CREA entrega ao Ministério Público laudo técnico sobre obras da Lagoa na próxima terça-feira

Gilcélia Figueiredo preside o CREA (Imagem da Internet)

Gilcélia Figueiredo preside o CREA (Imagem da Internet)

O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Paraíba (CREA) deve entregar na próxima terça-feira, ao Ministério Público Estadual, laudo técnico sobre as obras da Lagoa do Parque Solon de Lucena, executadas pela Prefeitura de João Pessoa, onde a Controladoria Geral da União (CGU) apontou desvio de R$ 9 milhões. O parecer foi solicitado semana passada, durante inspeção do MPE às obras.

No documento, o CREA dirá se as obras executadas pela gestão do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) estão de acordo com o projeto original, aprovado pela Sudema e pelo Iphaep – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba.

Além do parecer do CREA, que deverá ser entregue ao promotor João Geraldo, cópia do relatório da CGU, apontando desvio de recursos nas obras da Lagoa, foi encaminhado à Polícia Federal e ao Fórum de Combate à Corrupção (Focco). Na Câmara Municipal também tramita um pedido de CPI para investigar as denúncias.

OAB cria comissão para apurar denúncias de desvio de recursos nas obras da Lagoa

OAB Lagoa

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraíba (OAB-PB) vai instalar uma comissão especial para investigar as denúncias de desvios de recursos e de superfaturamento na obra de revitalização do Parque Solon de Lucena – Lagoa. Os indícios de fraude foram apontados pela Controladoria Geral da União (CGU).

A informação foi revelada nesta quarta-feira (23) pelo presidente da OAB-PB, Paulo Maia, que recebeu a visita dos vereadores Felipe Leitão (sem partido), Fuba (PT), Raoni Mendes (Democratas) e Renato Martins (PSB).

Os quatro vereadores se juntaram a outros seis parlamentares e apresentaram na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) o pedido de instalação de uma CPI par apurar os indícios apontados pela CGU. A instalação da comissão do Parlamento da Capital aguar parecer da procuradora jurídica da CMJP.

O vereador Renato Martins deu detalhes do encontro com Pablo Maia. De acordo ele, o presidente da OAB-PB já havia ouvido falado da questão da Lagoa, mas não sabia que era tão grave. Ele teria dito, segundo Martins, que criaria portaria oficial instituindo comissão para investigar o que está posto no relatório da CGU e tomar as medidas constitucionais cabíveis no âmbito da OBA em casos de improbidade administrativa.

“Primeiro investigar, em constatando, fazer cumprir o papel constitucional da OAB quando se constata caso de improbidade administrativa. Aí ele (Pablo Maia) vai designar os advogados da comissão para que façam a investigação e tomem as medidas jurídicas cabíveis para casos de improbidade administrativa”, relatou Martins.

“Ele disse que podia acompanhar a portaria. Ele vai chamar uma reunião da OAB, vai expor o relatório (da CGU) e discutir os nomes que irão compor a comissão. Depois irá emitir a portaria e a comissão vai ter o tempo dela para trabalhar”, concluiu.

Com Paraibaja.com.br

Novos documentos mostram que Cícero Lucena e Romero Rodrigues também receberam dinheiro da Odebrecht

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

Na lista, dois paraibanos são citados, ambos do PSDB, são eles: Romero Rodrigues, prefeito de Campina Grande e Cícero Lucena, ex-senador da Paraíba. Na planilha aparece o nome do ex-senador seguido das iniciais ‘JPE’, o que sugere o nome da cidade de João Pessoa, e de Romero, seguido das iniciais ‘CGN’, que remete à cidade de Campina Grande.

Nas redes sociais o prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), citado na lista dos políticos que receberam “doações” da Odebrecht, construtora investigada pela Operação Lava Jato, também negou que tivesse recebido recursos da empreiteira para custear a campanha eleitoral e descartou qualquer tipo de envolvimento com a Construtora

O tucano, conforme a planilha divulgada hoje pela Polícia Federal, teria sido beneficiado com R$ 300 mil nas eleições de 2014, todavia, nesse período, ele não disputou nenhum cargo eletivo, fato que também foi alegado pelo senador Cícero Lucena.

Ele, que é primo do senador Cássio, líder do PSDB no Senado Federal, disse ainda que, se for preciso, coloca à disposição todo os seus sigilos: bancário, fiscal e telefônico, para provar que não recebeu nenhum recurso da empreiteira e que está isento das suspeitas.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

Obebrecht

Com informações do PB Agora.com.br

Emenda constitucional permite ao vereador assumir vaga na Assembleia Legislativa sem perder mandato

Imagem da Internet

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A edição do Diário Oficial da Paraíba desta quarta-feira trouxe publicação de emenda constitucional que permite ao vereador assumir vagas na Assembleia Legislativa sem perder o mandato. Promulgada pela Assembleia Legislativa, a emenda prevê a licença sem vencimento, pelo vereador, das atividades da Câmara Municipal para assumir interinamente vaga na Casa de Epitácio Pessoa.

A mudança aprovada acrescenta o inciso III ao parágrafo 1º do Art. 19 da Constituição da Paraíba. Conforme o dispositivo, não perderá o mandato o vereador “investido, interinamente, nos cargos de deputado federal, deputado estadual e senador”.

A decisão soluciona impasses como o que viveu o vereador de Cabedelo Arthur Cunha Lima Filho (PRTB), que assumiu vaga na Assembleia Legislativa como suplente de sua coligação, posição conquistada nas eleições de 2014, mas teve o mandato questionado durante o período em que foi deputado. O Ministério Público contestou judicialmente decisões de Câmaras Municipais, incluindo a de Cabedelo, que permitiam a posse sem perda do mandato aos vereadores. Com a publicação da emenda à Constituição do Estado, qualquer vereador pode assumir o mandato de deputado, na condição de suplente, sem perder o mandato.

Com apoio de 14 partidos, Azevedo já pensa em maioria na Câmara Municipal de João Pessoa

Imagem da Internet

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João Azevedo tem demonstrado otimismo em relação à sucessão municipal em João Pessoa. Mesmo estando atrás nas pesquisas. Ele acha que, quando a campanha começar, os 14 partidos que lhe apoiam e o governador Ricardo Coutinho farão a diferença em relação aos adversários. Essa diferença, de acordo com o pré-candidato do PSB, será notada não apenas na eleição majoritária, mas também na proporcional.

Segundo Azevedo, a perspectiva de vitória no campo proporcional é muito boa devendo resultar em maioria na próxima composição da Câmara Municipal porque “estamos trabalhando no sentido de garantir uma base ampla e sólida de partidos aliados”. Mesmo assim, o pré-candidato fez uma ressalva: “Vamos reunir lideranças comprometidas com o modelo de gestão do PSB, comprometidas em ajudar as pessoas e fazer nossa cidade se desenvolver”.

Assim como Adriano Galdino, pré-candidato a prefeito de Campina Grande pelo PSB, Azevedo vem pregando a instalação de u modelo de gestão idêntico ao executado pelo governador Ricardo Coutinho no Estado.

Durante Encontro de Governadores, Ricardo Coutinho diz que Brasil precisa voltar a movimentar economia

Encontro de governadores

O governador Ricardo Coutinho participou, nesta terça-feira (22), em Brasília, da reunião do Fórum Permanente de Governadores, na Residência Oficial de Águas Claras, que teve como tema central de discussão o alongamento do prazo para o pagamento das dívidas que as unidades da Federação têm com a União. Os governadores avaliaram a proposta que o governo federal encaminhou para o Congresso Nacional, ressaltando que os Estados estão convergindo em busca de soluções que levem o Brasil a ter condições de superar as adversidades e retomar o crescimento.

A reunião do Fórum Permanente de Governadores contou com a participação de 14 chefes de Executivos. Segundo eles, se o projeto de alongamento do prazo para o pagamento das dívidas for aprovado no Congresso Nacional e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, os passivos serão pagos em até 50 anos. A legislação atual prevê 30 anos para a quitação.

No caso da Paraíba, esse alongamento do prazo permitiria que o Estado ganhasse um pouco de fôlego para atravessar a crise pela qual passa o país. Com a diminuição das parcelas mensais pagas ao Governo federal, seriam economizados R$ 16 milhões – R$ 3,5 milhões referentes à dívida com a União e R$ 12,5 milhões do BNDES – cujos recursos poderiam ser direcionados para projetos de infraestrutura e sociais, entre outros.

“O Brasil precisa voltar a movimentar a economia. Eu tenho certeza absoluta que com recursos para habitação, para estradas, para escolas, a gente vai gerar mais empregos e aumentar o potencial de consumo e retomar o caminho do crescimento. O que não se pode é ter todos os meses quedas contínuas de arrecadação. O país não pode continuar paralisado, nós temos que dar respostas claras e essa resposta passa pela economia. Precisamos ativar a economia para que o povo brasileiro efetivamente possa voltar a viver dias melhores”, enfatizou o governador Ricardo Coutinho.

Precatórios

Ainda durante a reunião do Fórum Permanente, os governadores discutiram a proposta que permite a utilização de até 40% dos depósitos judiciais privados para pagamento de precatórios (débitos do governo em face de condenações na Justiça). “Não tem sentido os Estados deverem precatórios e enquanto isso os recursos estarem disponibilizados simplesmente rendendo e as pessoas sem poder receber os seus precatórios”, observou.

Além do governador Ricardo Coutinho, o encontro contou com a presença dos governadores de Alagoas, Renan Filho; do Amazonas, José Melo de Oliveira; da Bahia, Rui Costa; do Ceará, Camilo Santana; de Goiás, Marconi Perillo; de Mato Grosso, Pedro Taques; do Pará, Simão Jatene; de Pernambuco, Paulo Câmara; do Piauí, Wellington Dias; do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori; de Rondônia, Confúcio Moura; de São Paulo, Geraldo Alckmin; e do Tocantins, Marcelo Miranda. Também compareceram os vices-governadores do Acre, Nazareth Araújo; do Amapá, Papaléo Paes; do Espírito Santo, César Colnago; e do Paraná, Cida Borghetti. Havia ainda representantes dos governos do Rio de Janeiro, de Roraima e de Mato Grosso do Sul. À tarde, eles estiveram no Congresso dialogando em conjunto com os presidentes das duas casas legislativas sobre a matéria.

Pedidos de empréstimo

O governador Ricardo Coutinho encaminhou ofício ao ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, solicitação a inclusão de operações de crédito na revisão do Programa de Ajuste Fiscal, triênio 2016-2018. As operações são no valor de R$ 1,2 bilhão, para investimento em programas de infraestrutura e ampliação do esgotamento sanitário do município de Patos.

Ricardo argumenta que o Estado vem pagando pontualmente as operações de créditos contraídas anteriormente, vem cumprindo as metas do Programa de Ajuste Fiscal e tem capacidade de endividamento.

Durval deve anunciar nesta quarta-feira decisão sobre CPI da Lagoa e Oposição já fala em acionar Justiça

Imagem da Internet

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O presidente Durval Ferreira (PP) previu para esta quarta-feira o anúncio da decisão sobre os quatro pedidos de instalação de CPIs na Câmara Municipal de João Pessoa. Três são da bancada de Situação e apenas u da Oposição. Mesmo assim, a CPI solicitada para investigar denúncias de desvio de recurso público nas obras da Lagoa, do Parque Solon de Lucena, é a mais polêmica. Tanto que a Oposição já fala em recorrer à Justiça, caso sinta qualquer movimento para postergar sua instalação.

Semana passada, Durval Ferreira revelou já ter recebido pareceres da Procuradoria Jurídica da Casa, mas só anunciaria a decisão final da Mesa Diretora, sobre a instalação ou não das CPIs, nesta quarta. “Vamos torcer pelo bom senso da presidência, mas se a CPI não for instalada esta semana vamos recorrer à Justiça. A peça (ação) já está pronta”, avisou o vereador Renato Martins.

Demonstrando tranquilidade, o presidente da Câmara Municipal deixou claro que não há qualquer tipo de manobra para retardamento das CPIs, mas sim o seguimento da tramitação regimental que as propostas precisam ter. Segundo Durval Ferreira, “da mesma forma como não temos intenção de retardar, não podemos atropelar os ritos regimentais que demandam tempo”.

Sinais de outra batalha pela frente.

Dilma se reúne com juristas, descarta renúncia e classifica de golpe tentativas de tirá-la da presidência

Dilma e juristas

A presidente Dilma Rousseff voltou a classificar de “golpe” nesta terça-feira (22) o processo de impeachment que ela é alvo na Câmara dos Deputados e reafirmou que não irá renunciar “jamais”. A petista deu a declaração durante ato organizado no Palácio do Planalto para que dezenas de profissionais do meio jurídico manifestassem apoio ao governo e se posicionassem contra a tentativa de afastá-la da Presidência.

Juristas, advogados, promotores, magistrados e defensores públicos participaram do evento batizado de Encontro com Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia. O evento foi organizado para demonstrar contrariedade a ações recentes do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, como a divulgação de áudio de conversa telefônica entre Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não cabem meias palavras: o que está em curso é um golpe contra a democracia. Jamais renunciarei. Pode se descrever um golpe de estado com muitos nomes, mas ele sempre será o que é: a ruptura da legalidade, atentado à democracia”, enfatizou Dilma no evento.

“Não importa se a arma do golpe é um fuzil, uma vingança ou a vontade política de alguns de chegar mais rápido ao poder. Esse tipo de sinônimo, esse tipo de uso inadequado de palavras é o mesmo que usavam contra nós na época da ditadura para dizer que não existia preso político no Brasil quando a gente vivia dentro das cadeias espalhadas pelo país”, complementou a petista.

A presidente da República foi recebida no salão do palácio no qual foi realizado o ato aos gritos de “não vai ter golpe” e “olê, olê, olá! Dilma, Dilma!”. As palavras de ordem que classificam a tentativa de afastar a petista da Presidência foram repetidas em diversos momentos do evento pela plateia.

Na condição de ex-presidente da Associação Nacional de Juízes Federais (Ajufe), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), foi o primeiro a discursar no evento de apoio à presidente. Diante de Dilma, ele afirmou que, na avaliação dele, a divulgação dos grampos telefônicos que interceptaram uma conversa da petista foram “absolutamente ilegais”.

“Estamos assistindo a um crescimento dramático de posições de porte fascista representadas pela violência cometida por grupos inorgânicos sem líderes e em busca de um fuhrer [expressão alemã usada para designar um líder ou um chefe], de um protetor. Ontem, as Forças Armadas. Hoje, a toga supostamente imparcial e democrática”, discursou Dino, sendo ovacionado pela plateia convidada pelo governo.

Segundo o governador maranhense, “se um juiz quiser fazer passeata, basta pedir demissão do cargo”. Dino foi intensamente aplaudido ao afirmar que Dilma tem “autoridade, como poucos no país”, porque “sacrificou” a vida e “pôs em risco a integridade física” para defender o regime democrático.

Além de Dilma, representaram o governo no ato político os ministros José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União), Eugênio Aragão (Justiça), Edinho Silva (Comunicação Social) e Jaques Wagner ( chefe de gabinete).

Lula
O juiz federal Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti foi um dos profissionais do direito que discursaram no evento. O magistrado criticou a tese de que Lula teria sido nomeado ministro da Casa Civil para obstruir a Justiça – em razão de passar a ter foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal ao assumir o cargo no primeiro escalão.

De acordo com Bezerra Cavalcanti, mesmo estando sob a alçada da Suprema Corte, o ex-presidente não deixaria de ser investigado.

“A nossa casa maior da Justiça é uma casa de impunidade? Penso que não. No passado longínquo, até pode ser, mas na época em que o procurador-geral da República era um engavetador-geral. Hoje, depois que o presidente Lula adotou essa postura e Dilma a manteve, não. Digo aos meus alunos: não pensem que nunca houve tanta corrupção, pensem que nunca houve tanta apuração de corrupção.”

O professor de direito da Universidade de Brasília (UnB) Marcelo Neves disse que a corrupção deve ser combatida, mas, sem citar nomes, criticou vazamentos “ilegais” e o que ele classificou de “absurdo pedido de prisão preventiva de Lula”. Na opinião dele, a iniciativa do Ministério Público mostra “clara parcialidade” para “macular” o ex-presidente e o governo.

“Nem juízes, nem ministros do Supremo Tribunal Federal estão acima da lei e da Constituição. Portanto, não é ser contra uma operação policial e uma atuação judicial contra a corrupção. É ser contra a parcialidade, a ilegalidade e a inconstitucionalidade de parte dessas operações, que procuram, de maneira parcial, tornar um grupo desprezível e outro, glorificado”, declarou Neves.

“Ao receber [os áudios entre Lula e Dilma], ele [Sérgio Moro] teria que encaminhar imediatamente para o ministro Teori [Zavascki, relator da Lava Jato no STF]. Mas ele mandou para a TV Globo, divulgou para criar uma convulsão e, só agora, mandou para o Teori”, completou.

Estado democrático ‘ameaçado’
No ato de apoio a Dilma, o sub-procurador da República João Pedro de Sabóia Filho afirmou que o estado democrático está “ameaçado” por aqueles que querem “manipular a Justiça” e substituir o governo da presidente Dilma Rousseff.

Sabóia Filho arrancou sorrisos da plateia ao pedir que haja “menos coxinha e mais croquete” – o termo “coxinha” é atribuído por pessoas favoráveis ao governo àqueles contrários.

“Nós não vamos assistir de braços cruzados à instrumentalização da Justiça, nem vamos assistir de braços cruzados e permitir que façam com Dilma a mesma covardia que fizeram com Getúlio Vargas”, afirmou.

Lava Jato
Responsável pela defesa de parte dos réus da Lava Jato, o criminalista Alberto Toron criticou no evento o juiz federal Sérgio Moro, a quem ele chamou de “juiz do principado de Curitiba”. Para Toron, o magistrado paranaense tem “arrombado a legalidade” ao negar regras constitucionais.

“Estamos diante de um paradoxo hoje. Em plena democracia, uma autoridade constitucionalmente incumbida de zelar por valores constitucionais, de zelar pela aplicação reta do direito, perversamente descumpre à luz do dia mandamentos claros, que não comportam muita interpretação.”

Toron atacou ainda os “vazamentos” ocorrido na Operação Lava Jato. “Quando o juiz não é alvo de atenção de corregedorias e do Conselho Nacional de Justiça, temos uma franca impunidade – e que hoje se fala tanto – por uma atividade marcadamente ilegal”, completou.

Com G1

Presidente do PTB “fecha portas” para aliança com Cartaxo: “Não cumpre nada com ninguém”

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Presidente do PTB na Paraíba, o ex-senador Wilson Santiago não quer nem ouvir falar em aliança com o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo. Segundo ele, Cartaxo é acostumado a não cumprir acordos e essa “característica” não é comum nem aceita pelos petebistas. “Ele não cumpre nada com ninguém. Queremos fazer alianças com quem tem compromisso com o PTB e com a cidade”, explicou Santiago.

A decisão é compactuada com o filho do ex-senador, deputado federal Wilson Filho, pré-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PTB. Wilson vem buscando unir as forças de Oposição para garantir alternativa ao eleitorado pessoense, diante do quadro de estagnação gerado pela atual gestão municipal. “João Pessoa precisa voltar a cuidar de seus habitantes, oferecer um serviço de Saúde adequado e uma Educação digna. Essas duas propostas integram o programa do PTB”, afirmou Wilson Filho.

E ainda tem gente sonhando com apoio do PTB a Cartaxo….É demais.

João Henrique anuncia volta e suplente Arthur Filho deve deixar Assembleia Legislativa

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O deputado João Henrique (DEM) deve retornar à Assembleia Legislativa logo após a Semana Santa. Com isso, o suplente Arthur Cunha Lima Filho, do PRTB, deixa a titularidade do mandato na Casa de Epitácio Pessoa e volta à Câmara Municipal de Cabedelo, onde é vereador. Filho do atual presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Arthur Cunha Lima, Arthurzinho substituiu João Henrique durante os 121 dias de sua licença para tratamento de saúde.

A operação desfalca a bancada governista, já que Arthur Filho vinha acompanhando as decisões da bancada do governador Ricardo Coutinho (PSB). “Volto rejuvenescido para continuar fazendo oposição ao Governo de Ricardo Coutinho”, avisou João Henrique, após se submeter a uma bateria de exames.