Nonato e Rodrigo estarão na “linha de frente” da campanha de Luciano Cartaxo

É público e notório que o jornalista Nonato Bandeira teve papel decisivo no processo de rebeldia comandado pelo prefeito Luciano Agra, que perdeu a queda de braço para Estelisabel Bezerra dentro do PSB.

Nonato funcionou como estrategista, construindo discurso e ações que ampararam o salto de Agra, após a derrota na convenção, em direção ao PT de Luciano Cartaxo. Dizem que os três estão agora tão afinados que é dada como certa a filiação do prefeito, após as eleições municipais, ao PT ou ao PPS, dependendo da conjuntura de ocasião, para disputar mandato em 2014.

Além de um dos estrategistas, Nonato deve ser também um dos responsáveis pela imagem de Cartaxo, junto com o próprio candidato e com o presidente do PT, Rodrigo Soares.

O trio “parada dura” promete manter o nível da campanha elevado. Mas, tem deixado claro que isso não significa submissão nem muito menos “retranca”, usando a linguagem esportiva. A ordem na “concentração” petista é aguardar a movimentação dos adversários para atacar na hora certa.

Cartaxo, Bandeira e Soares sabem que muitas críticas virão, seja à gestão do PT de Dilma Roussef, ou à do novo aliado, Luciano Agra. E asseguram que estão prontos para respondê-las, não poupando “munição” para revidar as ações dos concorrentes. Até porque, quando se está numa guerra fica difícil falar em paz.

Sem chances jurídicas, Bira tenta tirar proveito político do veto à sua candidatura

O vereador Ubiratan Pereira tem méritos de sobra para disputar a reeleição. É, sem dúvidas, um dos mais atuantes da atual legislatura. Mas, nem só de méritos vive um candidato. Ou melhor, mesmo com tantos méritos, candidato algum sobrevive sem partido.

Bira, como é conhecido, cometeu o “erro” de apoiar um nome derrotado internamente na disputa para ser indicado candidato a prefeito. Por isso, está sendo punido. Como sabe que suas chances

de reverter o quadro são quase nulas, o vereador resolveu fazer barulho.

Dez entre dez juristas eleitorais garantem que, sem o nome homologado em convenção partidária, político algum é candidato, seja a vereador, prefeito ou qualquer outro mandato. E Bira sabe disso.

Numa linguagem política, poderia-se dizer que Bira está tentando tirar proveito de um “ato de força” do PSB. Já no contexto jurídico, que é onde o processo de desenrola, o vereador estaria apenas exercendo o “jus esperniandi”, que significa o direito de espernear.

Paraíba perde o poeta, político e cidadão Ronaldo Cunha Lima

A Paraíba não perdeu apenas um grande poeta. Perdeu um grande político. Perdeu um grande cidadão. Um poeta capaz de sensibilizar, em verso e prosa, o mais duro coração. Um político capaz de conquistar o voto e a amizade do mais ferrenho adversário. Um cidadão capaz de um gesto de grandeza, mesmo em situação adversa. Assim era Ronaldo Cunha Lima.

Ronaldo não era querido porque era político e poeta. Era querido porque cativava, tinha carisma e sabia como poucos atingir o “ponto fraco” dos que o rodeavam. Não para prejudicar, mas para sensibilizar e atrair. Por isso, deixou uma legião de amigos. De eleitores, então, nem se fala.

Seu discurso não se resumia a palavras. Eram gestos traduzidos em verso e prosa que contagiavam qualquer plateia. Ronaldo era assim. Tinha muitos defeitos porque era humano, mas demonstrava ser incapaz de um gesto desumano.

Até mesmo nas vezes em que deixou a emoção superar a razão, soube ser humilde e pedir perdão. Ronaldo era assim. Poeta, político e cidadão.

 

(….mas quem cantava chorou, ao ver seu amigo partir)

Ronaldo ficou conhecido por seu carisma contagiante

Bira vai usar declarações do próprio advogado do PSB para tentar conseguir registrar candidatura

O advogado do PSB estadual, Ricardo Sérvulo, ‘sem querer’ reforçou os argumentos do vereador Bira, que luta para oficializar sua candidatura, após ter legenda negada pela sigla. Durante entrevista na rádio Miramar FM, na manhã desta sexta-feira (06), o advogado foi categórico ao afirmar que não há instância mais soberana que a convenção do partido para decidir tudo que permeia o processo eleitoral. Detalhe: esqueceu que a convenção, onde foi decidida que a candidata a prefeita seria Estelizabel Bezerra, também oficializou a chapa de vereadores, onde estava registrado o nome de Bira.

A declaração de Ricardo Sérvulo surge como peça chave no processo jurídico iniciado pelo parlamentar, já que não se trata apenas do advogado do partido, mas de um militante socialista, com alto conhecimento do estatuto do partido. Seu conhecimento chega a um nível de tanta expressão,que foi escolhido como coordenador da campanha de Ricardo Coutinho.

Ainda durante a entrevista, e logo após ter confirmado que nenhuma outra situação poderia por a baixo a decisão ‘soberana’ da convenção, o advogado foi questionado sobre se a situação abonaria, então, a candidatura do vereador Bira. Percebendo que pode ter dado o “ouro ao bandido”, Ricardo desconversou.

“Bem, não estou a par do processo em torno do vereador, já que não sou advogado do diretório municipal”, afirmou.

Entenda o caso – Ainda durante reunião do PSB da Capital, no clube Cabo Branco, o vereador Bira recebeu a amarga notícia que seu partido o havia negado legenda, o que deixou nula sua candidatura à reeleição. A decisão tomou tamanha proporção, que chegou a ser notícia no portal Terra, que estranhou a atitude contra um postulante que aparece em 3º nas pesquisas.

Sem maiores justificativas, ficou quase evidente que a posição teria sido punitiva, já que o vereador lutava para emplacar a candidatura do prefeito Luciano Agra, que disputou a vaga no partido com Estelizabel Bezerra. Quem deixou mais claro que a situação estava vinculada a outra foi o próprio governador Ricardo Coutinho(PSB) que afirmou que, sendo ele presidente do partido, teria agido da mesma forma. “Eu não colocaria no time um jogador para fazer gol contra”, disse o gestor socialista.

Diante da situação, Bira resolveu buscar sua vaga pelas vias judiciais. Em sua defesa, o vereador afirma ter cumprido todas as exigências estatutárias, inclusive a de contar com 5% dos filiados abonado sua postulação. “Eu tive 32%”, afirma o vereador.

Na última terça, o vereador conseguiu a primeira vitória em sua batalha nos tribunais: a Justiça determinou que o PSB disponibilize ‘imediatamente’ a ata da reunião onde foi decidido que o vereador não teria legenda. Com o documento nas mãos, os advogados de Bira prometem entrar com uma ação para reverter o quadro.

Cássio confirma para terça-feira votação da Lei das Diretrizes Orçamentárias

A Comissão Mista de Orçamento começa a analisar na próxima terça-feira (10) o relatório final ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2013. A informação é do Gabinete do Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que como vice-presidente da CMO já confirmou presença para votação da matéria. Entre os pontos polêmicos vale destacar a possibilidade de reajuste para os servidores federais e a publicização dos salários do funcionalismo dos órgãos da administração direta e indireta, como as estatais, bancos federais, fundações e agências reguladoras.

Estas regras adaptam a LDO à Lei de Acesso à Informação.Se o texto for sancionado, os órgãos terão que colocar na internet informações como os totais de cargos efetivos, comissionados e de funções de confiança ocupados, com os respectivos gastos mensais.Também se tornarão públicos dados sobre a estrutura remuneratória mensal, por nível ou padrão, de cada cargo, com as vantagens permanentes inerentes à carreira e as vantagens temporárias.

O texto que será votado na Comissão Mista de Orçamento abre brechas para que sejam concedidos reajustes salariais para servidores públicos, desde que sejam negociados com o Executivo. O relator da matéria colocou um dispositivo que autoriza a inclusão do reajuste dos subsídios e da remuneração dos servidores de todos os Poderes e do Ministério Público da União.

O Parecer também determina ao Poder Executivo que mantenha atualizada na internet a relação das programações orçamentárias do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Plano Brasil sem Miséria, especificando o subtítulo ou a descrição do empreendimento, o estágio, a unidade da federação e a execução orçamentária e financeira. Os precatórios e requisições de pequeno valor também deverão ser publicados na internet.

O relatório final da LDO também incluiu dispositivos para obrigar as entidades do Sistema S (como Sesi, Senai e Senac) a divulgar seus orçamentos previstos para 2013, os nomes do dirigentes e do corpo técnico, a estrutura remuneratória, os valores arrecadados, e a especificação de cada receita e despesa, por natureza e finalidade. Não é a primeira vez que a LDO trata da divulgação do Sistema S. O Parecer, porém, amplia os dados que deverão ser disponibilizados na internet.

 

Petista demitido por telefone sai “atirando” contra prefeito da Capital

O secretário de Turismo de João Pessoa, Francisco Linhares integrou mais uma leva de demissões efetuadas na gestão municipal pelo prefeito Luciano Agra (sem partido). O dirigente partidário divulgou uma carta aberta ao prefeito na qual comenta a exoneração. Segue o texto na íntegra:
Carta pública ao prefeito Luciano Agra
 João Pessoa, 05 de julho de 2012
Soube ontem, por telefonema de sua Assessoria, de minha demissão da Secretaria de Turismo da Prefeitura de João Pessoa, onde estive desde meados do primeiro semestre do ano passado. Não me foram dadas quaisquer explicações, nem as pedi. Saio de cabeça erguida e com muito orgulho. Pela nomeação e pela demissão. Saio porque sou leal. Defendo hoje o projeto político e administrativo que abracei, com a mesma lealdade e entusiasmo com que defendi sua gestão, junto à sociedade e ao meu próprio Partido. Não por exigência funcional, mas de coração, por acreditar nos objetivos do projeto e nos princípios do gestor.
No PT, expus-me, indispus-me em sua defesa contra os que criticavam sua Administração e o chamavam de ladrão. E ladrão você não é, tenho absolutíssima certeza. Sua administração é exitosa, até porque é a mais pura continuidade do projeto iniciado há quase oito anos pelo então prefeito Ricardo Coutinho, quando você era secretário e entusiasta desta causa, razão pela qual você hoje é o prefeito de nossa Capital.
Vejo, agora, com surpresa, mas com alguma curiosidade, que minha pregação partidária certamente surtiu efeito. Os que antes enlameavam sua honra, com a leviandade mais irresponsável e a irresponsabilidade mais criminosa, estão juntos de você. Você os acolhe como correligionários de primeira hora. Ou eles têm e você lhes deu razão, no que não acredito, ou mudaram de opinião, o que espero, e não devem tardar em pedir desculpas públicas.
Sou agora absolutamente o mesmo. Meus novos caminhos serão balizados pelas mesmas antigas crenças e princípios, pelos mesmos ideais, pela mesma compreensão e igual vivência do que seja lealdade, um sentimento de nobres, que os submissos jamais entenderão.
Cumpri meu dever. Honrei meus compromissos, inclusive o de lealdade à gestão e à cidade de João Pessoa. Mas minha consciência não vendo nem alugo. Minha liberdade não hipoteco. Continuo o mesmo que você nomeou para a Secretaria de Turismo e se manteve ao longo do processo e da gestão. Se alguém mudou, não fui eu.
Francisco Linhares
Pessoense, economista, servidor público federal

Cartaxo reforçou estrutura, mas perdeu discurso de campanha

O deputado Luciano Cartaxo (PT), que até pouco tempo contava apenas com o reforço do PP, do ministro Aguinaldo Ribeiro, entra em campanha com um grupo de peso, após contabilizar as adesões do PSC, de Marcondes Gadelha, do PPS, de Nonato Bandeira, e do prefeito Luciano Agra. Em termos de estrutura, não tem do que reclamar. Afinal, é o candidato da presidente Dilma Roussef e deve receber uma ajudinha considerável do prefeito.

Até aí, tudo bem. Mas, e em termos de discurso, como o candidato petista vai atuar? Antes do acordo com Nonato e Agra, Cartaxo era um dos maiores críticos das gestões do prefeito e do governador Ricardo Coutinho. Com a mudança de rumo no campo eleitoral, terá que mudar o discurso. Na melhor das hipóteses, poderá adotar o tom crítico apenas em relação ao Governo do Estado. Ou será que Agra aceitará ser bombardeado pelo novo aliado? Não acredito.

Como se pode ver, Cartaxo ganhou estrutura, mas perdeu o discurso. Ou, pelo menos parte dele. Se a troca valeu a pena, só o tempo dirá.

Cícero Lucena deve apostar no “tapetão” para manter Ítalo Kumamoto como vice

Ao contrário do que recomendaram alguns juristas paraibanos, o candidato a prefeito de João Pessoa pelo PSDB, Cícero Lucena, pretende insistir na coligação com o PSC e na indicação do médico Ítalo Kumamoto como seu companheiro de chapa, segundo revelou uma fonte ligada ao senador. Cícero não quer abrir mão do partido e nem substituir, pelo menos de imediato, o vice.

O tucano deve encaminhar hoje ao TRE pedido de registro da chapa homologada em convenção e apostar suas fichas numa eventual batalha judicial entre o ex-presidente do diretório municipal, Rômulo Soares, e o atual presidente do diretório estadual do PSC, Marcondes Gadelha, que fechou apoio ao candidato do PT, Luciano Cartaxo.

Rômulo Soares presidiu os trabalhos na convenção municipal que homologou a coligação com o PSDB, indicando Ítalo Kumamoto para vice de Cícero Lucena. Gadelha destituiu todo o diretório municipal um dia antes da convenção, e alega que a decisão foi nula.

Rômulo assegura que a destituição ocorreu somente após a convenção, o que validaria a aliança com os tucanos. A direção nacional do PSC deu razão a Marcondes Gadelha, mas o ex-presidente municipal recorreu à Justiça Eleitoral, a quem cabe dar a palavra final sobre o caso.

Somente após esgotar os recursos jurídicos, Cícero deve partir para o Plano “B”. Mantida a aliança com o PSC, o candidato tucano terá mais tempo de televisão para expor suas propostas ao eleitor. Caso contrário, terá que escolher outro nome para a vice. Os mais cotados seriam os deputados Aníbal Marcolino, do PSL, e Ruy Carneiro, caso decida por uma chapa “puro sangue”.

 

 

 

Bira promove ato público em protesto contra “perseguição” do PSB

O  vereador Bira (PSB) está convocando a militância para participar de um ato a favor da democracia e em repúdio a perseguição política promovida pela direção municipal do PSB, que está tentando impedir a candidatura do parlamentar.

O ato acontece nesta quinta-feira (05) no auditório do SINTEP, Centro, às 18h. Intitulado “Deixa o povo votar”, o ato deve reunir centenas de militantes que apoiam o mandato popular da cidadania, políticos, artistas, lideranças e populares que estão solidários a causa do vereador Bira.

“A história política paraibana nunca presenciou tamanha perseguição política. Conquistamos mais de 30% dos votos no Congresso Municipal, quando o necessário era apenas 5% para obtermos o direito de concorrer à reeleição. A direção municipal do PSB está pisando no estatuto do partido e patrocinando o ódio. Querem me punir porque tive coragem e fui coerente ao apoiar a candidatura à reeleição do prefeito Luciano Agra”, disse Bira.

Assessoria

Deputado defende sobrinho preso em operação da Polícia Federal

O deputado Branco Mendes (DEM) saiu ontem em defesa do prefeito de Alhandra, Renato Mendes (seu sobrinho), preso semana passada em operação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Controladoria Geral da União.

Branco disse que respeita o poder de investigação do Ministério Público e as ações da Polícia Federal, mas que seu sobrinho foi preso injustamente e não há motivos que justifiquem o seu afastamento do cargo de prefeito. “E a prova mais cabal disto é que o próprio Superior Tribunal de Justiça (STJ), no sábado, liberou dois dos três envolvidos”, comentou Branco.

“Não tenho nada contra o Ministério Público e defendo que a instituição continue investigando, mas divirjo da prisão do prefeito Renato Mendes, que foi negada pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região (em Recife), como não concordo com o pedido de afastamento dele do cargo para o qual foi eleito legitimamente e vem trabalhando com empenho e aplicando corretamente o dinheiro público”, afirmou o deputado.

Segundo Branco, Renato Mendes está com sete anos e meio de mandato, tem 75% de aprovação administrativa, nunca teve uma conta rejeitada, sempre pagou em dia aos servidores e fornecedores, não tem antecedentes criminais e tem proporcionado ao município de Alhandra um momento importante no seu desenvolvimento, com a atração de grandes empreendimentos industriais.

Conforme Branco Mendes, a prioridade do prefeito Renato Mendes, neste momento, é continuar cuidando do povo de Alhandra e provar sua inocência.

“Eu passei dez anos como ordenador de despesa em Alhandra e nunca tive qualquer pendência perante os tribunais. E sempre recomendei a Renato que seguisse o meu exemplo. Ele tem se comportado como deve e não pode ser afastado do cargo porque ele provará que não cometeu irregularidades”, declarou o deputado, ontem pela manhã.

Branco defende o direito de defesa do prefeito Renato Mendes, que foi ouvido por três meses em escutas telefônicas, que não têm qualquer indício de irregularidades com recursos da saúde, da educação, por exemplo. Dentre os prefeitos investigados, Renato foi o único que não recebeu verba federal.