Polícia Federal decide convocar Lula para depor sobre denúncia de venda de Medidas Provisórias em seu governo

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A Polícia Federal decidiu intimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para prestar esclarecimentos no inquérito que apura suposta compra de medidas provisórias (MPs) editadas nos governos dele e da presidente Dilma Rousseff, destaca o jornal O Estado de São Paulo.

Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, e o ex-chefe de gabinete da Presidência Gilberto Carvalho são investigados no caso, que já teve 18 denunciados.

Com Estadão

Prefeita do Conde é condenada a dois anos de prisão por fraude em ações trabalhistas

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O Tribunal Regional Federal da 5ª região condenou a prefeita do município do Conde, Tatiana Lundgreen, a dois anos e seis meses de prisão, em regime fechado. A decisão, tomada na última quarta-feira, prevê ainda multa. Tatiana é acusada de participar de um esquema de fraudes em ações trabalhistas e apropriação indébita de créditos que seriam destinados aos funcionários de uma empresa agrícola.

De acordo com o processo, a prefeita é suspeita de participar de um esquema que se iniciou com instauração de inúmeras ações trabalhistas no ano de 1997, onde ocorriam fraudes no pagamento de créditos trabalhistas de ex-funcionários da empresa ‘Lundgren Agropastoril Agrícola S/A (LUPASA)’.

Com a condenação, Tatiana ficaria impedida de concorrer a reeleição em 2016. De acordo com a defesa da prefeita, eles vão aguardar a publicação oficial da condenação para recorrer da decisão Judicial.

Justiça manda abrir processo de impeachment contra prefeita no Sertão paraibano

Cidade de Desterro (Imagem da Internet)

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A justiça da comarca de Teixeira, sertão da Paraíba, determinou hoje (10/12), a abertura de processo de Impeachment contra a Prefeita do município de Desterro, Rosângela Leite. A prefeita é acusada pelo Crime de Desobediência da Ordem Legal (descumprimento judicial) e Crime de Responsabilidade, além disso, a justiça determinou o bloqueio das contas do FPM.

A denúncia será recebida pelo Presidente da Câmara, que, logo na primeira sessão, irá determinar sua leitura, consultando a Casa sobre o seu recebimento. Esta decisão se fará pelo voto da maioria dos presentes. Sendo aceita, na mesma sessão, constituir-se-á a Comissão Processante e 2/3 da câmara pela cassação ou arquivamento. A decisão cabe recurso, mais até em sua defesa e correr os trâmites a prefeita terá que enfrentar a câmara municipal.

FATOS – ENTENDAM OS TRÂMITES DO PROCESSO DO IMPEACHMENT

A comissão da câmara é composta por três vereadores, sorteados dentre os desimpedidos. O sorteio é o meio que torna o procedimento mais livre e independente. Os membros da comissão elegerão, de pronto, o presidente e o relator. O Presidente da comissão tem o prazo de cinco dias para iniciar os trabalhos, a contar do recebimento do processo. O primeiro ato processual é notificar o Prefeito, com cópia da denúncia e os documentos que a instruem.

Da notificação, abre-se o prazo de dez dias para que o denunciado apresente defesa prévia, por escrito e indique as provas que pretende produzir, podendo arrolar até dez testemunhas. Se a prefeita estiver ausente do Município, a notificação será feita por edital, publicado duas vezes, em órgão oficial, com intervalo de três dias, no mínimo.

Decorrido o prazo de defesa, a Comissão processante deverá emitir parecer dentro de cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, e submeterá o feito ao plenário. Sendo votado o prosseguimento da denúncia, o presidente da Comissão determinará o início da instrução, designando os atos, diligências e audiências que se fizerem necessários para depoimento do denunciado e inquirição das testemunhas.

Para que se cumpra o devido processo legal, o denunciado será notificado de todos os atos, pessoalmente ou através de seu procurador, com a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro horas). E ainda, poderá assistir às diligências e às audiências, formular perguntas às testemunhas e requerer o que for de interesse da defesa.

Concluída a instrução, será aberta vista do processo ao denunciado, fins de apresentar razões escritas, no prazo de cinco dias. Após, a Comissão irá emitir parecer final. O parecer pugnará pela procedência ou improcedência da acusação e solicitará ao Presidente da Câmara a convocação da sessão de julgamento.

Na sessão de julgamento, serão lidas as peças requeridas por qualquer vereador e pelo denunciado, abrindo-se, logo em seguida, prazo para que se manifestem verbalmente, pelo tempo máximo de quinze minutos cada um. Em seguida, concede-se o prazo máximo de duas horas ao denunciado ou a seu procurador para produção de defesa oral.

Após manifestação da defesa, procede-se a tantas votações nominais, quantas forem às infrações articuladas na peça acusatória. Esclareça-se que a votação nominal é aquela em que há identificação dos votantes e dos respectivos votos. Para que ocorra a cassação do cargo, é necessário voto de 2/3 (dois terços), no mínimo, dos membros da Câmara, para qualquer das infrações especificadas na denúncia.

Concluído o julgamento, o Presidente da Câmara proclamará imediatamente o resultado e fará lavrar ata que consigne a votação nominal sobre cada infração, e, se houver condenação, expedirá o competente Decreto Legislativo de Cassação do mandato da Prefeita. Se o resultado for absolutório, o Presidente da Câmara determinará o arquivamento do processo.

Em qualquer dos casos, o Presidente da Câmara comunicará o resultado à Justiça Eleitoral. O processo de impeachment deve ser concluído dentro de noventa dias, contados da data em que se efetivar a notificação do acusado. Transcorrido o prazo sem julgamento, o processo será arquivado, sem prejuízo de nova denúncia ainda que sobre os mesmos.

Fonte: Thércio Rocha

Quase quinze anos depois, Dunga é absolvido de envolvimento com “sanguessugas”; Quem vai pagar o prejuízo do ex-deputado?

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A política é dinâmica, como diria Manoel Gaudêncio, mas também é suja. Aliás, os políticos a fizeram assim. Em campanhas eleitorais, é comum o surgimento de escândalos para detratar e até comprometer candidaturas. Muitas vezes, com denúncias sem fundamento. O ex-deputado Carlos Dunga foi uma das vítimas de tantos processos difamatórios já registrados na política paraibana.

Dunga foi acusado de envolvimento com a chamada “Máfia das Ambulâncias”, responsável pela compra superfaturada de veículos para uso de Prefeituras paraibanas na área de Saúde. O episódio ficou conhecido como “Escândalo dos Sanguessugas”. Na época, Dunga era deputado federal e estava entre os mais citados para, no mínimo, disputar a reeleição. Diante do “massacre” público a que foi submetido, acabou desistindo de disputar o pleito seguinte.

“Não podia disputar uma eleição enquanto um só prefeito paraibano tivesse dúvida da minha inocência”, justificou Dunga.

A consumação da inocência só veio agora, 14 anos após o episódio, quando a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região reconheceu que Dunga não teve nenhuma participação no esquema que fraudava licitações para a aquisição de ambulâncias com o dinheiro de emendas parlamentares. Na Justiça da Paraíba, ele havia sido condenado com a perda do cargo público; proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios pelo prazo de dez anos; suspensão dos direitos políticos por oito anos e multa.

Aniversariante no último dia 7, Dunga disse que a alegria de ver seu nome inocentado foi maior que quando completou nova idade. Ele agradeceu ao advogado Newton Vita e seus colegas, responsáveis pela defesa, além dos trinta prefeitos e um juiz que foram suas testemunhas no processo. Ao invés da mágoa com a injustiça, Dunga preferiu lembrar da alegria dos injustiçados ao verem a verdade vir à tona.

Mas, diante de uma situação dessas, fica sempre a pergunta no ar: quem vai pagar pelo prejuízo que Dunga teve?

Deputado Jandhuy Carneiro briga por vaga de conselheiro, mas não assume defesa do TCM

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Os bastidores do processo de criação do Tribunal de Contas dos Municípios na Paraíba revela posicionamentos intrigantes. Um deles, do deputado Jandhuy Carneiro (PTN). Carneiro foi um dos primeiros a demonstrar interesse numa das vagas de conselheiro do novo órgão. Segundo colegas, chegou até a pedir votos e sondar a possibilidade de apoio nas duas bancadas. mas, ao contrário que todos pensam, Jandhuy em momento algum defendeu abertamente a criação do novo órgão.

A bancada de Situação é, em sua grande maioria, favorável ao TCM. Mas, a de Oposição, que Jandhuy integra, é contra. Talvez esteja ai o dilema do deputado do PTN. Para não perder apoio do Situação e não criar atritos com os colegas de Oposição, Jandhuy encontrou uma solução bem cômoda: pretende se abster na hora da votação da proposta. A posição foi revelada pelo líder da Oposição, Renato Gadelha (PSC), segundo entrevista publicada no portal Paraíba.com.br.

Jandhuy não confirmou nem negou. Mas, disse que não tem mais interesse em ocupar vaga no TCM para não decepcionar os eleitores que o escolheram deputado.

Então tá.

Todos querem os cargos e regalias do TCM, mas ninguém quer ser o “pai da criança” e assumir o desgaste político

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A criação/instalação do Tribunal de Contas dos Municípios continua um grande mistério. Tem horas que o governo avança de forma aparentemente efetiva, mas tudo não passa de discurso. De prática, até agora, só as audiências públicas promovidas pela Assembleia Legislativa. O problema agora não é mais quem vai herdar os cargos e regalias do novo órgão, mas quem assumirá o ônus do desgaste político de sua gestação.

Nesse ponto, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e a Assembleia Legislativa não chegaram ainda a um acordo. Os deputados da bancada de Situação, incluindo o próprio líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), garantem que a efetivação do processo depende exclusivamente do Chefe do Executivo, a quem caberia enviar ao Legislativo proposta de criação do novo órgão fiscalizador de contas públicas.

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Ricardo Coutinho não pensa assim e quer o posicionamento público e claro dos parlamentares em favor do TCM, antes de qualquer encaminhamento prático. Na verdade, o governador quer que sua bancada seja uma espécie de “avalista” do Tribunal de Contas dos Municípios, já que terão direito, em tese, a quatro das sete vagas de conselheiros que serão criadas. De qualquer forma, esse aval terá de vir porque os deputados deverão votar a proposta originada do Palácio da Redenção. Mas, o “chefe” quer que o Legislativo se manifeste primeiro sob a alegação de que foram os parlamentares que levantaram a discussão.

De qualquer forma, ninguém se surpreenda se o projeto chegar na Casa de Epitácio Pessoa antes do recesso, como garantiu uma fonte ligada ao governador. Nesse caso, os deputados aprovariam a criação e deixariam a instalação, a cargo do Governo do Estado, para 2016 ou 2017, dependendo das conveniências palacianas.

TSE recua e conforma utilização de urnas eletrônicas nas eleições municipais de 2016

urna eletrônica

As eleições municipais de 2016 serão, sim, realizadas por meio de voto em urna eletrônica. Foi o que afirmou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (10), exatamente dez dias depois da divulgação de que, por falta de recursos, o processo não poderia ser utilizado no pleito do ano que vem.

“O TSE recebeu do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão cópia do relatório enviado à Comissão Mista do Congresso Nacional, no qual constam reestimativas de receitas e despesas que garantem a realização das Eleições Municipais de 2016 por meio eletrônico. O documento também é assinado pelo Ministério da Fazenda”, afirmou o tribunal.

Em publicação no Diário Oficial da União, os presidentes dos tribunais superiores do País afirmaram, em 30 de novembro, que, devido a um corte de R$ 428 milhões do orçamento da Justiça Federal para o ano que vem, as eleições eletrônicas não seriam realizadas.

O texto foi assinado pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandosvki; do Tribunal Superior Eleitoral, Dias Toffoli; do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Antonio José de Barros Levenhagen; do Superior Tribunal Militar (STM), William de Oliveira Barros; do Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal e dos Territórios, Getúlio de Moraes Olveira; e pela presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STK), Laurita Vaz.

“O impacto maior refletiria no processo de aquisição de urnas eletrônicas, com licitação já em curso e imprescindível contratação, até o fim do mês de dezembro, com o comprometimento de uma despesa estimada em R$ 200 milhões”, escreveram, na ocasião, os magistrados.

De acordo com o TSE, “com a revisão dos limites de empenho e movimentação financeira do Orçamento de 2015, ficou mantido somente o contingenciamento referente aos quatro primeiros bimestres do ano, que equivale a R$ 161 milhões”. “Os outros R$ 267 milhões, correspondentes ao quinto bimestre, foram revertidos à Justiça Eleitoral”, resume a nota.

Leia a nota divulgada pelo TSE:

Votação eletrônica em 2016 está garantida com nova meta fiscal

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nesta quinta-feira (10) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão cópia do relatório enviado à Comissão Mista do Congresso Nacional, no qual constam reestimativas de receitas e despesas que garantem a realização das Eleições Municipais de 2016 por meio eletrônico. O documento também é assinado pelo Ministério da Fazenda.

De acordo com o Ofício Interministerial, findo o quinto bimestre deste ano, e dada a meta de superávit primário constante da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2015) vigente à época, indicou-se a necessidade de redução financeira em R$ 107,1 bilhões aos Poderes da República, incluindo a Defensoria Pública (DPU) e o Ministério Público da União (MPU). Ao fim do terceiro bimestre já havia a necessidade de redução de outros R$ 79,5 bilhões.

No entanto, com a aprovação do PLN nº 5/2015 no Congresso Nacional e sua conversão em lei, a LDO-2015 foi alterada e houve redução na meta de resultado primário para o conjunto dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social – OFSS, de R$ 55,3 bilhões positivos para R$51,8 bilhões negativos e, dessa forma, a meta de resultado primário OFSS foi reduzida em R$ 107,1 bilhões.

Com IG

CONVOCAÇÃO REJEITADA: Vereador chama colegas de “covardes” e diz que PMJP retirou 200 toneladas de lixo em apenas seis caçambas

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O vereador Renato Martins (PSB) desabafou, agora há pouco, contra o que chamou de “covardia” dos colegas que compõem a bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) na Câmara Municipal de João Pessoa. Martins ironizou a retirada das 200 toneladas de lixo que a Prefeitura de João Pessoa garante ter retirado das obras de reforma da Lagoa, do Parque Solon de Lucena, em apenas seis caçambas da empresa responsável pela limpeza urbana da cidade.

“Estamos diante de uma situação em que não podemos ser tão covardes. Foram gastos mais de R$ 8 milhões em recursos do contribuinte e ninguém nem ouviu falar de um único posto que tenha abastecido os veículos que transportaram as 200 toneladas de lixo. Depois, a empresa responsável pela coleta de lixo possui apenas seis caçambas. Seriam necessárias mais de 50 mil viagens para trasportar essa quantidade de lixo”, avaliou Martins.

Martins lamentou a falta de transparência da gestão do prefeito Luciano Cartaxo, que já havia orientado sua bancada a rejeitar requerimento anterior do vereador Flávio Eduardo Fuba, convidando o secretário de Planejamento Zenedh Bezerra para explicar a operação com o lixo da Lagoa.

“Está provado que a Prefeitura teme muito esse debate e prefere continuar jogando o lixo embaixo do tapete, mas vamos continuar procurando respostas e cobrando retorno do dinheiro do contribuinte que foi gasto”, avisou o parlamentar socialista.

LIXO DA LAGOA: Depois do convite rejeitado, Oposição tenta agora convocar secretário de Cartaxo para explicar

A Câmara Municipal deve apreciar ainda hoje requerimento do vereador Renato Martins (PSB) pedindo a convocação do secretário de Planejamento, Zenedh Bezerra, para explicar o destino das 200 toneladas de lixo que a Prefeitura de João Pessoa garante ter retirado das obras de reforma da Lagoa, do Parque Solon de Lucena.

A bancada do prefeito já rejeiutou requerimento anterior, do vereador Flávio Eduardo Fuba (PT), convidando o secretário com o mesmo objetivo. Portanto, é provável que a proposta de Raoni seja também derrotada.

Segundo Renato, a bancada de Oposição está dando mais uma chance para que o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) explique à sociedade paraibana, especialmente a pessoense, a rumorosa operação que teria custado aos cofres públicos mais de R$ 8 milhões.

Os vereadores de Oposição chegaram a visitar o aterro sanitário da cidade e descobriram que o lixo não foi ali depositado. Nem podia, diante da quantidade que a Prefeitura diz ter recolhido.

Ainda segundo a bancada de Oposição, as 200 toneladas propagadas pela gestão de Cartaxo equivalem a um dia de coleta de todo o lixo do País. “Se a Prefeitura investiu mais de R$ 8 milhões dos recursos do contribuinte com a coleta e destinação desse lio, queremos saber onde foi parar o material, que destinação foi dada. Aliás, é nossa obrigação como fiscais eleitos pelo povo. Se o prefeito e seus secretários nao esclarecem, vai ficar sempre a dúvida de que essa quantidade de lixo sequer saiu da Lagoa”, afirmou Martins.

Justiça Federal quebra sigilos bancário e fiscal do ex-ministro Gilberto Carvalho e do filho de Lula

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A Justiça Federal aceitou pedido do Ministério Público Federal e autorizou quebrar os sigilos bancário e fiscal desde 2009 de pessoas e empresas investigados pela Operação Zelotes, incluindo o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, do filho do ex-presidente Lula Luis Cláudio Lula da Silva e da empresa de Luís Cláudio, a LFT Marketing Esportivo. A decisão é do dia 20 de novembro.

A Operação Zelotes investiga fraudes em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Em etapa da operação deflagrada em outubro, a PF passou a investigar consórcio de empresas que, além das suspeitas de manipular julgamentos dentro do Carf, negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor de automóveis por meio da “compra” de medidas provisórias.

Em relação a Gilberto Carvalho, relatório da PF aponta um suposto “conluio” entre ele e lobistas suspeitos de pagar propinas para obter benefícios fiscais. A investigação da PF conseguiu documentos que indicam relação entre Carvalho e duas empresas. Ao G1, em outubro, o ex-ministro negou ter obtido qualquer benefício no cargo.

No caso do filho de Lula, segundo as investigações, a LFT recebeu R$ 2,5 milhões em pagamentos do escritório Marcondes e Mautoni, investigado por ter atuado de forma supostamente ilegal pela aprovação da MP 471, que beneficiou o setor automotivo. O contrato foi para uma consultoria que, segundo relatório da Polícia Federal, foi em parte copiada e colada da internet.

Segundo o advogado do filho de Lula, em depoimento à PF, Luis Cláudio explicou que a LFT prestou serviços à Marcondes e Mautoni nos anos de 2014 e 2015 e, por este motivo, recebeu os valores que foram contratados.

Além das quebras de sigilo de Gilberto Carvalho, Luís Cláudio e da LFT, foi autorizada a quebra de sigilo de ao menos quatro empresas e de mais uma pessoa que atuava em uma delas. Várias firmas e pessoas também tiveram autorizada a quebra de sigilo do e-mail.

Com G1