Vereador chama Cartaxo de Odorico Paraguaçú e diz que João Pessoa está se transformando numa Sucupira

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O vereador Raoni Mendes (DEM) provocou risos na manhã desta quinta-feira, na Câmara Municipal de João Pessoa, ao comparar o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) a Odorico Paraguaçú, o polêmico gestor que transformava ações de pequeno porte ou fictícias em grandes obras para enganar a população.

Na obra de Dias Gomes, transformada numa das novelas de maior audiência da Rede Globo, Odorico Paraguaçú era o prefeito de Sucupira. Ele se mantinha no cargo às custas de mentiras e corrupção.

O maior sonho de Odorico e maior promessa de sua gestão era inaugurar o cemitério da cidade, obra que nunca saiu do papel por falta de defuntos. Em Sucupira, a taxa de mortalidade era zero.

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“Enquanto o lixo e o mato tomam conta dos canteiros e das vias públicas, o prefeito Luciano Cartaxo se gaba de inaugurar pintura de meio fio, escolas e praças. A diferença dele para Odorico (Paraguaçú) é pequena. Infelizmente, João Pessoa está sendo transformada numa Sucupira”, comparou Mendes.

Segundo o vereador, além da “afinidade administrativa” com o prefeito de Sucupira, Cartaxo teria ainda auxiliares bem parecidos com outros personagens da cidade fictícia. Só não citou nomes. Nem precisava.

Após reunião do diretório municipal, PPS deve anunciar apoio a João Azevedo em João Pessoa

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O diretório municipal do PPS se reúne nesta quinta-feira para confirmar oficialmente o rompimento com o prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Durante o encontro, o partido deve aprovar também apoio à pré-candidatura do ex-secretário João Azevedo (PSB) a prefeito de João Pessoa.

O PPS não só apoiou, como indicou Nonato Bandeira para vice de Luciano Cartaxo nas eleições de 2012. O afastamento de Bandeira, que queixou-se de isolamento e humilhações por parte da gestão municipal, foi a gota d’água que faltava para o rompimento.

Ao mesmo tempo em que se afastou de Cartaxo, Bandeira abriu entendimentos com o PSB do governador Ricardo Coutinho e João Azevedo. Arestas foram quebradas, abrindo caminho para seu retorno ao grupo girassol. Mesma situação do vereador Bruno Farias, que chegou a ser secretário de Turismo na gestão de Cartaxo.

Trocando em miúdos, falta apenas a ofoioficializaç

TCE cobra explicações da Prefeitura de João Pessoa sobre uso de verbas da Lagoa em obras no Valentina Figueiredo

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A Prefeitura de João Pessoa está desviando dinheiro das obras da Lagoa para outras obras da Capital, no bairro do Valentina. A constatação foi da auditoria do Tribunal de Contas do Estado, que deu um prazo de 30 dias para que o secretário de Infraestrutura de João Pessoa, Cássio Augusto Andrade, explique as irregularidades apontadas em licitação destinada a realizar obras públicas nos bairros de Valentina Figueiredo e Mangabeira. O conselheiro Fernando Catão expediu Medida Cautelar, homologada, por unanimidade, na última sessão da 1ª Câmara Deliberativa.

Segundo o relator, o órgão de instrução do TCE, com base na
documentação encartada nos autos, elaborou relatório, sugerindo a notificação do gestor, diante das irregularidades apontadas no processo, citando a ausência da solicitação da Unidade competente para a abertura da licitação, envio fora do prazo do contrato e justificativa da fonte de recursos para a licitação ser o Contrato de Repasse nº 100353418/2012, Ministério das Cidades/ Caixa, “uma vez que o mencionado acordo prevê que os recursos devem ser aplicados no Parque Solon de Lucena, conforme o Plano de Trabalho”.

O relator disse,ainda, que mesmo notificado pelo Tribunal, o
secretário não apresentou as justificativas. O processo licitatório envolve a
Concorrência nº 703/2014, oriunda da Seinfra, tendo por objeto a seleção de
empresa para Construção da ligação entre as ruas Celita Lira Portela com a Rua Abel B. de Lima/Rua Teotônio de Souza no Valentina/Mangabeira, em João Pessoa. O processo teve como vencedora a empresa A3T Construção e Incorporação Ltda.

Prefeitura – O secretário da Seinfra, Cássio Andrade, explicou que o convênio da Prefeitura com o Governo Federal, no valor de aproximadamente R$ 41 milhões, previa a utilização em dois projetos: da Lagoa e das pontes. Desse montante, R$ 37 milhões seriam para as obras da Lagoa e R$ 4 milhões para a construção de quatro pontes.

De acordo com Cássio Andrade, a PMJP chegou a realizar licitação para as obras das pontes, mas como o Governo Federal deixou de empenhar R$ 10 milhões dos recursos do convênio, o processo licitatório foi cancelado. “Resolvemos não iniciar as obras para não ter que parar”, argumentou o gestor.

Cássio Andrade adiantou ainda que como não havia recursos para as obras das pontes, foi solicitado ao Ministério que o saldo remanescente fosse utilizado em pavimentação de ruas, cerca de R$ 3 milhões.

Com Clickpb

LEI ESTADUAL: Empresa que entregar boleto atrasado será multada em R$ 1 mil

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A Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, projeto de lei do deputado Gervasio Maia (PSB) que prevê multa para empresas que entregarem boletos fora do prazo de pagamento aos clientes. Os infratores pagarão R$ 1 mil por cada boleto em atraso, dinheiro que será revertido para um Fundo Especial administrado pelo Governo do Estado.

De acordo com o projeto, caberá aos Procoms receber as denúncias e multar as empresas quando necessário. Para denunciar a irregularidade, o cliente deve se dirigir a uma unidade do Procom e apresentar a fatura que recebeu em atraso ou declarar que não recebeu, se for o caso.

Segundo o autor da proposta, a punição é uma forma de proteger os direitos dos clientes
e evitar que as empresas continuem ganhando rios de dinheiro sem cumprir suas obrigações. “Da mesma forma que o cliente tem obrigação de pagar a conta, a empresa prestadora do serviço tem obrigação de entregar o boleto no prazo previsto para que o pagamento seja efetuado”, explicou Maia.

Clima esquenta na Assembleia Legislativa e deputados quase vão às vias de fato

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O clima voltou a esquentar agora a pouco no plenário da Assembleia Legislativa, forçando o deputado Nabor Wanderley (PMDB) a encerrar a sessão temendo enfrentamento físico entre os colegas. O problema foi provocado por um requerimento que Jeová Campos (PSB) queria aprovar propondo audiência pública para discutir a chegada das águas do São Francisco na Paraíba. Bruno Cunha Lima (PSDB) deixou o plenário e quebrou o quorum, prejudicando a votação do requerimento.

Jeová Campos lamentou a saída do deputado tucano e acusou a Oposição de prejudicar o quorum para evitar a votação de matérias da bancada de Situação.

O primeiro a reclamar foi o líder da Oposição, Renato Gadelha (PSC), que lembrou a saída do plenário de parlamentares governistas. Mas, Raniery Paulino (PMDB) foi quem reagiu de maneira mais ríspida. Disse que não aceitava a responsabilidade de quebra de quorum, acusando os governistas de abandonar o plenário, e ainda chamou Jeová Campos de “Leviano e Chiliqueiro”.

Com o dedo em riste, Jeová partiu em direção a Raniery de foi contido pelos colegas. Os dois trocaram farpas e só não chegaram às vias de fato devido à interferência dos demais deputados. Bruno Cunha Lima chegou ao plenário e deu de cara com Jeová próximo à saída para a garagem. Os dois também trocaram farpas, antes do socialista deixar o plenário e as coisas se acalmarem.

Não fosse a ação dos “bombeiros”, o “incêndio” teria causado sérios prejuízos.

Bruno Farias “estréia” na Oposição e diz que situação de pacientes do Trauminha é “aterrorizante”

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O vereador Bruno Farias (PPS) fez sua “estreia” oficial na bancada de Oposição nesta quarta-feira, abordando as irregularidades registradas pelo Conselho Regional de Medicina, após fiscalização, no Hortotrauma de Mangabeira, o famoso Trauminha. Farias leu o relatório do CRM em plenário e disse que a situação dos pacientes do Trauminha é “aterrorizante”.

“Nem hospital de guerra opera nas condições do Trauminha. É um martírio, é aterrorizante a situação dos milhares de pacientes tratados naquele estabelecimento médico”, avaliou o parlamentar do PPS.

Bruno Farias fez ainda mais uma denúncia grave em relação ao Trauminha. Segundo ele, pacientes estão pedindo alta antes do tempo para deixar o hospital, mesmo correndo risco de complicações de saúde posteriormente. “A fila do osso tem mais de mil pessoas esperando, de acordo com o CRM, sem falar na falta da higiene. É barata por todo lado”, sustentou.

Sem dúvidas, a Oposição ganhou um grande reforço.

Nabor aponta rachaduras em barragens do Sertão e cobra avaliação técnica de reservatórios

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O deputado Nabor Wanderley (PMDB) sugeriu avaliações técnicas semestrais de barragens, escolas e estradas estaduais pelos órgãos competentes para evitar prejuízos maiores posteriormente. Nabor apontou rachaduras na barragem da Farinha, em Patos, que precisam ser analisadas para, se for o caso, o Governo do Estado adotar as providências cabíveis. “Queremos que a AESA examine a situação. Se não houver ameaça de rompimento, tudo bem. Mas, não podemos arriscar que isso ocorra”, justificou.

Mesma providência cobrou o parlamentar peemedebista do DENOCS em relação aos reservatórios que monitora no Estado.

Nabor considera interessante a criação de uma comissão permanente de avaliação para fiscalizar barragens, escolas e estradas, promovendo os ajustes onde for necessário. “Seria importante para que o Governo tenha uma radiografia da situação em todo o Estado”, sustentou.

Gervasio Maia rebate deputado tucano e cobra obra importante deixada pela gestão de Cássio

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O deputado Gervasio Maia (PSB) usou a tribuna nesta quarta-feira para rebater críticas do deputado tucano Tovar Cunha Lima ao governador Ricardo Coutinho por utilizar a aeronave do Governo do Estado para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Fortaleza. Maia disse que a justificativa apresentada pelo líder do governo, Hervázio Bezerra (PSB), lhe satisfez. Mesmo assim, respondeu a Tovar. “Acabou a farra da aluguel de aeronaves na Paraíba. Naquela época, do governador do seu partido, deputado Tovar, dinheiro voava pela janela. Naquela época, o governador se reunia com aliados para distribuir cheques da FAC”, afirmou Maia.

Segundo o peemedebista, nos governos de José Maranhão (PMDB) e de Ricardo Coutinho, servidor estadual não foi obrigado a tomar dinheiro emprestado aos bancos para receber seu próprio salário. “Se o deputado quiser, faremos esse debate do retrovisor sem problemas. É até bom para que ele me aponte uma obra importante deixada pela gestão de Cássio. Quando tomou posse, Maranhão encontrou várias obras paralisadas. Os hospitais de Itabaiana e Queimadas, o deputado Doda de Tião é testemunha. O Hospital de Trauma de Campina Grande foi Maranhão quem entregou. Para mim, este assunto está encerrado, mas não temos medo do debate”, avisou Maia.

Tovar calado estava, calado ficou.

OPERAÇÃO PÃO E CIRCO: Três ex-prefeitos e outros vinte réus serão ouvidos nesta quarta-feira

Pelo menos três ex-prefeitos e outros 20 réus vão prestar depoimento, nesta quarta-feira (13), ainda sobre a Operação Pão e Circo, que investigou um esquema de superfaturamento em contratos para a realização de festas como o São João e outras comemorações.

Estão no banco dos réus os ex-prefeitos de Solânea, Francisco de Assis, mais conhecido como Doutor Chiquinho; de Alhandra Renato Mendes, sobrinho do deputado Branco Mendes; e de Sapé, João da Utilar.

A audiência de instrução e julgamento acontece às 14h, no Fórum Criminal de João Pessoa. O processo foi incorporado ao mutirão de Improbidade Administrativa do Tribunal de Justiça da Paraíba.

As investigações apuram irregularidades de festas realizadas desde 2008. Á época, cerca de 360 pessoas entre policiais federais, militares, auditores da CGU e promotores participaram da operação.

De acordo com o MP, os presos teriam fraudado licitações e processos através de empresas fantasmas e documentos falsos para realizar eventos festivos, shows pirotécnicos e montagem de estruturas para festas como São João, São Pedro, Carnaval e Reveillon com valores acima dos cobrados. Oswaldo Trigueiro contou que a esposa de um prefeito chegava a vender espaços em camarotes durante as festas.

Os investigados devem responder de acordo com a participação de cada um no esquema. Os crimes mais comuns flagrados na operação são fraude a licitações, corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, formação de quadrilha, falsidade ideológica e documental, desvio de verbas públicas e lavagem de dinheiro. Um suspeito também pode ser indiciado por posse ilegal de arma. Juntando todos os crimes, a pena máxima possível chega a 48 anos de prisão.

Com PBAgora

Durval Ferreira tem até segunda-feira para explicar à Justiça por que não instalou ainda CPI da Lagoa

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O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, Durval Ferreira (PP), tem até a próxima segunda-feira para explicar por que não instalou ainda a CPI da Lagoa, solicitada pela bancada de Oposição para investigar denúncia de desvio de recursos públicos da ordem de R$ 9 milhões registrada em relatório da Controladoria Geral da União. O prazo de dez dias foi estabelecido pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública, Marcos Coelho de Sales, que aprecia Mandado de Segurança, com pedido de liminar, impetrado pela Oposição para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Outros três pedidos de CPIs foram apresentados à Mesa Diretora pela bancada do prefeito Luciano Cartaxo (PSD). Durval Ferreira encaminhou todos para a Procuradoria Jurídica da Casa, mas até agora não divulgou os pareceres que recebeu nem definiu data para anunciar se as comissões serão ou não instaladas.

“Esperamos que o presidente apresente logo suas razões para que possamos ter uma decisão rápida da Justiça”, afirmou o vereador Bruno Farias.