Líder reconhece “arranhões” na relação de Cartaxo com Vinicius e compara situação a um casamento: “Todo mundo tem problema”

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O líder de Luciano Cartaxo, Hélton Renê (PC do B), reconheceu agora a pouco a existência de “arranhões” na relação entre o prefeito e o presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Marcus Vinicius (PSDB). Renê explicou, entretanto, que isso não compromete a convivência entre os dois nem a harmonia entre os Poderes.

“Pelo contrário, a relação nunca esteve tão boa e os Poderes estão muito mais harmônicos”, garantiu Renê.

O vereador comparou a situação a um casamento, onde é comum a existência de problemas entre as partes, sem que isso signifique o comprometimento da relação. “Todo casamento tem seus problemas”, lembrou.

Helton Renê torce e trabalha para que nenhum dos dois pense em divórcio.

Hervázio diz que Oposição deu “outro tiro no pé” ao apostar na privatização da Cagepa

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O líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), afirmou que a Oposição deu “outro tiro no pé” ao apostar na privatização da Cagepa. Segundo ele, deputados oposicionistas, comandados pelo líder Tovar Correia Lima (PSDB) já defendiam a realização de audiência pública para discutir a venda, iniciativa frustrada com a decisão do governador Ricardo Coutinho (PSB) de não negociar a empresa.

“Infelizmente, foi mais um tiro no pé da Oposição. Agora, seria bom que a Oposição, que torce pelo quanto pior melhor, reconhecesse a decisão do governador Ricardo Coutinho. A Cagepa é um patrimônio dos paraibanos e tem que ser preservada”, afirmou Bezerra.

O deputado Bruno Cunha Lima (PSDB) disse que a decisão do Governo do Estado de não privatizar não resolve os problemas existentes na Cagepa. “Venho aqui comemorar a não privatização da Cagepa, mas o Governo do Estado precisa resolver o problema dos altos salários de uma empresa que é deficitária, não financeiramente, mas administrativamente”, sustentou.

A luta continua.

RECADO? Adriano Galdino promete quebrar “quarentena” e revelar bons e maus momentos na Assembleia: “Vou dar nomes aos bois”

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O deputado Adriano Galdino (PSB) fez um discurso enigmático agora a pouco no plenário da Assembleia Legislativa. Galdino disse que estava saindo de uma “quarentena” e avisou que pretende contar tudo o que aconteceu durante os dois anos de seu mandato como presidente da Casa. Segundo ele, foram momentos “bons e ruins” que precisam ser expostos para que todos entendam o que realmente ocorreu.

Em tom de mágoa, Galdino avisou que vai dar “nomes aos bois”, numa referência indireta aos possíveis responsáveis por dificuldades que enfrentou para administrar a Casa de Epitácio Pessoa. Diante de uma platéia perplexa, o ex-presidente disse que, no momento certo, falará sobre o assunto. E parou por aí.

O que Adriano ainda esconde de tão grave?

Perguntar, não ofende.

Ricardo decreta situação de emergência em 196 municípios por conta da estiagem

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Ricardo Coutinho (PSB), decretou situação de emergência em 196 municípios paraibanos por seis meses. De acordo com a portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (05), a medida foi por conta da estiagem.

Entre as cidades citadas pelo Governo estão: Campina Grande, Patos, Cajazeiras, Sousa, São Bento, Pombal, Areia e Guarabira.

Pelo decreto, o Governo fica autorizado a abrir Crédito Extraordinário para combater a escassez, além de poder convocar voluntários para reforçar as ações causadas pela estiagem.

Por conta da situação de emergência, ficam dispensados da necessidade de licitação os contratos de aquisição de bens e serviços necessários, locação de máquinas e equipamentos, prestação de serviços e de obras. O decreto entrou em vigor a partir da data de publicação.

PMJP inicia estudos para obras da Barreira do Cabo Branco; Relatório Ambiental deve sair em 120 dias

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Antes tarde do que nunca. A Prefeitura de João Pessoa iniciou os estudos para as obras de contenção da erosão na Barreira do Cabo Branco. O secretário de Comunicação Social, Josival Pereira, informou que o EIA-RIMA – Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto do Meio Ambiente – deve estar pronto nos próximos 120 dias. A partir daí, deve ser aberto um novo processo de licitação.

Pereira explicou que a PMJP propôs fazer uma licitação única, dividida em quatro módulos, incluindo todas as ações necessárias para resolver o problema de desgaste da barreira, mas o Tribunal de Contas do Estado rejeitou a proposta e mandou fazer licitações separadas. “Isso vai demandar ainda mais tempo”, prevê o secretário, referindo-se à burocracia.

A Oposição tem cobrado, de forma insistente, providências da PMJP em relação à barreira. Uma sessão especial chegou a ser realizada na Câmara Municipal, nesta terça-feira. O deputado federal Wilson Filho (PTB) também tem explorado o assunto politicamente, alertando para o risco de perda de recursos orçamentários de uma emenda, de sua autoria, destinados à obras de contenção da erosão da barreira.

A emenda foi apresentada originalmente por seu pai, ex-senador Wilson Santiago, e, segundo a PMJP, tem validade até o final do ano. Os recursos já estariam sendo utilizados paga custeio do EIA-RIMA.

Renan prevê que, “se continuar como está”, cai PMDB para um lado e governo Temer para o outro

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O senador Renan Calheiros, líder do PMDB, voltou a bater de frente com o presidente Michel Temer. Apesar de não se considerar rompido com o Planalto “ainda”, Renan fez previsões sombrias sobre o futuro do governo Temer e do seu próprio partido. “Se continuar assim, vai cair PMDB para um lado e governo para o outro”, avisou.

Renan revelou a jornalistas, em conversas reservadas, seu descontentamento com o rumo que o governo atual vem tomando. Ele disse que o governo é “temporário”, diferente do PMDB que “já prestou relevantes serviços ao País e vai continuar prestando”.

As medidas econômicas, mais uma vez, foram alvo de críticas do líder peemedebista. Renan questionou se o PMDB iria patrocinar as reformas vindas do Planalto sem discutir e deixou claro que suas posições são de cunho político e não pessoal. A Reforma da Previdência, por exemplo, enfrenta sérias restrições do parlamentar. Segundo ele, o projeto só deve ser votado no Senado no segundo semestre. Isso, se passar pela Câmara dos Deputados.

Com Estadão

Afinal de contas, as obras de contenção da erosão da barreira do Cabo Branco serão executadas ou o dinheiro será devolvido?

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Esse lenga-lenga envolvendo a barreira do Cabo Branco já está enchendo o saco. De um lado, a inoperância da Prefeitura de João Pessoa, constatada pelo tempo que faz que a barreira necessita de ações de contenção da erosão e o “socorro” não chega. Do outro, a “politicagem” de setores da Oposição que agem como se estivessem torcendo pela devolução dos recursos federais que poderiam combater o problema. Sem apresentar soluções. Afinal de contas, as obras serão executadas ou o dinheiro vai retornar aos cofres do Governo federal?

Enquanto a PMJP não inicia os trabalhos, a barreira sucumbe. O mais grave ainda é que tem dinheiro para as obras. Mas, o deputado federal Wilson Filho assegura que os R$ 6 milhões alocados através de emenda orçamentária de sua autoria retornarão ao Ministério do Turismo em junho, caso a situação permaneça como está. Os trabalhos deveriam ter iniciado em março.

Na tarde desta terça-feira, a Câmara Municipal debateu o assunto, em audiência pública. Mas, até agora, não chegou-se a um acordo quanto ao futuro de um dos principais cartões postais de João Pessoa. Um fato lamentável que relata fielmente o descaso do Poder Público com as nossas belezas naturais.

Câmara Municipal fará sessões em comunidades para debater problemas da população pessoense

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Aproximar ainda mais o Legislativo dos cidadãos. Esse é o principal objetivo do projeto “Câmara no seu Bairro”, iniciativa da Mesa Diretora da Casa Napoleão Laureano, aprovada por unanimidade na sessão ordinária desta terça-feira (4), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP). A ideia é promover reuniões nas comunidades da Capital para ouvir as demandas da população e encaminhar soluções.

Através do “Câmara no seu Bairro”, os pessoenses terão um contato mais direto com os seus representantes. “O objetivo é ir aos bairros conversar com as pessoas, dar oportunidade aos cidadãos de discutirem conosco as necessidades de cada comunidade”, afirmou o presidente da Casa, Marcos Vinícius (PSDB).

As reuniões serão realizadas em parceria com escolas, associações, ONGs e lideranças locais que possam contribuir com a identificação das carências e apontar saídas. Ao final de cada encontro, a Câmara vai encaminhar aos órgãos competentes as reivindicações da população do bairro.

Para otimizar os trabalhos, a cidade será dividida em regiões, que vão receber, na última quinta-feira de cada mês, uma comitiva composta por vereadores, assessores e a estrutura necessária para realizar as reuniões.

Além de aproximar os cidadãos, a iniciativa tem como meta conscientizar a comunidade sobre a importância de sua participação política e integra um conjunto de ações que estão sendo desenvolvidas pela Casa para promover ainda mais a integração do Legislativo com a cidade de João Pessoa.

Com CMJP

Manoel Júnior ataca de “bombeiro” e descarta rompimento entre Luciano Cartaxo e Marcus Vinicius

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O vice-prefeito Manoel Júnior tem feito de tudo para manter a aliança PSD/PSDB/PMDB, que reelegeu o prefeito Luciano Cartaxo em 2016. Minimiza declarações de tucanos, de aliados do prefeito e até dos próprios companheiros peemedebistas, quando se trata das eleições de 20118. Não bastasse o árduo trabalho, o “bombeiro” teve que entrar em ação novamente, dessa vez para evitar que se alastrem ainda mais os boatos sobre um possível rompimento entre Cartaxo e o presidente da Câmara Municipal, Marcus Vinicius.

Entrevistado nesta terça-feira no programa Rede Verdade, do Sistema Arapuan de Comunicação, Júnior admitiu “problemas pontuais” do prefeito com algum vereador, mas deixou claro que as pendências estão sendo escalonadas. Já em relação a Marcus Vinicius, o vice-prefeito descartou qualquer tipo de enfrentamento. “A relação entre eles tem sido permanente e harmoniosa se existiu algum problema pontual com algum vereador isso está se sendo tratado de forma republicana”, garantiu.

Não é o que se ouve nos corredores da Câmara Municipal. A conversa que circula é que o prefeito teria sinalizado com um tratamento diferenciado à bancada de Situação, deixando a Oposição “a ver navios”. Vinicius, que teve apoio de toda bancada oposicionista em sua eleição, teria discordado. O clima, segundo um vereador da base, teria azedado e Cartaxo decidido brecar qualquer tipo de ajuda aos aliados.

Mas, se Manoel Júnior garante que as pendências estão sendo resolvidas…

Ricardo Coutinho diz quer Cagepa vale “por baixo” R$ 1 bilhão, mas descarta privatização

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) derrubou o discurso da Oposição, que apostava na venda da Cagepa, e garantiu que a empresa não será privatizada, apesar da pressão do Governo federal nesse sentido. Ricardo destacou a importância da Cagepa na vida dos paraibanos e revelou que a companhia e água e saneamento vale “por baixo” pelo menos R$ 1 bilhão.

Um dos argumentos usados pelo governador para descartar a privatização é que a Paraíba vem fazendo, desde 2011, um trabalho de ajuste fiscal para manter em dia com promissos com a folha de pessoal e com fornecedores, sem abrir m~]ao dos investimentos. “A Paraíba, felizmente, não se encaixa no perfil dos Estados quebrados”, afirmou Coutinho, lembrando a situação da maioria dos estados brasileiros.

“Tenho a missão de expressar a decisão sobre a Cagepa. Cito Fernando Pessoa: é tempo de travessia. A Cagepa é o maior patrimônio da Paraíba. Atende a toda a Paraíba, a quase todos os municípios, a quase 3 milhões de clientes. Vale mais de um bilhão. Os serviços de ligação de esgoto aumentaram 75% e é na nossa gestão também aumentou sua arrecadação. A Cagepa já estaria fechada se eu não tivesse feito a responsabilidade tarifária. Nao posso olhar as coisas por eleições e sim com responsabilidade tarifária. Levei muita pancada mas não quebrei a empresa lá trás. Sempre foi preservado o equilíbrio”, afirmou o governador.

Em outro momento da coletiva, no Palácio da Redenção, Ricardo Coutinho voltou a citar a importância da Cagepa para o Estado, lembrando que não pode abrir mão da empresa para o desenvolvimento da Paraíba. “A Cagepa é estratégica para o desenvolvimento do Estado, mas penso eu que ela também é em relação ao futuro e é isso que está em jogo, por isso anuncio que não vou privatizar a Cagepa”, sustentou, arrancando aplausos de servidores e sindicalistas que acompanharam a entrevista.