Tião Gomes detona Lira e sugere exclusão de partidos envolvidos em corrupção do Fundo Partidário

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O deputado Tião Gomes, presidente do PSL na Paraíba, fez severas críticas na manhã desta terça-feira ao senador Raimundo Lira (PMDB), a quem acusa de tentar prejudicar os pequenos partidos políticos. Gomes sugeriu que partidos envolvidos em corrupção no país sejam excluídos do Fundo Partidário, ao invés de tentar restringir a participação dos pequenos no volume de recursos.

Tião chamou o peemedebista de “senador biônico”, por não ter sido eleito nas urnas e sim substituído Vital do rego Filho, atual ministro do Tribunal de Contas da União, e lembrou que Raimundo Lira sequer mora na Paraíba, apesar de representá-la no Senado Federal. “Esse senador biônico mora nos Estados Unidos, não conhece a Paraíba. Até achei que ele seria presidente dos Estados Unidos”, ironizou.

Gomes conclamou os pequenos partidos a não apoiarem Lira, caso o senador decida disputar a reeleição ou qualquer outro cargo público. “Lá na frente ele virá pedir votos e quero ver qual partido pequeno vai apoiá-lo”, concluiu.

Deputado alerta sobre situação de risco da barragem de Coremas e cobra providências do Governo do Estado

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O deputado Branco Mendes (PEN), que retornou às atividades após licença para tratamento de saúde, denunciou a situação de risco do reservatório de Coremas, cuja parede principal encontra-se com rachaduras que podem provocar uma tragédia na ocorrência de chuvas suficientes para encher a barragem. Segundo Branco, é preciso providências urgentes para resolver o problema e evitar prejuízos maiores como os que ocorreram na barragem de Camará, em Alagoa Grande.

“A situação é preocupante. Acredito ainda que o inverno virá e se o açude encher essas rachaduras representam um grande risco à população”, avaliou Mendes.

Ainda de acordo com o parlamentar, outros reservatórios monitorados pelo Governo do estado também estariam na mesma situação de Coremas, aguardando serviços de manutenção. “Mesmo durante o período de licença médica, visitei minhas bases e recebi informações de que outros reservatórios também precisam de cuidados. É bom que as medidas sejam logo adotadas para evitar o pior”, alertou.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia cobra investimentos na Segurança Publica

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O deputado Frei Anastácio (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, cobrou nesta terça-feira, na sessão de retomada dos trabalhos, mais investimentos na área de Segurança Pública da Paraíba para combater a violência e a criminalidade. Anastácio lembrou que até os policiais, responsáveis pela segurança da população, estão sendo vítimas do crime organizado.

“Em menos de 40 dias, pelo menos três policiais perderam a vida. Isso é lamentável e preocupante”, afirmou Anastácio, em discurso na tribuna.

Segundo o parlamentar petista, é preciso mudar as leis, como sugeriu o governador Ricardo Coutinho (PSB), para assegurar punições mais severas aos criminosos, mas é necessário também investir em equipamentos e demais recursos para qualificar o trabalho dos policiais.

NEM CARTAXO NEM PMDB: PSDB terá reunião com Cássio para confirmar candidatura própria em João Pessoa

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Como avisou desde o início, o ex-deputado federal Ruy Carneiro não será candidato a vice-prefeito nas eleições de outubro em João Pessoa. Nem do prefeito Luciano Cartaxo, que deve disputar a reeleição pelo PSD, nem do deputado federal Manoel Júnior, pré-candidato do PMDB. Presidente estadual do PSDB, Ruy se reuniu com os vereadores Marcus Vinicius (secretário de Comunicação de Cartaxo), Eliza Virgínia e Luiz Flávio e comunicou a decisão que ainda será referendada em novo encontro, desta vez com a presença do senador Cássio Cunha Lima.

A justificativa dada aos vereadores não poderia ser mais convincente. O PSDB, como principal partido de oposição no País, necessita de candidaturas próprias nas capitais e grandes cidades para ampliar seus espaços visando as eleições estaduais e presidenciais de 2018. Aparentemente, os vereadores acataram a decisão. Mas, só aparentemente porque terão que fazer oposição ao atual prefeito, a quem dão apoio na Câmara Municipal desde o início do mandato.

Além disso, o vereador Marcus Vinicius ocupa a pasta de Comunicação é é considerado um dos secretários “mais próximos” de Cartaxo. Se algum deles resolver seguir outro caminho terá que sair do partido nos próximos trinta dias, prazo para mudanças. Terá também que correr o risco de uma ação judicial, por parte do PSDB, para tomar seu mandato. Mesmo que não haja tempo suficiente para conclusão, o processo seria um incômodo ao projeto de reeleição de qualquer um dos três durante a campanha.

Mas, se o PSDB decidiu lançar candidato a prefeito quem será o escolhido para encabeçar a chapa? Ruy Carneiro, é claro. A menos que o ex-senador Cícero Lucena reveja sua decisão de não se candidatar.

Decepcionado com aliados históricos, Dunga se filia ao PSC e admite disputar eleição em Boqueirão

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O ex-deputado federal Carlos Dunga manteve-se fiel ao Grupo Cunha Lima durante décadas, mesmo se especializando na arte de “engolir sapos”. O maior deles foi, sem dúvidas, em 1994, quando mesmo indicado por toda sua bancada como candidato a vice na chapa do então senador Antonio Mariz, teve que abdicar da vaga em favor de José Maranhão. Mariz bateu o pé e disse que só disputaria o Governo do Estado tendo Maranhão na vice. E assim foi feito. Mas, as queixas são tantas que o próprio Dunga prefere nem elencar.

Dunga estava afastado da política desde que a família Santiago tomou-lhe o PTB. Agora, mesmo a contragosto, resolveu retornar à atividade filiando-se ao PSC, do deputado Renato Gadelha, de quem se considera admirador.

A decisão foi motivada por conflito localizado em Boqueirão, que sempre foi sua principal base eleitoral, onde a oposições comandadas por seu filho, o ex-prefeito Carlos José, não chegaram a um consenso sobre o nome que disputará a sucessão municipal. Diante do impasse, Dunga resolveu “entrar em campo” para evitar prejuízos ao grupo e admite até colocar seu nome à disposição na disputa de outubro.

É mais um sacrifício que um desejo. Dunga já governou Boqueirão. Foi ali que se projetou como liderança estadual. Mas, a idade e problemas de saúde podem transformar uma campanha eleitoral num desafio bem maior. Nada que Carlos Dunga não esteja acostumado a enfrentar.

Maranhão afirma que cenário atual não decide eleição em João Pessoa e destaca Manoel Júnior como mais preparado

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O senador José Maranhão, presidente do PMDB, disse que, o aparente favoritismo do atual prefeito Luciano Cartaxo (PSD) apontado pelas pesquisas não decide a eleição em João Pessoa, que só será realizada em outubro, e sugeriu que ninguém se iluda com as posições atuais porque elas sofrem mudanças no decorrer da campanha. Maranhão ainda destacou o deputado federal Manoel Júnior, pré-candidato do seu partido a prefeito de Capital, como “o mais preparado” entre os que estão postos para a sucessão municipal.

Segundo o senador, nas eleições de 2012 as pesquisas o apontavam como favorito, seguido do ex-senador Cícero Lucena (PSDB) e o resultado final todos conhecem. “Eu acabei ficando em último lugar”, recorda o peemedebista, lamentando não ter chegado ao segundo turno do pleito.

Ainda de acordo com Maranhão, naquela ocasião ocorreu uma polarização entre os governos estadual e municipal, após o rompimento político entre o governador Ricardo Coutinho e o ex-prefeito Luciano Agra. “Apoiado por Agra, Luciano Cartaxo acabou vencendo a eleição. Mas, no momento não há nenhuma polarização”, comparou.

Rosas ironiza Maranhão: “Pesquisa apontando favoritismo disparado de Cartaxo foi feita na casa do prefeito”

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A declaração do senador José Maranhão, presidente do PMDB na Paraíba, apontando o prefeito Luciano Cartaxo como “favorito disparado” na corrida pela sucessão municipal em João Pessoa provocou reação do presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, que rebateu com ironia. “Essa pesquisa que aponta Cartaxo disparado deve ter sido feita na casa do prefeito”, disparou Rosas, em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação.

Rosas lembrou o histórico das pesquisas na Paraíba, citando o exemplo do próprio Maranhão que era favorito absoluto para vencer as eleições de 2010 e Ricardo Coutinho acabou sendo eleito governador. De fato, os exemplos são muitos. Nas eleições de 2014, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) também era franco favorito para vencer em primeiro turno, não alcançou o percentual de votos necessário e Ricardo foi reeleito em segundo turno.

Mas, bastaria analisar o primeiro caso para concluir que Maranhão foi infeliz em sua avaliação. Ora, se o senador quer realmente que o PMDB vença a eleição não pode nem deve ficar “jogando confetes” em candidaturas de adversários, seja de Cartaxo ou qualquer outro. Bastaria dizer que o seu candidato, Manoel Júnior, no momento está em desvantagem porque a campanha ainda não começou.

Parece até que o senador não entendeu o recado de 2010, quando deixou de ser governador mais uma vez por esbanjar favoritismo. Não por acaso, o presidente do PSB recomendou humildade a Maranhão, requisito indispensável em qualquer eleição que poucos políticos valorizam. Se as pesquisas de “boca de urna” nem sempre se aproxima do resultado do pleito, imagine as que são feitas antes do início da campanha?

Não é assim que Maranhão vai ajudar o candidato do PMDB a deslanchar.

Ricardo Coutinho já admite não ter o PMDB como aliado em João Pessoa e diz que PSB está pronto para disputa nas urnas

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O governador Ricardo Coutinho parece ter chegado ao seu limite na defesa de aliança com ao PMDB nas eleições de outubro próximo em João Pessoa, principal colégio eleitoral do Estado. Ricardo usou as redes sociais para uma espécie de desabafo. Ele disse que a aliança só existem quando os dois parceiros querem. E foi mais além: “O PSB está preparado para enfrentar as urnas”, afirmou.

A postagem do socialista soou como um aviso ao PMDB. Ricardo deu a entender que o PSB poderá “dar o troco” em outra ocasião futura, quando o PMDB buscar aliança. “Da mesma forma que alguns querem seguir um outro caminho, o PSB também quer seguir o seu. Na vida, tudo é em mão dupla, tem suas nuances”, sustentou.

Abaixo, a postagem na íntegra:

Rc e PMDB

Como o Blog antecipou, Ruy Carneiro considera “natural” proposta de vereadores, mas nem sinaliza para aliança com Cartaxo

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Bem que o Blog antecipou: o PSDB não vai arriscar uma possível composição com o PMDB em 2018 apoiando o projeto de reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) em outubro próximo. Como “para o bom entendedor, meia palavra basta”, as declarações do presidente estadual do PSDB nesta sexta-feira, no Sistema Arapuan de Comunicação, jogaram um balde de água fria nas pretensões de Cartaxo.

Na entrevista, Ruy considerou “natural” a proposta de aliança com o PSD, feita pelos vereadores tucanos, mas lembrou que o PSDB tem como prioridade lançar candidato próprio a sucessão municipal no maior colégio eleitoral do Estado. Em momento algum o dirigente acenou com a possibilidade concreta de apoio a Cartaxo. Disse apenas que “o futuro a Deus pertence”.

O PSDB deve se reunir na próxima terça-feira para discutir coligações e candidaturas de forma geral, com a presença do próprio Ruy e do senador Cássio Cunha Lima, principal liderança do partido. Aliás, Ruy ainda classificou como “boato” especulações sobre sua possível indicação para companheiro de chapa de Cartaxo.

Em suma, pelo andar da carruagem, ou Ruy Carneiro se encoraja e assume o projeto de candidatura própria ou os tucanos debandam de vez para o barco de Manoel Júnior, do PMDB, mesmo a contragosto do principal aliado, o governador Ricardo Coutinho.

Quem viver, verá.

Se aceitar aliança com Cartaxo, PSDB “fecha portas” para coligação com PMDB em 2018

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Os vereadores Marcus Vinicius, Luiz e Elisa Virgínia se reuniram com Lauremília Lucana, sugerira aliança com o prefeito Luciano Cartaxo e a presidente do diretório municipal garantiu levar a proposta à direção estadual. Até aí, tudo bem. Os vereadores cumpriram direitinho a orientação de Cartaxo e Lauremília seguiu à risca suas atribuições como dirigente partidária, solicitando inclusive reunião com a cúpula tucana, na próxima segunda-feira, para tratar do assunto.

O problema é que essa proposta de aliança praticamente já “nasce morta”. O PSDB se prepara para disputar as eleições municipais de olho no pleito estadual de 2018. O senador Cássio Cunha Lima tem tudo para emplacar como candidato ao Governo do Estado, comandando as oposições. Para isso, precisa de aliados fortes. Aliás, precisa do PMDB, partido decisivo em sua derrota para Ricardo Coutinho nas eleições de 2014.

Se o PSDB for para Cartaxo, provavelmente “fecha todas as portas” na direção do PMDB em 2018. O PMDB já avisou que não quer nem ouvir falar em aliança com o prefeito, a quem acusa de traição. E tem o deputado federal Manoel Júnior, pré-candidato a sucessão municipal, esperando pelo apoio dos tucanos para firmar um acordo mais longo, visando as eleições estaduais.

Diante desse quadro, dificilmente Cássio e Ruy Carneiro, presidente estadual do PSDB, deixarão a proposta dos vereadores progredir. Nem mesmo com a vaga de vice, que Cartaxo já prometeu a Deus e o mundo. Portanto, se quiserem continuar no barco do ex-petista, os vereadores terão que buscar outra alternativa partidária. Pode ser o próprio PSD, comandado pelo atual prefeito, onde correrão risco de o barco afundar e morrerem todos abraçados.