípios envolvidos. Com a nova lei, as assembleias legislativas do país voltam a examinar a criação de novos municípios, o que não ocorria há 17 anos.

Como reação à excessiva multiplicação de entes federativos municipais em passado recente, alguns sem as mínimas condições econômicas de funcionamento, o Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional nº 15, de 1996, que interrompeu a chamada “farra dos municípios”. O projeto de Mozarildo visa regulamentar essa emenda.

O parecer da CCJ ao substitutivo aprovado pela Câmara concorda com todas as alterações e acréscimos da daquela Casa ao projeto original, exceto em relação aos destaques já citados. Para a instalação de municípios em áreas de propriedade da União, de suas autarquias e fundações será necessário uma prévia autorização da União.

Principais tópicos

Entre outros pontos, a proposta estabelece:]

– a criação, incorporação, fusão ou desmembramento só poderá ocorrer no período compreendido entre a posse do prefeito até o último dia do ano anterior ao pleito municipal;

– qualquer uma dessas ações terá início mediante requerimento endereçado à respectiva assembleia legislativa. O requerimento deverá ser subscrito por 20% dos eleitores residentes na área geográfica diretamente afetada, no caso de criação ou desmembramento, ou 10%, no caso de fusão ou incorporação;

– o cadastro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será a base de cálculo para o número de eleitores necessários à admissibilidade dos requerimentos de alteração de fronteiras político-administrativas;

– tanto o município a ser criado quanto o município preexistente terão de ter população igual ou superior ao mínimo regional. O substitutivo propõe as regras para esse cálculo, uma para Norte e Centro-Oeste, outra para Nordeste e outra para Sul e Sudeste;

– o número mínimo de imóveis existentes no núcleo urbano do novo município deverá abrigar pelo menos 20% das famílias residentes no núcleo urbano original;

– os pré-requisitos populacional e imobiliário serão indispensáveis para a realização do EVM;

– o estudo de viabilidade deverá abordar as viabilidades econômico-financeira, político-administrativa, socioambiental e urbana, tanto do município preexistente quanto do município a ser criado;

– a viabilidade econômico-financeira envolverá receitas de arrecadação própria, receitas de transferências federais e estaduais, despesas com pessoal, custeio e investimentos, dívidas vencíveis e restos a pagar e resultado primário, relativos aos três anos anteriores ao da realização do EVM, além de serem atestados pelo tribunal de contas competente;

– o EVM também deverá conter estimativas de receitas e despesas referentes à possibilidade do cumprimento de aplicação dos mínimos constitucionais em educação e saúde, como também a outros “serviços públicos de interesse local” e ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal;

– a viabilidade político-administrativa envolverá estimativas sobre o número de vereadores do futuro município e o número de servidores necessários para os Poderes Executivo e Legislativo municipais;

– a viabilidade socioambiental e urbana deverá conter levantamento dos passivos e dos potenciais impactos ambientais;

– são criadas diretrizes para o estabelecimento dos limites geográficos dos municípios, que deverão ser preferencialmente estabelecidos por acidentes físicos, naturais e/ou artificiais;

– a viabilidade socioambiental também abordará redes de abastecimento de água, esgotamento sanitário e de manejo de águas pluviais; perspectiva de crescimento demográfico; estimativa de crescimento da produção de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos de indústrias e residências; percentual de unidades de conservação e de áreas indígenas, quilombolas ou militares e proposta de compartilhamento dos recursos hídricos e da malha viária comum;

– o EVM deverá ser realizado no prazo de 180 dias e terá validade de 24 meses após sua conclusão;

– a Assembleia Legislativa terá de dar ampla divulgação ao EVM por 120 dias, inclusive pela internet, diário oficial estadual e jornal de grande circulação, e realizar pelo menos uma audiência pública em cada um dos núcleos urbanos envolvidos, para esclarecimento da população. Qualquer pessoa física ou jurídica poderá pedir a impugnação do EVM nesse prazo, caso verifique desrespeito às regras. As eventuais impugnações serão decididas pela assembleia legislativa;

– depois de aprovado e homologado o EVM, a assembleia pedirá ao Tribunal Regional Eleitoral a realização do plebiscito para consultar as populações dos municípios envolvidos. O plebiscito ocorrerá, preferencialmente, junto às eleições seguintes;

– se o plebiscito for pela rejeição, ficará vedada a realização de novo plebiscito para o mesmo fim no prazo de dez anos;

– se o plebiscito for pela aprovação, a assembleia votará projeto de lei definindo nome, sede, limites geográficos, comarca judiciária, limites dos respectivos distritos e forma de absorção e aproveitamento de servidores públicos;

– não poderá ser criado município com nome idêntico ao de outro que já exista;

– depois de aprovada a lei estadual, a eleição de prefeito, vice-prefeito e vereadores ocorrerá no pleito municipal imediatamente subsequente. A instalação do município se dará com a posse dos eleitos;

– também há um rol de providências a serem tomadas pela prefeitura e pela câmara municipal após a posse de seus mandatários, como a execução orçamentária e a organização administrativa. O novo município também deverá indenizar o município de origem pelas dívidas contraídas para a execução de investimentos em seu território.

Discussão

Vários outros senadores se manifestaram durante a discussão da proposta. O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a designação de relator, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para o Projeto de Lei do Senado (PLS) 509/2011, de sua autoria, que determina, entre outros, que toda a população do estado seja ouvida em plebiscito para a criação de novos municípios.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) elogiou o texto, que estipula critérios claros para a criação de novos municípios, tendo citado o limite mínimo de 12 mil habitantes. Já o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) afirmou que a proposta traz regras mais rígidas para a criação dos novos municípios.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) disse que a proposta fará com que se garanta efetivamente um processo que leve em conta a capacidade econômica e financeira de cada município a ser criado. Estimou que não mais de duas dezenas de distritos estejam hoje em condição de se emancipar.

O senador Blairo Maggi (PR-MT) lembrou que muitos distritos mato-grossenses ficam a mais de 400 quilômetros da sede de seus municípios. Para ele, é inconcebível que os parlamentares deixem perdurar uma situação como essa. O senador Humberto Costa (PT-PE) concordou que a proposta supre uma lacuna na legislação.

O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) afirmou que a vida dos cidadãos nos municípios desmembrados no Paraná melhorou muito, sem que tenha havido o temido aumento de impostos.

O senador Mário Couto (PSDB-PA) informou que o distrito de Castelo dos Sonhos dista 1.100 quilômetros da sede do município de Altamira. O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) também comentou as inconcebíveis distâncias de distritos paraenses das sedes de seus municípios.

Também manifestaram apoio à proposta, ao autor e ao relator os senadores Lúcia Vânia (PSDB-GO), Gim (PTB-DF), Eduardo Amorim (PSC-SE), Osvaldo Sobrinho (PTB-MT), Wellington Dias (PT-PI) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

Com Agência Senado