Um ano após decisão do STF, condenados do “Mensalão” se entregam à Polícia Federal

Dirceu se entregou à Polícia Federal alegando inocência (Imagem da Internet)

Dirceu se entregou à Polícia Federal alegando inocência (Imagem da Internet)

Um ano depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) condenar 25 réus do processo do mensalão, maior escândalo político do governo Lula, 12 mandados de prisão foram expedidos nesta sexta-feira (15) e os primeiros condenados começaram a se entregar no início da noite.

Até as 21h, os condenados que já haviam chegado a sedes da Polícia Federal eram: José Genoino, José Dirceu (SP); Marcos Valério, Ramon Hollerbach, Simone Vasconcelos, Cristiano Paz, Romeu Queiroz e Kátia Rabello (MG); e Jacinto Lamas (DF). Advogados de outros réus dizem que eles se entregarão ainda nesta sexta. Delúbio Soares deve se apresentar neste sábado, em Brasília, segundo informou o advogado.

Em julgamento realizado em 2012, sete anos depois que o escândalo estourou durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o STF considerou que um grupo comandado por José Dirceu, então chefe da Casa Civil, operou um esquema de compra de votos no Congresso (saiba as conclusões do julgamento).

Depois de uma fase em que as penas foram definidas ainda em 2012 (dosimetria) e um período em que os réus puderam apresentar recursos contra as decisões, o STF julgou esses recursos até setembro, aceitando parte deles e rejeitando outros. No dia 13 de novembro, o tribunal decidiu que já era possível fazer cumprir as penas definitivas (transitadas em julgado), mesmo que o réu ainda pudesse recorrer de parte das condenações.

Ordens de prisão

As ordens de execução imediata das penas foram dadas pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa, e chegaram à Polícia Federal em Brasília por volta das 16h10 pelas mãos de dois oficiais de Justiça. A PF disse que enviaria os ofícios para as superintendências regionais por meio de fax para iniciar a execução das prisões. A polícia não divulgou o teor dos ofícios.

Segundo a PF, um avião deve buscar os presos nos estados e levá-los a Brasília no fim de semana.
O primeiro condenado a se entregar foi o deputado federal licenciado e ex-presidente do PT, José Genoino. Ele chegou à sede da PF em São Paulo por volta das 18h20. Em nota divulgada antes de sair de sua casa, na Zona Oeste de São Paulo, Genoino disse que cumpriria a decisão “com indignação” e reafirmou que se considera inocente.
José Dirceu disse que prisão é injusta, mas que cumprirá decisão. O presidente do PT, Rui Falcão, classificou as prisões como “casuísmo jurídico”.

Condenados com mandado de prisão

A Polícia Federal em Brasília informou que os 12 mandados são referentes aos seguintes réus:

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil
– Pena total: 10 anos e 10 meses
– Crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa

José Genoino, deputado federal licenciado (PT-SP)
– Pena total: 6 anos e 11 meses
– Crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa

Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT
– Pena total: 8 anos e 11 meses
– Crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa

Marcos Valério, apontado como “operador” do esquema do mensalão
– Pena total: 40 anos, 4 meses e 6 dias
– Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

José Roberto Salgado, ex-dirigente do Banco Rural
– Pena total: 16 anos e 8 meses
– Crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas
Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural
– Pena total: 16 anos e 8 meses
– Crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas

Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério
– Pena total: 25 anos, 11 meses e 20 dias
– Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro

Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério
– Pena total: 29 anos, 7 meses e 20 dias
– Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Marcos Valério
– Pena total: 12 anos, 7 meses e 20 dias
– Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Romeu Queiroz, ex-deputado pelo PTB
– Pena total: 6 anos e 6 meses
– Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do extinto PL (atual PR)
– Pena total: 5 anos
– Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil
– Pena total: 12 anos e 7 meses
– Crimes: formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro

Barbosa

Desde o início do dia, o presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, esteve reunido com assessores para finalizar um levantamento sobre a pena que cada um dos condenados começará a cumprir.

Nesta sexta (15), o STF publicou na movimentação processual da ação penal 470, do mensalão, que nove réus não têm mais possibilidades de recurso e por isso tiveram o processo encerrado para parte das condenações (o chamado trânsito em julgado). São eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabelo, o ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado, o operador do esquema Marcos Valério, sua ex-secretária Simone Vasconcelos, o ex-advogado de Valério Cristiano Paz e o ex-sócio de Valério Ramon Hollerbach.

Nesta quinta, outros sete réus também tiveram o processo declarado como transitado em julgado: o delator do mensalão, Roberto Jefferson; o ex-deputado José Borba; o ex-tesoureiro do extinto PL Jacinto Lamas; o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato; o ex-primeiro secretário do PTB Emerson Palmieri; o ex-dono da corretora Bônus-Banval Enivaldo Quadrado e o ex-deputado Romeu Queiroz.

Além desses 16 condenados, há outros seis réus que apresentaram embargos infringentes em relação a todos os crimes pelos quais foram condenados, mas que não obtiveram ao menos quatro votos favoráveis. De acordo com o regimento do Supremo têm direito aos infringentes (que podem levar a um novo julgamento) todos os réus que obtiveram ao menos quatro votos contrários à condenação.

Com G1

Assembleia Legislativa pinta prédio de azul para lembrar Dia Mundial de Prevenção e Controle do Diabetes

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) coloriu de azul o prédio sede, no Centro de João Pessoa, dentro da mobilização mundial de prevenção e controle do diabetes. Durante dois dias, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraíba (SBEM-PB) comandaram campanha de conscientização sobre o tema na Paraíba.

Este ano, a mobilização em torno do Dia Mundial do Diabetes é centrada sob o tema “Diabetes: Proteja Nosso Futuro”, tendo como meta a necessidade de educação sobre diabetes e o aumento de programas de prevenção. Como parceira, a Assembleia Legislativa participou da divulgação da temática através de seus instrumentos institucionais de comunicação, TV Assembleia, portal e redes sociais na internet.

Nesta sexta-feira (15), dentro da programação da campanha, uma ação foi realizada pela manhã na praia do Cabo Branco, em alerta para a prevenção do diabetes. Foram realizados testes de glicemia, verificação de pressão arterial, e atendimento com psicólogo, enfermeiros e médicos.
O presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia na Paraíba, o endocrinologista João Modesto Filho, afirmou que a preocupação com o diabetes é crescente devido ao avanço dos casos da doença. “O número de casos de diabetes vem subindo muito, principalmente por causa do sedentarismo e da obesidade”, enfatizou.

Na quinta-feira (14), a mobilização contou com o apoio de vários outros parceiros em João Pessoa, a exemplo da Unimed, do Hospital Universitário Lauro Wanderley da UFPB e do Sesc Centro. As atividades ocorreram pela manhã e a tarde, nas sedes das referidas entidades. Além dos exames de glicemia, houve a distribuição de material explicativo sobre o diabetes e entrega de pulseiras na cor azul, símbolo da campanha.

Entenda o diabetes e os seus riscos

O diabetes é caracterizado pelo excesso de glicose no sangue. A doença ocorre quando o pâncreas deixa de produzir insulina ou não produz a quantidade suficiente. Ainda não se sabe as causas reais do diabetes tipo 1. Ele é mais frequente em pessoas com idade abaixo dos 35 anos, mas pode surgir em qualquer faixa etária.
O tipo 2 é mais comum em adultos e esta associado, geralmente, ao binômio sedentarismo-obesidade. Neste tipo, a doença ocorre em pessoas com mais de 40 anos de idade embora que, na atualidade, se veja com maior frequência em jovens em virtude de maus hábitos alimentares e estresse.

De acordo com a IDF, cerca de 300 milhões de pessoas no mundo têm diabetes. No Brasil, aproximadamente 10 milhões de pessoas são portadoras da doença. São cerca de 500 novos casos que aparecem no país por dia. Só na Paraíba existem 178,6 mil diabéticos. Destes, 89,3 mil (50%,) não sabe que têm a doença, segundo estimativa da SBEM-PB.

Assessoria

Deputado Wilson Santiago Filho culpa prefeito aliado e assessor por episódio com prostituta em Brasília

O deputado federal Wilson Santiago Filho (PTB) responsabilizou um prefeito paraibano aliado e seu assessor pelo episódio policial ocorrido em Brasília, na madrugada desta quinta-feira, onde uma prostituta danificou seu carro com um pé-de-cabra, possivelmente cobrando um programa que não teria sido pago.

Prostiuta

Através de seu Assessor de Imprensa na Paraíba, radialista Eliseu Calixto, Santiago Filho reafirmou que sua participação no caso se restringiu a emprestar o veículo, com motorista, para que prefeitos aliados conhecessem a vida noturna da Capital Federal. Sem citar nomes, O deputado disse que um dos prefeitos que haviam participado de encontro político com ele, durante o dia, estava no carro conduzido por seu motorista, Severino Assis de Araujo Filho, durante passagem por uma boate na madrugada de hoje.

Segundo Eliseu Calixto, o deputado não sabia que o prefeito, acompanhado de um assessor, havia tomado tal destino. “O deputado está acostumado a ceder o carro aos prefeitos aliados que chegam em Brasília. Agora, ele não sabia que o destino desse prefeito e seu assessor seria a tal boate. Ele (Santiago Filho) só não revela os nomes para não prejudicar os aliados”, acrescentou Calixto.

Santiago Filho culpou prefeito aliado por episódio com prostituta (Imagem da Internet)

Santiago Filho culpou prefeito aliado por episódio com prostituta (Imagem da Internet)

Segundo Boletim de Ocorrência registrado na 5ª Delegacia do Distro Federal, Graziela dos Santos Panta Mota alegou que quebrou e amassou o carro toyota-corolla de placas NPX 566-PB, pertencente ao deputado Wilson Santiago Filho, porque “um indivíduo”, que se identificou como prefeito, teria se negado a pagar pelo programa.

Cópia do B.O foi publicada pelo portal ClickPB.

CASO DE POLÍCIA: Prostituta e motorista do deputado Wilson Filho se envolvem em confusão e acabam em delegacia

Deputado se mete em confusão por causa de motorista e assessores (Imagem da Internet)

Deputado confirma que emprestou carro a assessores (Imagem da Internet)

Juntar política e sexo sempre deu problema. Até o ex-presidente americano Bil Clinton já foi vítima dessa explosiva combinação. O deputado federal paraibano Wilson Santiago Filho parece ser a bola da vez. Mesmo não sendo protagonista do episódio, o filho do ex-senador Wilson Santiago (PTB) viu seu nome envolvido num encontro “de lazer” de seu motorista, conhecido por Reginaldo, com uma prostituta, em Brasília.

Tudo porque Santiago Filho inventou de colocar seu carro à disposição para que prefeitos e vereadores paraibanos com quem teve um encontro político, em Brasília, conhecessem a Capital Federal. Segundo o próprio deputado, o motorista e os aliados políticos não informaram o destino que tomariam. “Só tomei conhecimento do fato na manhã de hoje”, disse Santiago, por telefone, ao jornalista Clilson Júnior, após constatar a repercussão da notícia divulgada no portal ClickPB e na Rádio Arapuan FM.

O fato a que o deputado se refere ocorreu numa boate, em Brasília, para onde o motorista teria conduzido a comitiva política. Uma prostituta teria se irritado (possivelmente por falta de pagamento) e depredado o veículo do deputado paraibano, forçando o motorista a levar o caso à delegacia de polícia.

Santiago Filho assegurou que o carro não é oficial, reafirmando ainda que n]ao sabia do roteiro traçado pelo motorista e seus correligionários. Durante participação no programa Rádio Verdade, da Arapuan, o deputado chegou a bater boca com o radialista Nilvan Ferreira sobre o assunto. Nilvan o acusou de tentar desqualificá-lo. Santiago Filho negou.

Ao final, o radialista disse que o fato de o carro utilizado no episódio ser particular não exclui totalmente o deputado paraibano da responsabilidade sobre o que aconteceu na Capital Federal. “O carro não era oficial, mas o motorista era seu, deputado. Temos que saber também se o combustível foi pago com verba indenizatória. Se foi, o caso é mais grave ainda”, disparou Ferreira.

O deputado agradeceu o espaço e desligou o telefone.

TCE manda cinco ex-prefeitos devolverem aos cofres públicos a importância de R$ 5,4 milhões

Fábio Nogueira preside o Tribunal de Contas do Estado (Imagem da Internet)

Fábio Nogueira preside o Tribunal de Contas do Estado (Imagem da Internet)

Superou o montante de R$ 5,2 milhões a soma dos débitos impostos, nesta quarta-feira (13), pelo Tribunal de Contas da Paraíba a um prefeito e cinco ex-prefeitos paraibanos, em razão de despesas irregulares ordenadas no transcurso dos exercícios de 2010 (um deles) e 2011 (os demais).

À ex-prefeita de Piancó, Flávia Serra Galdino, que teve reprovadas as contas de 2011, o TCE imputou o débito de R$ 2.564.000,00 em decorrência de despesas sem comprovação documental feitas, em sua maior parte (R$ 1.234.000,00), a título de concessão de bolsas de estudo. O relator do processo, conselheiro Fernando Catão, cujo voto foi acompanhado por unanimidade, também apontou, na análise dessas contas, gastos em excesso com combustíveis e aquisições superfaturadas. A ex-prefeita ainda pode recorrer dessa decisão.

Outro débito de grande monta – R$ 1.014.826,88 – foi imputado à ex-prefeita de São José dos Ramos, Maria Aparecida Rodrigues de Amorim, por despesas irregulares, conforme propôs o auditor Renato Sérgio Santiago Melo, relator das contas de 2010 encaminhadas ao exame do Tribunal. Cabe recurso.

Ao ex-prefeito de Amparo João Luis de Lacerda Junior, de quem desaprovou as contas de 2011, o TCE impôs débito superior a R$ 469 mil em virtude de gastos sem comprovação com o Fundeb e obrigações previdenciárias, como entendeu o conselheiro Arthur Cunha Lima.

Relator desse processo, ele rejeitou preliminar do advogado Johnson Abrantes para retirada do processo e a juntada de documentos comprobatórios, segundo a defesa, da lisura desses gastos. Apesar de entender que a documentação pode solucionar os problemas em sua quase totalidade, o conselheiro Arthur Cunha Lima fez ver que o recebimento não modificaria, neste momento, o voto pela rejeição dessas contas em vista de questões de outra ordem, uma delas atinentes a despesas municipais não licitadas. O ex-prefeito de Amparo vai recorrer dessa decisão.

Gastos excessivos com combustível resultaram na desaprovação das contas do exercício de 2011 apresentadas pelo ex-prefeito de Brejo do Cruz Francisco Dutra Sobrinho de quem o Tribunal requer a devolução aos cofres públicos de quantia superior a R$ 100 mil, conforme proposta do relator Marcos Costa, contra a qual cabe recurso, também.

O atual prefeito de Caaporã, João Batista Soares, que teve a reprovação das contas de 2011, deve restituir aos cofres municipais, por despesas irregulares, a importância de R$ 427.293,00, de acordo com o voto relator Fernando Catão. Há, igualmente, a possibilidade de recurso. Ultrapassou a quantia de R$ 636 mil o débito que o TCE impôs ao ex-prefeito de Gurjão, José Martinho Cândido de Castro, que respondeu, notadamente, por saldo bancário não comprovado ao cabo do julgamento das contas de 2011. A decisão deu-se conforme entendimento do relator Arthur Cunha Lima e dela José Martinho ainda pode recorrer.

Aplicações em educação abaixo do limite mínimo constitucional e o não recolhimento de contribuições previdenciárias ajudaram a reprovar as contas de 2011 do atual prefeito de Serra Branca Eduardo José Torreão, processo, também, sob relatoria do conselheiro Arthur Cunha Lima. Ainda cabe recurso.

Tiveram as contas aprovadas os ex-prefeitos de Sertãozinho (Antonio Ribeiro Filho, 2012), o atual prefeito de Serra Redonda (Manoel Marcelo de Andrade, 2011) e as Câmaras Municipais de Pilar (2011, com ressalvas), Santana dos Garrotes (2011), Olho d’Água (2012) e Mãe d’Água (2012).

As contas de 2010 da Secretaria de Estado da Cidadania e Administração Penitenciária foram aprovadas com ressalvas, o mesmo ocorrendo com as da Fundação de Ação Comunitária, exercício de 2009.

Os processos inscritos na pauta de julgamentos desta quarta-feira representaram movimentação de recursos públicos da ordem de R$ 650.794.104,72. Conduzida pelo presidente Fábio Nogueira, a sessão plenária teve as participações dos conselheiros Umberto Porto, Arthur Cunha Lima, Nominando Diniz, Fernando Catão, André Carlo Torres Pontes e Oscar Mamede Santiago Melo (substituto do conselheiro Arnóbio Viana, em gozo de férias).

Houve a participação, ainda, dos auditores Renato Sérgio Santiago Melo, Marcos Costa, Antonio Cláudio Silva Santos e Antonio Gomes Vieira Filho. O Ministério Público de Contas esteve representado pela procuradora geral Elvira Samara Pereira de Oliveira.

ASCOM/TCE-PB

Dunga sugere que deputados destinem novamente emendas orçamentárias para o combate aos efeitos da seca

Dunga disse que situação é preocupante no Sertão e Cariri (Imagem da Internet)

Dunga disse que situação é preocupante no Sertão e Cariri (Imagem da Internet)

O deputado Carlos Dunga (PTB) sugeriu hoje que os 36 deputados estaduais destinem suas emendas no Orçamento Geral do Governo do Estado para 2014 à ações de combate aos efeitos da seca na Paraíba. Dunga disse que as previsões climáticas para o Estado não são das melhores e o Governo do Estado precisa adotar medidas para minimizar os efeitos da estiagem.

No ano passado, os 36 deputados destinaram R$ 109 milhões para construção de cisternas, perfuração de poços e outros equipamentos de armazenamento e distribuição de água, com o mesmo objetivo, e a oposição se queixa que as ações ficaram apenas no papel e no discurso. “Se o dinheiro não é aplicado eu não tenho culpa. Devemos fazer a nossa parte”, justificou Dunga, defendendo a repetição da iniciativa.

Em audiência com o governador Ricardo Coutinho, na tarde de ontem, Dunga não só externou sua preocupação quanto aos efeitos da seca na Paraíba, como sugeriu que fosse solicitado o relatório da Comissão de Climatologia da Câmara dos Deputados que faz uma radiografia sobre a situação do Nordeste em relação à futuras chuvas. A mesma sugestão foi feita ao presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN).

“Trata-se de um documento importante para termos ideia sobre medidas que poderemos adotar para melhorar a convivência dos paraibanos com a seca. As informações que constam do documento são de especialistas mundiais no assunto”, lembrou Dunga.

Justiça se faça: Carlos Dunga e Assis Quintans são os deputados que mais tratam da problemática da seca na Paraíba.

STF decide pela prisão imediata de Dirceu e outros envolvidos no processo do mensalão

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram nesta quarta-feira (13), por maioria (seis votos a cinco), pela execução imediata da pena imposta a vários condenados no processo do mensalão, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu; o ex-presidente do PT e deputado licenciado José Genoino; o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o operador do mensalão, Marcos Valério.

Após muita discussão e dúvidas entre os próprios ministros, o Supremo entendeu que os réus terão de iniciar o cumprimento da pena pelos crimes dos quais não recorreram por meio dos embargos infringentes (recursos ao qual têm direito réus que obtiveram pelo menos quatro votos favoráveis nas condenações). Os infringentes só serão julgados no ano que vem.

A decisão foi tomada em questão de ordem apresentada pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, que sugeriu que 22 dos 25 condenados passassem a cumprir as penas de prisão ou prestação de serviços. Outros quatro ministros concordaram com essa tese, mas outros seis consideraram que não pode ser executada a pena referente a crime que ainda é motivo de questionamento.

Pelo menos 16 condenados terão de cumprir a pena de imediato: os sete que não entraram com embargos infringentes em nenhum dos crimes pelos quais foram condenados, além dos que usaram os infringentes para questionar somente parte das penas.

O Supremo terá agora de contabilizar quais foram os réus que deixaram de questionar punições por meio dos infringentes.

Assim, se um réu recebeu menos de quatro votos favoráveis e mesmo assim resolveu apresentar embargos infringentes, ele não poderá ser preso pelo crime que questionou no recurso. Isso porque o Supremo entendeu que quem tem recurso pendente de julgamento em determinado crime não pode começar a cumprir a pena.

Se um réu deixou de questionar alguma das condenações, terá de iniciar o cumprimento da pena por aquele crime.

Ao final do julgamento, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que somente “cerca de três ou quatro” dos 25 condenados não iniciarão de imediato o cumprimento da pena.

Perguntado se o ex-ministro José Dirceu teria de começar a cumprir a pena desde já – uma vez que questionou por meio de embargos infringentes somente a condenação por formação de quadrilha e não a condenação por corrupção ativa – o ministro respondeu: “Certamente sim”.

Barroso explicou ainda que a decisão sobre a expedição dos mandados de prisão ficará a cargo do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa. A assessoria de imprensa do Supremo informou que nesta quinta-feira será feita uma verificação de quantos condenados terão de iniciar o cumprimento das penas imediatamente e quantos aguardarão em liberdade o julgamento dos embargos infringentes. Só depois disso serão expedidos mandados de prisão.

Ricardo artoriza reforma de hospital, entrega ônibus e libera créditos do Empreender em Sapé

Ricardo em Sapé

O Hospital Municipal Sá Andrade, de Sapé, será reformado e ampliado. Para autorizar as obras, o governador Ricardo Coutinho assinou, no final da tarde desta quarta-feira (13), convênio do Pacto pelo Desenvolvimento Social com a Prefeitura local no valor de R$ 1,2 milhão, durante solenidade em praça pública presenciada por uma multidão. Na ocasião, também foram entregues cheques do Empreender Paraíba a 61 empreendedores, totalizando R$ 200 mil, e entregou ao prefeito Roberto Feliciano mais um ônibus escolar, o terceiro que a cidade recebeu da atual administração estadual.

“Esse governo está investindo na Educação oito vezes mais do que outros governos. Nós já investimos em reforma e construção de escolas R$ 160 milhões”, disse Ricardo, enfatizando que investir em educação é algo fundamental. E ressaltou que a reforma e ampliação do Hospital Sá Andrade é uma demanda do Orçamento Democrático Estadual que se concretiza através do Pacto Social. “Demos um grande passo em busca de trazer respeito e dignidade às pessoas”,declarou, acrescentando que o Pacto Social é um programa único no país.

O Pacto Social disponibilizou este ano R$ 100 milhões para mais de 200 municípios que assinaram a adesão. No caso de Sapé, a contrapartida da Prefeitura inclui a redução da mortalidade infantil; ampliar a cobertura do exame preventivo do colo do útero em mulheres de 25 a 64 anos de idade; criar o Conselho Municipal de Erradicação do Trabalho Infantil, dentre outras ações.

Com relação ao Empreender Paraíba o governador Ricardo Coutinho destacou que no Estado já foram investidos mais de R$ 40 milhões e esta ação de governo tem mudado para melhor a vida de milhares de pequenos empreendedores.

O prefeito de Sapé, Roberto Feliciano, agradeceu ao governador pelos diversos benefícios que o município tem recebido. “É com muita alegria que Sapé lhe recebe governador, para entregar aquilo que a cidade mais precisa, que é melhorar a saúde aqui. Com esse convênio vamos melhorar sim a estrutura de nosso hospital Sá Andrade”, comemorou.

O secretário de Desenvolvimento e Articulação Municipal, Manuel Ludgério, informou que será reformada a estrutura interna e externa da instituição e a administração da unidade continuará sob responsabilidade da Prefeitura de Sapé. O hospital vai ampliar de 16 para 30 leitos e será regional, com atendimento a diversos municípios do Brejo.

O hospital vai ganhar duas novas salas de emergência, um almoxarifado e uma lavanderia. A sala de parto, o berçário, o pronto-atendimento, o ambulatório, a recepção, a sala de nutrição, a farmácia e o setor de imagem serão adequados.

As instalações elétrica e hidráulica, a cobertura e a pintura do prédio também serão recuperadas. O hospital terá novos consultórios adulto e pediátrico e banheiros reformados e com acessibilidade para portadores de necessidades especiais.

Prestigiaram a solenidade diversos prefeitos e vereadores da região, além do secretário da Saúde, Waldson de Sousa e outros auxiliares do governo estadual. Waldson Sapé terá um hospital equipado para atendimento de média complexidade atendendo a região. Na abertura da solenidade o reeducando Hélio Dantas cantou uma música em homenagem ao governador.

Ministério Público entra com mais uma ação de improbidade contra prefeito de Santa Rita

Reginaldo vai responder a mais um processo por contratações irregulares (Imagem da Internet)

Reginaldo vai responder a mais um processo por contratações irregulares (Imagem da Internet)

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Santa Rita ajuizou mais uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Reginaldo Pereira da Costa, que fez 254 nomeações irregulares de pessoal para cargos comissionados. A ação tramita na 5a Vara da Comarca de Santa Rita, município da Grande João Pessoa.

Conforme apurou a promotoria, o prefeito nomeou 207 comissionados a mais do que a quantidade prevista na Lei Municipal 997/2001 e posteriormente alterada pela Lei Municipal 1324/2008. Dessas nomeações, 196 foram para o cargo de “assessor especial”, dez para o cargo de coordenador e um para o cargo de secretário. A promotoria também constatou que foram feitas 47 nomeações sem amparo legal, portanto, para cargos que não existem.

Segundo a promotora de Justiça Anita Bethânia Rocha, foi comprovado que o prefeito, com o objetivo de dar aparência de legalidade às nomeações realizadas no início de janeiro, editou uma Medida Provisória (de número 01, de 14 de janeiro de 2013), criando cargos em comissão. “Ocorre que, a Lei Orgânica do Município de Santa Rita não prevê a possibilidade de o chefe do Poder Executivo local editar medidas provisórias”, contrapôs.

A medida provisória foi enviada à Câmara Municipal e apreciada em plenário em março, quando foi declarada inconstitucional por todos os vereadores do município. Mesmo assim, o prefeito efetuou o pagamento dos 372 servidores comissionados, incluindo os 254 nomeados de forma irregular.

Para a promotoria isso caracteriza uma “descompasso” e “um contrassenso” com a situação de emergência, decretada no início do ano pelo Município, em função da “grave situação financeira”, que comprometia, inclusive, a folha de pagamento.

Punições

A Lei 8.429/92 (conhecida como “Lei da Improbidade”) prevê a punição por atos de improbidade administrativa, dispondo em seu artigo 4º que “os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela observância dos princípios da legalidade, da impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos”.

Na ação civil pública, a promotoria requereu a aplicação das seguintes sanções previstas no artigo 12 dessa lei: a perda da função pública exercida, a suspensão dos direitos políticos de Reginaldo Pereira por oito anos e o pagamento de multa civil no valor de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo prefeito, quando do exercício de seu cargo.

Assessoria

Cássio vota a favor da PEC do Orçamento Impositivo e condena política da barganha

A chamada PEC do Orçamento Impositivo foi aprovada em segundo turno no Plenário do Senado na noite desta terça-feira (12), com 51 votos favoráveis e oito contrários. Como foi alterada pelos senadores, a matéria segue para a Câmara dos Deputados. São necessários três quintos de votos favoráveis para que uma PEC seja aprovada, 49 votos no caso do Senado.

BARGANHA – Na verdade, a proposta aprovada torna obrigatória a execução de emendas parlamentares ao Orçamento da União e cria um percentual de financiamento estável para a saúde pública por parte do Executivo. Atualmente, o governo federal decide quando e quanto liberar das emendas parlamentares, o que sempre causou denúncias de barganha e troca de favores entre governo e aliados.

As denúncias têm razão de ser. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostram que, até 16 de agosto, dos R$ 29 bilhões autorizados pelo governo federal em emendas, quase R$ 9 bilhões foram empenhados. Desse total, R$ 84 milhões (28%) foram para o PT; R$ 70 milhões (26%) para o PMDB; R$ 38 milhões (19%) para o PSB – todos aliados da presidente Dilma Rousseff. Partidos de oposição, como Democratas e PSDB, ocupam o final da lista. Para o DEM, foram empenhados, até a primeira quinzena de agosto, apenas R$ 244 mil (0,2%). O caso do PSDB é ainda pior: R$ 71 mil (0,03%).

VANTAGENS – Os números provam que o nosso presidencialismo de coalizão permite que o governo de plantão ofereça favores e vantagens à sua base de sustentação no Congresso Nacional. É a prova da barganha que rege a relação entre os poderes. O Executivo simplesmente bloqueava ou não liberava a maior parte dos recursos destinados às emendas dos parlamentares de oposição.

A síntese da PEC do chamado Orçamento Impositivo é a seguinte: para as emendas parlamentares individuais, serão destinados 1,2% da Receita Corrente Líquida (RCL). Segundo a Consultoria de Orçamento do Congresso Nacional, o valor das emendas deve girar em torno R$ 13 milhões em 2013. Desse valor, 50% terão que ser aplicados em saúde. Isto quer dizer que, do percentual de 1,2%, o parlamentar fica obrigado a destinar a metade (=0,6% da Receita Corrente Líquida) para a saúde. Assim, cada parlamentar terá a garantia de liberação de R$ 13 milhões para obras e programas no Orçamento da União.

RESPOSTA – Outra alteração na PEC, promovida pelo Senado, exclui a exigência de adimplência de estados, do Distrito Federal e de municípios na hipótese de serem destinatários de transferência obrigatória da União para execução de emendas parlamentares. O texto também estabelece que este repasse não integrará a base de cálculo da RCL para fins de aplicação dos limites de despesa com pessoal ativo e inativo fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No frigir dos ovos, é uma garantia de que o dinheiro destinado às emendas deve ser pago. Ponto.

Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), “a votação do Orçamento Impositivo é uma resposta do Legislativo ao Executivo. Estamos fartos da cultura do toma-lá-dá-cá” – resume.

SAIBA MAIS:

EMENDAS – Existem quatro tipos de emendas feitas ao Orçamento da União: individual, de bancada, de comissão e da relatoria. As emendas individuais são de autoria de cada senador ou deputado. As de bancada são emendas coletivas, de autoria das bancadas estaduais ou regionais. Emendas apresentadas pelas comissões técnicas da Câmara e do Senado são também coletivas, bem como as propostas pelas Mesas das duas Casas. O texto aprovado, que é o substitutivo apresentado pelo relator Eduardo Braga (PMDB-AM) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), não altera as regras para outros tipos de emenda.

Assessoria com informações da Agência Senado