Bancada federal se reúne com Temer nesta quinta-feira para cobrar ações de combate à crise hídrica na Paraíba

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A bancada federal paraibana vai se reunir com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), nesta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto, em Brasília, para discutir a crise hídrica na Paraíba. “A situação é crítica. Estamos com cerca de 90% dos municípios em situação de emergência. Já falta água para o consumo humano e cidades inteiras estão abastecidas por carro pipa”, disse o coordenador da bancada, o deputado federal Benjamin Maranhão (SD). Ele informou que deputados e senadores vão entregar ao presidente uma carta relatando a situação vivenciada pelo Estado.

Atualmente, dos 126 mananciais monitorados pela Agência Estadual de Gestão das Águas (Aesa), 70 deles, o equivalente a 55%, têm hoje menos de 5% de sua capacidade. Outros 28 têm menos de 20% da quantidade de água que podem abrigar.

“Vamos levar ao conhecimento do presidente a realidade da Paraíba na questão hídrica e pedir que o Governo Federal conclua o mais rápido possível a transposição do rio São Francisco, que será uma redenção para o Nordeste. Vamos solicitar também mais recursos para obras emergenciais como perfuração de poços, construção de cisternas e renovação de barragens e açudes”, revelou o deputado.

Além Benjamin Maranhão (SD), a bancada federal paraibana é composta pelos deputados Pedro Cunha Lima (PSDB), André Amaral (PMDB), Aguinaldo Ribeiro (PP), Hugo Motta (PMDB), Manoel Junior (PMDB), Wellington Roberto (PR), Efraim Filho (DEM), Wilson Filho (PTB), Rômulo Gouveia (PSD), Luiz Couto (PT) e Dr. Damião (PDT). Também integram o bloco os senadores José Maranhão (PMDB), Raimunda Lira (PMDB) e Deca (PSDB).

Com Assessoria

DESMORALIZAÇÃO: STF derruba liminar de Marco Aurélio e mantém Renan Calheiros na presidência do Senado

BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quarta-feira, por seis votos a três, a permanência do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado. O colegiado, no entanto, decidiu que o senador será afastado da linha sucessória da Presidência da República e não poderá assumir o cargo em caso de vacância. A tese vencedora foi levada ao plenário pelo ministro Celso de Mello, como antecipou o colunista Jorge Bastos Moreno.

Na segunda-feira, em liminar, o ministro Marco Aurélio Mello havia determinado o afastamento de Renan da presidência. Após o Senado ignorar a ordem judicial e entrar com dois recursos contra a decisão, Marco Aurélio liberou a ação para análise dos colegas.

Votaram pela permanência de Renan no comando do Senado os ministros Celso de Mello, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e a presidente do STF, Carmen Lúcia. Votaram a favor do afastamento os ministros Edson Fachin e Rosa Weber, além de Marco Aurélio, relator do caso.

– Não há nenhuma indicação de que o presidente do Senado tenha de substituir o presidente da República num futuro próximo – disse Lewandowski, afirmando que a urgência que embasa uma decisão liminar não está clara no caso avaliado.

Segundo Celso de Mello, cujo voto foi acompanhado pela maioria do plenário, o senador não poderá ocupar a Presidência em caso de vacância temporária, por ser réu em ação no STF. Seu voto abriu a divergência no STF e atendeu apenas parcialmente a posição de Marco Aurélio.

Celso de Mello pediu para antecipar seu voto. Geralmente é um dos últimos a se pronunciar. Antes de emitir sua opinião, fez elogios a Marco Aurélio, com “irrepreensível atuação” em 26 anos de carreira. Mas o contrariou.

– Os substitutos eventuais do presidente da República ficarão unicamente impossibilitado (se réus no STF) de exercer o ofício da Presidência da República, embora conservando a titularidade e a missão funcional de suas respectivas casas.

O voto do decano foi seguido pelos ministros Teori Zavascki, Luiz Fux, Ricardo Lewandovski e Dias Toffoli, que falou rapidamente e não justificou o voto porque precisou se retirar da sessão para participar de uma audiência de conciliação sobre a situação financeira do Rio de Janeiro.

Para Teori, a liminar concedida por Marco Aurélio deve ser acolhida apenas em parte. Teori, reconhecido por ser um ministro atento às regras processuais, defendeu que o Supremo finalize a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF). E afirmou desconforto com as brigas entre Marco Aurélio e Gilmar, mas disse não estar se referindo a ninguém em especial, ao declarar:

– Queria manifestar profundo desconforto pessoal com fenômeno que tem se generalizado. Juízes em desacordo com Lei Orgânica da Magistratura tecem comentários públicos sobre outras juízes.

Já Fux argumentou que não há previsão constitucional para afastamento do cargo imediatamente após o recebimento da denúncia. E lembrou o caso do mensalão, quando houve condenação, mas não cassação automática.

— O perigo de dano e resultado do processo não se faz presente, porque o STF, por 6 votos a 0, já afastou a possibilidade de o Presidente do Senado assumir a Presidência da República. Não há previsão constitucional de se afastar do cargo imediatamente após o recebimento da denúncia. Nós não estamos agindo com temor ou receio. Estamos agindo com a responsabilidade política que nos impõe — disse Fux.

MARCO AURÉLIO: ‘DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS’

Em um duro voto direcionado aos colegas contra um suposto acordo que estaria sendo feito para salvar o cargo de Renan, Marco Aurélio disse que se a Corte “inovar”, depois de ter votado de forma unânime pelo afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara, estaria adotando “dois pesos, duas medidas”. Manter Renan no cargo, determinando apenas que ele não ocupe a cadeira de presidente da República, para o ministro, é exemplo do “jeitinho brasileiro”.

O ministro apelou para a “biografia” de cada colega de tribunal, alertando que, na ausência de um vice-presidente, depois do impeachment de Dilma Rousseff, Renan está mais próximo da cadeira de presidente da República. Ter o senador na função, segundo Marco Aurélio, seria um “deboche institucional”:

— A qualquer momento ausente o presidente da República ou da Câmara dos Deputados, tomará assento como chefe de Governo, de Estado, num verdadeiro deboche institucional, o senador Renan Calheiros.

Marco Aurélio afirmou que o Senado adotou postura “grotesca” ao ignorar decisão do Supremo e pressionou os colegas, dizendo que qualquer decisão contrária ao afastamento de Renan da presidência é “reescrever casuisticamente a Constituição Federal, fazendo-o em benefício de certo réu”.

O ministro Edson Fachin também votou pela saída de Renan da Presidência do Senado.

— O chefe do poder Executivo que se torne réu fica suspenso das funções da Presidência da República. O presidente do Senado que seja réu não pode substituir o presidente da República. Assim, o presidente do Senado não pode ser presidente do Senado e não deter a prerrogativa de substituir o presidente da República. Referendo o afastamento tal como concedido pela liminar — disse Fachin, em um rápido voto.

A ministra Rosa Weber, pouco antes de anunciar seu voto, se confundiu e chegou a pedir desculpas a Marco Aurélio, mas confirmou sua posição favorável a seu parecer.

– A assunção na linha sucessória, ou de substituição, exige de seu ocupante que esteja apto para exercer a qualquer tempo o cargo. E com todas atribuições e responsabilidade a ele inerentes. Quem não reúne condições tão pouco pode assumir ou permanecer em qualquer cargo da respectiva linha de sucessão – disse Rosa Weber.

Dos 11 ministros da Corte, dois não participam do julgamento nesta quarta-feira. O ministro Gilmar Mendes, que chegou a defender o impeachment de Marco Aurélio, viajou ontem para Estocolmo, na Suécia, onde participa de um evento de magistrados. E o ministro Luís Roberto Barroso se declarou impedido, porque a ação do partido Rede Sustentabilidade pelo afastamento de réus na linha sucessória da Presidência foi proposta pelo seu antigo escritório.

Com O Globo

Cartaxo reafirma insatisfação com divisão na base, anuncia reunião com vereadores e evita falar sobre “terceira via”

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O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) já não faz mais questão de esconder seu descontentamento com a divisão em sua base política na Câmara Municipal de João Pessoa, em decorrência da eleição da Mesa Diretora. Nesta quarta-feira, o prefeito disse que continua tentando unir a bancada, mas queixou-se novamente que os vereadores não estão colaborando como deveriam.

Na próxima semana, Cartaxo deve reunir os 16 vereadores governistas para discutir o assunto e, pelo menos por enquanto, evitou falar na possibilidade de uma “terceira via”, diante do impasse envolvendo o atual presidente, Durval Ferreira (PP), e Marcus Vinicius (PSDB), que polarizam a eleição.

Cartaxo, no entanto, disse que a hipótese (terceira via) não depende de sua vontade, mas sim de decisão da própria bancada. Na entrevista concedida ao portal maispb, o prefeito também evitou falar na bancada de Oposição e garantiu que vai insistir no diálogo com os aliados para chegar a um consenso em torno de um nome da bancada. “Tenho ajudado a construir (a unidade). Agora, não sou vereador, não vou votar. Vamos trabalhar, dialogar e buscar um entendimento”, sustentou.

Cartaxo demonstra cansaço com o tema. Pelo jeito, essa reunião da próxima semana será decisiva e definitiva.

STF julga nesta quinta-feira recurso contra afastamento de Renan da presidência do Senado

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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reunirá nesta quarta-feira (7), a partir das 14h, para buscar uma saída no impasse criado com o Senado a partir da decisão liminar (provisória) do ministro Marco Aurélio de afastar o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência da Casa.

O julgamento foi marcado nesta terça (6) pela presidente do STF, Cármen Lúcia, depois que o próprio Marco Aurélio telefonou a ela, pela manhã, liberando o caso para deliberação dos demais ministros, após o Senado recorrer.

A crise entre os dois poderes tomou proporções maiores após Renan se recusar a receber a notificação da decisão de Marco Aurélio e a Mesa do Senado decidir descumprir a decisão.

A decisão levou a presidente do STF, Cármen Lúcia, a chamar alguns colegas de tribunal ao seu gabinete para encontrar uma forma de aplacar a crise instalada entre os poderes. Em visita à ministra, o vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC), participou de algumas conversas.

O julgamento

Na sessão desta quarta, deverão participar da decisão sobre o afastamento somente 9 dos 11 ministros do STF.

Luís Roberto Barroso já se declarou impedido, por ter integrado um escritório com os advogados que assinaram a ação da Rede que pediu o afastamento de Renan. Gilmar Mendes, por sua vez, está em viagem à Europa.

O afastamento de Renan Calheiros pode ser revertido se os ministros acolherem um recurso apresentado pelo Senado, segundo o qual a decisão de Marco Aurélio causará “enormes prejuízos ao já combalido equilíbrio institucional e político da República”.

O pedido argumenta que a medida ainda colocaria em risco o andamento normal das votações marcadas na Casa, sobretudo da proposta de emenda à Constituição que estabelece um teto de gastos para a União, prevista para 13 de dezembro.

Uma solução alternativa, sugerida pelo Senado em seu recurso, é retirar Renan Calheiros da linha sucessória da Presidência, mas não do comando do Senado.

Ação

A decisão de Marco Aurélio em afastar Renan da presidência do Senado atendeu a um pedido do partido Rede Sustentabilidade.

Marco Aurélio Mello seguiu o entendimento da maioria dos ministros do Supremo de que um réu não pode ocupar cargo na linha sucessória da Presidência da República, portanto, comandar a Câmara, o Senado e o próprio STF.

O julgamento da ação que trata do assunto, porém, ainda não foi concluído porque o ministro Dias Toffoli pediu vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso.

Com G1

ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA: MPF denuncia Chica Motta, Segundo Madruga, Renê Caroca e mais quinze pessoas por desvio de recursos públicos

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O Ministério Público Federal denunciou Francisca Gomes Araújo Motta, José William Segundo Madruga e Renê Trigueiro Caroca – prefeitos dos municípios paraibanos de Patos, Emas e São José de Espinharas, respectivamente – e outras 15 pessoas, entre empresários e servidores públicos. Eles são acusados de terem constituído e integrado organização criminosa responsável por apropriação e desvio de recursos públicos federais e municipais destinados ao custeio do transporte escolar no âmbito das prefeituras daqueles três municípios. Os três prefeitos já se encontravam afastados de seus cargos por decisão anterior do TRF5.

Segundo a Procuradoria Regional da República da 5ª Região , a organização criminosa era liderada, na esfera pública, pelos três prefeitos e também pela chefe de gabinete de Patos, Ilanna Araújo Motta. Ela detinha grande influência na gestão das três prefeituras, não só por compor o mesmo grupo político que comanda os municípios, mas, sobretudo, em função de laços familiares com os três chefes do Executivo Municipal: é filha da prefeita de Patos, esposa do prefeito de São José de Espinharas e ex-sogra do prefeito de Emas.

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De acordo com a denúncia, os gestores e servidores públicos dos três municípios simulavam procedimentos licitatórios ou montavam dispensas de licitação para justificar a contratação direta e ilegal de empresas do grupo criminoso, sobretudo a Malta Locadora, localizada em Pernambuco e comandada por Carlos Alexandre Malta e Rafael Caetano Santos, casado com a filha do prefeito de São José de Espinharas, Renê Caroca, em mais uma demonstração dos laços familiares da empreitada criminosa.

Em função da ausência de efetiva concorrência, os valores da locação dos veículos para transporte escolar eram fixados em patamares bem acima do preço de mercado. Constatou-se que a Malta não passava de empresa de fachada, não possuindo patrimônio, empregados ou veículos, sendo portanto incapaz de prestar os serviços demandados nas licitações que vencia sucessivamente nos municípios paraibanos sob a influência do grupo familiar.

Quando a Malta Locadora “vencia” as licitações, os prefeitos e servidores ficavam encarregados de selecionar pessoas do próprio município para prestar os serviços formalmente contratados à empresa, embora a subcontratação fosse proibida pelos editais de licitação e pelos contratos administrativos. As subcontratações eram firmadas em valores inferiores ao que a prefeitura pagava às empresas ligadas ao esquema, o que possibilitava o desvio dos recursos públicos. Além disso, nenhum dos veículos sublocados atendia aos requisitos do contrato, sendo que alguns deles, empregados no transporte escolar, eram meras sucatas com mais de vinte anos de idade, colocando em risco a vida dos estudantes daqueles municípios.

Também eram subcontratados veículos pertencentes aos próprios gestores ou a servidores de alto escalão das prefeituras (como pregoeiros e chefes de gabinete), o que demonstra claramente sua associação com os sócios das locadoras. Em determinados casos, inclusive, os automóveis eram locados apenas no papel, permanecendo em uso por seus proprietários, sem que houvesse a efetiva prestação de serviços. A Malta Locadora participou de 38 licitações em Patos, Emas e São José de Espinharas, e foi “vencedora” em todas. Entre os anos de 2010 e 2015, a empresa recebeu desses municípios paraibanos cerca de 11 milhões de reais.

A tabela abaixo lista todos os acusados de envolvimento no esquema. A denúncia oferecida neste momento pelo MPF abrange os crimes de organização criminosa, fraude a licitação e falsidade ideológica. Os envolvidos no esquema ainda podem vir a ser denunciados também pelos delitos de desvio e apropriação de dinheiro público e lavagem de capitais.

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A denúncia foi oferecida ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), no Recife, e não à primeira instância da Justiça Federal na Paraíba, porque em ações criminais os prefeitos têm direito a foro especial por prerrogativa de função. Se a denúncia for recebida pelo TRF5, os denunciados passarão a ser réus.

Assessoria do MPF

TSE acata recurso por unanimidade e libera posse de Emerson Panta como novo prefeito de Santa Rita

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O médico Emerson Panta poderá ser diplomado e empossado como novo prefeito de Santa Rita. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acatou, nesta terça-feira, recurso contra decisão do TRE da Paraíba que havia barrado a candidatura de Panta, eleito em 2 de outubro com mais de 75¨dos votos válidos.

Panta pediu a reformulação da decisão de 29 de setembro do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba que indeferiu por 5 votos a 1, o registro de sua candidatura, ao alegar que figurava na Lei de Ficha Limpa por ser punido em processos administrativos gerados por concursos públicos na capital e em Natal.

No recurso, Emerson Panta disse que de forma equivocada, apesar de aprovado, sequer chegou a assinar portaria para assumir cargos aprovados nos certames. O recurso interposto pelo jurídico de Dr Emerson Panta foi distribuído no último dia 12 de outubro e através de sorteio, chegou para apreciação do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luis Fux a quem coube a decisão final na suprema corte de acatar o recurso acompanhando o parecer do Ministério Público Eleitoral, que foi a favor do deferimento da candidatura.

Senado ignora liminar de Marco Aurélio e mantém Renan presidente até julgamento do caso pelo plenário do STF

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A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça-feira (6) que irá aguardar a deliberação do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) para cumprir a decisão liminar do ministro Marco Aurélio Mello de afastar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do comando da Casa.

A decisão foi tomada durante uma reunião entre os integrantes da Mesa com Renan. Senadores que participaram do encontro disseram que o peemedebista acredita que tem respaldo jurídico para não assinar a notificação sobre a decisão de Marco Aurélio Mello, que ordenou o afastamento do senador do PMDB do comando do Senado.

Dez minutos depois de divulgar o documento, a Mesa Diretora divulgou um segundo documento, com uma alteração na decisão. O segundo texto é assinado por todos os integrantes da cúpula do Senado, inclusive pelo senador Jorge Vianna (PT-AC), primeiro-vice-presidente da Casa, e que assumirá o comando do Senado caso Renan venha a ser afastado definitivamente da presidência.

Enquanto no primeiro texto, o artigo 1º dizia: “Art. 1º: Aguardar a deliberação final do Pleno do Supremo Tribunal Federal, anteriormente a tomada de qualquer providência relativa ao cumprimento da decisão monocrática em referência”, o segundo documento diz apenas: “Art. 1º: Aguardar a deliberação final do Pleno do Supremo Tribunal Federal”.

Estratégia
A decisão de não cumprir a liminar faria parte de uma estratégia do peemedebista para se manter na presidência do Senado até o STF julgar seu recurso contra a decisão de Marco Aurélio, o que está previsto para acontecer nesta quarta-feira (7).

Senadores que participaram do encontro com o peemedebista afirmaram que o aconselharam a cancelar a sessão de votações desta terça-feira e aguardar a decisão do Supremo sobre o recurso para retomar as votações.

A sessão do Senado já foi cancelada, bem como a sessão conjunta do Congresso Nacional e um tradicional jantar de confraternização natalina da Casa que estava marcado para esta noite na residência oficial do peemedebista.

Desde 9h desta terça, um oficial de Justiça aguardava em uma antessala da Presidência do Senado para entregar a notificação ao peemedebista. Ele deixou o Senado seis horas depois, por volta das 15h, sem entregar o documento ao senador. Nesta segunda-feira (5), à noite, Renan também não recebeu o oficial para assinar o documento.

Além da decisão de não cumprir a liminar, a Mesa Diretora também decidiu conceder prazo para que Renan apresente defesa, a fim de viabilizar a deliberação da Mesa sobre as providências necessárias ao cumprimento da decisão monocrática em referência.

O Senado entrou nesta terça com um recurso contra a decisão de Marco Aurélio Mello e com ação para pedir a suspensão da liminar.

Plenário do STF
Após decidir afastar Renan Calheiros da presidência do Senado, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu submeter a decisão ao plenário do STF.

O caso agora deve ser pautado para a sessão do Supremo desta quarta-feira (7), uma vez que a presidente do STF, Cármen Lúcia, afirmou que, assim que fosse liberado para julgamento, ela pautaria o tema “com urgência”.

Com G1

Ministro Marco Aurélio deixa para plenário do STF decidir se mantém ou não afastamento de Renan Calheiros

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O ministro Marco Aurélio Mello decidiu submeter ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), a análise da liminar que afastou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo de presidente do Senado. Marco Aurélio pediu urgência para que os colegas julguem a matéria.

Para que o plenário do Supremo possa analisar a matéria, é preciso que a presidente do STF, ministra Carmén Lúcia, paute para ser discutida a decisão liminar que determinou o afastamento de Renan. Na manhã desta terça-feira, ela disse que daria “urgência” à matéria, tão logo o processo chegasse a seu gabinete.

Dois caminhos abertos

Além do julgamento diretamente da liminar, há outros dois caminhos abertos pelo Senado Federal para tentar reverter o afastamento de Renan.

O primeiro recurso foi um agravo regimental, no qual os advogados do Senado pedem que Marco Aurélio reveja sua decisão. O ministro deu prosseguimento ao pedido, abrindo prazo para que o partido Rede, autor do pedido de afastamento, se manifeste.

Entenda o caso

O segundo recurso, de teor semelhante, foi um mandado de segurança, desatrelado da ação original que resultou no afastamento. Por ser uma nova ação, este pedido foi distribuído automaticamente a um novo relator, a ministra Rosa Weber, que ainda não se manifestou.

Ontem à noite, o próprio ministro Marco Aurélio Mello concedeu liminar (decisão provisória) para afastar Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado. Ele, porém, mantém o mandato de senador.

O ministro atendeu a pedido do partido Rede Sustentabilidade e entendeu que, como Renan Calheiros virou réu no Supremo, não pode continuar no cargo em razão de estar na linha sucessória da Presidência da República.

Com Agência Brasil

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Governo do Estado paga segunda parcela do 13º dia 16; Folha de dezembro será paga dias 29 e 30

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou, nesta terça-feira, que o Governo do Estado pagará a segunda parcela do 13º salário aos servidores e a folha de dezembro até o final do ano. O 13º será pago no próximo dia 16 e o mês de dezembro foi confirmado para os dias 29 e 30. Desta forma, o funcionalismo passará Natal e Anovo Novo com dinheiro no bolso.

O valor total a ser pago na segunda parcela do 13º salário é de R$ 170 milhões. A primeira parcela já foi paga na primeira metade do ano.

Já o valor a ser pago referente ao salário do mês de dezembro aos servidores ativos e inativos do Governo Estadual é de R$ 330 milhões. Com os pagamentos, a expectativa é de aproximadamente R$ 500 milhões na economia do estado.

EXCLUSIVO: Impasse na Câmara Municipal de João Pessoa pode levar Cartaxo a optar por uma “terceira via”

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O assunto não é oficial. Nem poderia, diante dos problemas que Luciano Cartaxo (PSD) já enfrenta para manter a unidade de sua bancada e eleger uma Mesa Diretora aliada na Câmara Municipal de João Pessoa. Mas, assessores relatam inquietude e irritação por parte do prefeito com o impasse que persiste no processo sucessório da Casa de Napoleão Laureano. O clima é tão tenso que Cartaxo já estaria pensando em uma eventual “terceira via”, na tentativa de conter a arriscada polarização entre o atual presidente, Durval Ferreira (PP), e o vereador Marcus Vinicius (PSDB), que conta com apoio da bancada de Oposição.

Durval afirma que tem 15 votos. Marcus Vinicius garante que conta com 16. A próxima legislatura terá 27 vereadores. Portanto, alguém está blefando. Ou, como disse o próprio Durval, vereadores estão “jogando dos dois lados”. Mas, o que estaria azedando ainda mais o humor do prefeito é a possibilidade de ceder espaços à Oposição. Ao contrário da atual legislatura, a próxima terá uma bancada oposicionista robusta, com onze vereadores. Dez deles estariam na contabilidade de apoios de Marcus Vinicius.

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A hipótese de terceira via poderia até resolver o problema com a Oposição, mas será que o prefeito tem nomes para garantir a unidade de sua bancada? Aliados fortes como Benilton Lucena e Bira Pereira, ambos do PSD, foram derrotados. Helton Renê talvez fosse uma boa opção, mas tem a volta para o Procom praticamente carimbada. Restaria como alternativa Pedro Coutinho (PHS), nome respeitado e o mais antigo na Câmara Municipal. Pedro permaneceu por quase todo o mandato de Cartaxo no Instituto de Previdência Municipal (IPM) e deu conta do recado. Além disso, mantém ótima relação com o prefeito e a bancada governista e trânsito livre na oposicionista.

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Mas, o próprio Pedro, abordado sobre o assunto, disse que nunca ouviu falar nisso. Discreto, o homem não quis nem comentar a hipótese.

Pelo jeito, o tema está restrito ao prefeito, a quem cabe se pronunciar, e a poucos assessores.