TSE mantém multa a Lucélio Cartaxo por propaganda irregular nas eleições de 2014

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter uma multa no valor de R$ 2 mil por propaganda eleitoral irregular contra o então candidato a senador em 2014, Lucélio Cartaxo. A decisão foi tomada em sessão desta quinta-feira (06), após negar provimento a um agravo regimental movido pelo irmão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.

A condenação aconteceu pelo uso de adesivos em dimensões superiores ao que é permitido legalmente. O recurso impetrado por Lucélio diz que a ação do Ministério Público Eleitoral foi movida fora do prazo legal. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) considerou que o prazo legal para propor a ação é até o dia da eleição.

A relatora do processo no TSE, ministra Rosa Weber, considerou em seu voto que a decisão do TRE-PB está de acordo com a jurisprudência do TSE. “A jurisprudência já pacificou entendimento de que o termo final para propositura de representação por propaganda eleitoral irregular é a data das eleições”, destacou a ministra.

Os ministros Luiz Edson Fachin, Herman Benjamin, Napoleão Nunes Maia Filho, Henrique Neves da Silva, Luciana Lóssio e Luiz Fux acompanharam o voto da relatora.

Com Clickpb

FAMÍLIA PARTIDÁRIA: Irmão de Cartaxo ganha R$ 14 mil como assessor de gabinete do presidente do PSD em Brasília

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O prefeito Luciano Cartaxo vem provando que é um homem partidário. Primeiro, resolveu ou está resolvendo a situação das “merendeiras” de Raíssa Lacerda, única vereadora do PSD em João Pessoa. Ela não cabe em si de tanta felicidade. Tanto que não fez mais uma só crítica ao gestor, desde a reunião que tiveram no Centro Administrativo Municipal, após Raíssa ter alertado para uma possível debandada de insatisfeitos da bancada governista.

Antes disso, Cartaxo já havia renegado o próprio irmão, descartando seu aproveitamento no secretariado. Mas, por uma causa também partidária. Lucélio recebeu a missão de articulador político e foi indicado presidente do PSD em João Pessoa. Ou seja, foi mais um ato em nome do PSD.

Comovido com a situação do companheiro, que teria sido preterido na equipe do prefeito para cuidar dos interesses do partido, o deputado federal Rômulo Gouveia, presidente estadual do PSD, resolveu dar uma maozinha e nomeou Lucélio como assessor de seu gabinete, em Brasília. Claro que, como Cartaxo, o fez por ser partidário. Certamente não havia no PSD ninguém mais capacitado que o irmão do prefeito para dirigir a legenda em João Pessoa e trabalhar como assessor em Brasília.

Além disso, o cargo não é lá essas coisas. E o salário é uma merreca. Segundo o Portal da Transparência da Câmara dos Deputados, o dirigente ganha pouco mais de R$ 14 mil mensais, além de um “auxíliozinho” de R$ 1.040,42. O valor é bem parecido com o que recebe um secretário municipal na capital paraibana, cargo que Lucélio deixou de ocupar.

Pensando bem, quem não deixaria? Em nome do partido, é claro.

Senador Raimundo Lira recebe R$ 300 mil mensais por aluguel de imóvel à agência vinculada ao Ministério do Desenvolvimento

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Matéria publicada no jornal Folha de São Paulo, desta sexta-feira (06), revela que o senador Raimundo Lira (PMDB) recebe mensalmente R$ 300 mil pelo aluguel de um imóvel de sua propriedade, em Brasília, à ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

A Folha apurou que o contrato de locação do imóvel, sede da ABDI, prevê ajuste anual sem redução de valores até 2026. No mesmo contrato, entretanto, consta que o aluguel passou de R$ 210 mil em 2015 para R$ 300 mil em 2017. Mais ainda: de acordo com relatório da própria agência, Lira teria recebido três meses de aluguel (equivalentes a R$ 630 mil) antes mesmo da ocupação do prédio pela agência.

Segundo o jornal Estado de São Paulo, Tribunal de Contas da União e Procuradoria-Geral da República questionaram a ABDI sobre o assunto, mas informalmente.

O senador negou que tenha recebido pagamentos antecipados, explicando que a agência teve prazo para promover reformas no prédio antes da ocupação. “Se não fez, não é problema meu”, afirmou Lira à Folha.

A Assessoria da ABDI afirmou que “a agência não é integrante da administração direta ou indireta, de forma que não há infringência ao artigo 54 da Constituição Federal”, que proíbe contratos entre parlamentares e órgãos públicos.

Raimundo Lira é um empresário bem sucedido, dono de vários imóveis, inclusive nos Estados Unidos, onde residia antes de assumir o mandato de senador como suplente de Vital do Rego Filho, hoje ministro do Tribunal de Contas da União. O senador ganhou prestígio e fama após presidir a Comissão Especial do Impeachment que afastou Dilma Roussef da Presidência da República.

Com Folha de São Paulo

Gervasio sinaliza para pesquisa e diz que candidato governista deve ser escolhido pelo povo: “Não se elege sem apoio popular”

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O deputado Gervasio Maia (PSB) sinalizou, nesta quinta-feira, para defesa de pesquisa de opinião pública para escolha do candidato ao Governo do Estado em 2018 que terá apoio do governador Ricardo Coutinho. Cotado para assumir a missão, Maia disse que o nome não pode ser definido com base em “simpatia” e muito menos pelos próprios político. “Quem elege seus representantes é o povo. O poder é do povo. Então, não podemos deixar de ouvir a preferência popular”, justificou.

Gervasio voltou a lembrar, entretanto, que as eleições estaduais devem ser tratadas somente em 2018, deixando o ano em curso para o trabalho. “Olhe para os estados vizinhos do Nordeste, olhe até para os estados do Sul. Não vemos por lá o que vem acontecendo na Paraíba. Aqui, as ações e obras do Governo do Estado são todas direcionadas ao desenvolvimento. É por isso que, em 2017, devemos trabalhar ainda mais. As eleições serão tratadas em 2018”, sustentou.

O homem tá com o discurso bem articulado. E sintonizado, o que é mais importante.

Anastácio vira “exorcista”, chama Temer de “Satanás” e critica Lula por não cobrar impostos: “Não teve coragem”

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O deputado Frei Anastácio (PT) “soltou a língua” na manhã desta quinta-feira. E sobrou até para o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Anastácio disse que uma das causas da derrocada do Brasil foi a “isenção” de impostos às grandes empresas. “Não cobraram (impostos) das grandes fortunas. Esse foi o erro. E Lula errou também porque não teve coragem de cobrar. Eu tenho coragem de fazer esse debate. O PT errou e é por isso que estamos renovando as instâncias do partido”, disparou Anastácio, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa.

Anastácio elencou medidas do presidente Michel Temer, a quem chamou de “Satanás”, que estão prejudicando os trabalhadores e o Brasil. Ele disse que o “governo golpista” também não cobra impostos do grande empresariado e prefere prejudicar os pequenos. “Esse governo só penaliza os pequenos. Xô Satanás!”, bradou o petista, em tom de “exorcista”.

O religioso parecia “possuído”.

Líder de Cartaxo responde à vereadora do PSB: “Em política, não existe zero”

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O líder de Luciano Cartaxo na Câmara Municipal de João Pessoa, Hélton Renê (PC do B), respondeu à “provocação” da vereadora do PSB, Sandra Marrocos, que vê “chance zero” de uma reaproximação entre o prefeito e o governador Ricardo Coutinho.

“Não que estejamos trabalhado nesse sentido (de reaproximar), mas na política não existe chance zero. Ninguém trabalha com esse número”, ironizou Renê.

Ao contrário de Sandra, o líder de Cartaxo preferiu não se estender nos comentários sobre o tema, mas a Paraíba tem histórico que reforça suas convicções. Lideranças políticas como os ex-governadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima, Ricardo Coutinho e Cássio, Maranhão e Ricardo passaram de adversários e aliados e vice-versa, quando poucos apostavam na mudança.

Vereadora do PSB vê “chance zero” de reaproximação entre Ricardo e Cartaxo

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A presença do vereador Tibério Limeira nas plenárias do Orçamento Participativo da Prefeitura de João Pessoa parece pouco ou nada influenciar no clima de animosidade que cerca a relação entre aliados do governador Ricardo Coutinho e do prefeito Luciano Cartaxo.

Colega de Tibério no PSB e na Câmara Municipal, Sandra Marrocos vê “chance zero” de uma reaproximação do PSD, de Cartaxo, e credita as investidas do vereador socialista à uma decisão pessoal.

“Hoje, não vejo chance alguma (de reaproximação). Não há qualquer discussão interna sobre o assunto e também não há clima para isso. Tibério parece que quer (reaproximar Ricardo e Cartaxo), mas isso é apenas vontade dele, não tem nada a ver com o partido”, afirmou Marrocos, na manhã desta quinta-feira.

Perguntada se seria favorável a uma eventual aliança entre PSD e PSB para as eleições de 2018, Sandra desconversou e disse que não tinha opinião formada sobre o tema. “Essa discussão teria que ser feita na instância partidária e,como disse antes, não há nada nesse sentido”, sustentou.

Comissão Especial já revisou um terço do Regimento Interno da Câmara Municipal de João Pessoa

A Comissão Especial criada para revisar o Regimento Interno da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) se reuniu com a equipe de apoio nesta quarta-feira (5) para tratar dos primeiros resultados do trabalho. De acordo com o vereador Pedro Coutinho (PHS), já foram avaliados quatro, dos 12 títulos que compõem a legislação que disciplina o funcionamento da Casa Napoleão Laureano.

“Estamos com o trabalho bastante avançado”, assegurou o vereador, que é presidente da comissão. “Hoje, discutimos com a equipe de apoio propostas para quatro títulos, que serão encaminhadas para apreciação desta Comissão”, acrescentou o parlamentar. A Comissão Especial, instalada pela Mesa Diretora da Casa em março, tem até julho para concluir os trabalhos.

A reunião contou com a presença do vereador João Corujinha (PSDC), membro da Comissão, e com a equipe de procuradores do legislativo municipal, chefiada pelo procurador Antônio Paulo Rolim, além do procurador-chefe adjunto da Assembleia Legislativa, Washington Aquino. “Washington veio colaborar conosco pela sua experiência na revisão do Regimento Interno da Assembleia Legislativa”, justificou o presidente da Comissão.

Além de Pedro Coutinho e João Corujinha, compõem a titularidade da Comissão Especial os vereadores Bruno Farias (PPS), Helton Renê (PC do B), Sandra Marrocos (PSB), Tibério Limeira (PSB) e Dinho (PMN).

A comissão foi criada em março pela Mesa Diretora da Casa Napoleão Laureano para que o grupo fizesse um mapeamento cuidadoso do RI, a fim de garantir os ajustes necessários para que o Processo Legislativo transcorra de maneira ágil e transparente.

Para o presidente da CMJP, Marcos Vinícius (PSDB), a reforma do Regimento Interno é uma demanda que interessa não apenas aos vereadores e servidores da Casa Napoleão Laureano, mas a própria população, que se beneficia com maior controle social e presteza na votação de matérias de interesse público.

“O Regimento atual possui algumas distorções que atrapalham o pleno funcionamento da Casa, e com o trabalho desta Comissão, poderemos estar mais próximos do que a população espera dos seus representantes”, avaliou Marcos Vinícius.

Ascom CMJP

Para que serve mesmo o Tribunal de Contas do Estado?

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A resposta para a pergunta acima, na maioria dos casos, é a mesma: para perseguir gestores de pequenas prefeituras. Isso acontece porque é comum o TCE emitir pareceres pela reprovação das prestações de contas de gestores municipais e não adotar a mesma postura com gestores estaduais. Mas, essa concepção vem mudando ao longo do tempo. E vem mudando em decorrência do comportamento do próprio TCE.

Estudo recente divulgado pelo ONG Transparência Brasil, uma das mais conceituadas do País, mostra que o Tribunal de Contas da Paraíba está entre os seis brasileiros cujos conselheiros não enfrentam pendências judiciais. A conduta ilibada é um dos requisitos básicos para ocupar o cargo de conselheiro. Ou seja, é uma obrigação. Mas, em 28 dos 34 Tribunais de Contas brasileiros, segundo a ONG, essa obrigatoriedade nada vale.

Não é só isso. A sociedade está mais exigente e os órgãos de fiscalização acompanham essa mudança. No caso do TCE da Paraíba, fatos alheios à suas atribuições “invadiram” a pauta, nos últimos anos, em nome dos reclames populares. Exemplo disso é a comissão especial criada para acompanhar a poluição das praias por esgotos domiciliares, chaga que virou rotina em João Pessoa e outras cidades litorâneas.

Em tese, a fiscalização caberia aos órgãos ambientais e ao Ministério Público, mas a omissão levou o TCE a evocar para si a missão e vem dando conta do recado. Tanto que o conselheiro Nominando Diniz, ex-presidente da Corte que está à frente dos trabalhos, identificou responsáveis pela ação danosa na praia do Cabo Branco. O crime ambiental é tipificado e prevê de multa à cadeia.

Os responsáveis serão chamados, inicialmente, para corrigir o problema. Se persistirem no erro, serão denunciados à Justiça.

Mas, a ação do TCE não deve parar por aí. Outras investidas estão por vir e não só nessa área. Conselheiros, auditores e funcionários estão dispostos a provar que nem só de pareceres vive a corte de contas.

A sociedade agradece.

Aliado de Cartaxo se solidariza com agentes de saúde e coloca gabinete “à disposição” de servidores: “Não posso ser contra o povo”

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Agentes Comunitários de Saúde receberam um apoio importante na luta pela volta de gratificações retiradas pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD). O vereador Damásio Neto (PP) solidarizou-se com os servidores e colocou seu gabinete “à disposição” para respaldar a luta.

Damásio Neto endossou pronunciamento do vereador Marcus Henriques (PT) que cobrou reunião com o secretário de Saúde, Adalberto Fulgêncio, e com o prefeito para discutir o assunto.

“Coloco meu gabinete à disposição dos agentes de saúde. Sou vereador de Situação, mas não posso ficar contra o povo”, afirmou Damásio Neto, recebendo aplausos dos servidores que lotavam as galerias da Casa.

A pressão surtiu efeito. O líder do prefeito, Helton Renê (PC do B), intermediou por telefone uma conversa com Fulgêncio na próxima sexta-feira. Representantes da Câmara Municipal e dos servidores devem estar presentes.