Marqueteiros da campanha do PT confirmam no TSE que Dilma sabia do uso de caixa dois nas eleições de 2014

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A situação da ex-presidente Dilma Roussef (PT) ficou ainda mais complicada após depoimentos de João Santana e sua esposa, Mônica Moura, ao Tribunal Superior Eleitoral. Os dois marqueteiros confirmaram que Dilma tinha pleno conhecimento do uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2014, repetindo depoimento que deram ao juiz Sérgio Moro, na semana passada.

Os marqueteiros contaram, nos depoimentos, que foram recebidos em duas ocasiões, em maio e no final de 2014, para tratar de pagamentos não contabilizados da campanha eleitoral. Os depoentes explicaram, entretanto, que a expressão “caixa dois” não foi usada nas conversas com a petista.

Os depoimentos foram dados ao juiz do TSE, o paraibano Heman Benjamin, relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer.

Com Folha de São Paulo

Aliado de Cartaxo rasga elogios a Romero e diz que nome de tucano é “extremamente forte” para as eleições de 2018

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Aliado do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), o deputado Renato Gadelha (PSC) rasgou elogios ao prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), a quem considera um nome “extremamente forte” para disputar as eleições de 2018 como candidato ao Governo do Estado. Cartaxo e Romero são cotados para concorrer ao cargo de governador pelas oposições.

“Romero tem muitas chances (de vitória). É um candidato novo, um vencedor e está em excelente momento. De Campina Grande a Cajazeiras, é um nome extremamente forte porque a televisão mostra diariamente as obras que ele tem feito em Campina”, afirmou Gadelha.

O único problema de Romero, de acordo com o deputado do PSC, seria convencer Luciano cartaxo a abrir mão de sua postulação, abrindo espaço para o tucano encabeçar a chapa oposicionista nas eleições de 2018. “Da mesma forma que Cartaxo precisará de um apoio forte em Campina, caso deseje ser candidato”, observou.

Em entrevista à emissoras de rádio, Renato Gadelha comemorou om fato das oposições contarem com várias alternativas para disputar a sucessão estadual, citando ainda os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB) e José Maranhão (PMDB), entre os possíveis candidatos. Segundo Gadelha, enquanto as oposições tem várias opções, o grupo governista não tem nenhuma.

“O governador não tem nenhum (nome) porque já traiu todos esses que citei. Agora, está ai abandonado porque ninguém quer conversa com ele”, sustentou Gadelha.

Pegou pesado.

Com placar de 3 x 1 contra cassação de Ricardo Coutinho, pedido de vista adia conclusão de julgamento da Aije de PBprev

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A conclusão do julgamento da Aije da PBprev, que pede a cassação do mandato do governador Ricardo Coutinho (PSB) e da vice Lígia Feliciano (PDT), foi adiada novamente por um pedido de vista do juiz federal Emiliano Zapata. O placar estava três votos a um pela improcedência da Ação de investigação Judicial Eleitoral de autoria da coligação encabeçada pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB), candidato derrotado ao Governo do Estado nas eleições de 2014.

O julgamento foi iniciado na última segunda-feira, quando a juíza Micheline Jatobá pediu vistas ao processo, depois que o relator, desembargador Romero Marcelo, votou contra a cassação do governador e da vice por suposto uso político da PBprev durante a campanha eleitoral. Na mesma sessão, também antes do pedido de vista, o juiz Breno Wanderley votou pela procedência da Aije, deixando o placar empatado em 1 a 1.

A juíza Micheline Jatobá, em voto vista proferido nesta segunda-feira, desempatou votando também pela improcedência da ação, mesma decisão tomada pelo juiz Breno Wanderley, que seguiu entendimento do relator. Com os 3×1 a favor do governador, o TRE deve retomar em maio do julgamento da Aije. Além do juiz Emiliano Zapata ainda falta voltar o juiz Antônio Carneiro de Paiva. Caso haja empate, a presidente juíza Maria das Graças dará o “voto de min erva”.

Ricardo anuncia aumento para professores e pagamento de servidores será na próxima sexta-feira

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O governador Ricardo Coutinho (PSB) anunciou aumento para os professores da rede pública estadual de ensino. O salário- base subirá para R$ 2.611,00 a partir do dia primeiro de maio. Somando reajuste, bolsa e reposição de perdas, o acréscimo no contracheque para alguns chegará a R$ 1 mil, segundo projeções feitas durante o programa semanal de rádio do governador, nesta segunda-feira.

De acordo com o governador, um professor que recebia um piso de R$ 926 no ano de 2010 vai passar a receber a partir de 1º de maio R$ 2.611,00, entre vencimento e a bolsa paga pelo Estado. “É um aumento de quase 182% nos últimos sete anos, maior até mesmo que a inflação, que no mesmo período alcançou a marca de pouco mais de 50%”, destacou Ricardo.

“Em dezembro de 2010, um professor tinha 30h, ele recebia R$ 661,00 de vencimento básico e R$ 264,62 de gratificação, ou seja, ele tinha na verdade, de piso, R$ 926,00. Agora, no dia 1º de maio, no Dia do Trabalho, a Paraíba vai tirar todas as suas cidades do isolamento asfáltico e também, após um esforço enorme, vamos passar do que era em dezembro de 2010, que era R$ 926,00 para o primeiro nível da classe com R$ 2.611,00, onde você junta o vencimento com a bolsa. Ou seja, quando se compara há sete anos, é algo como quase 182% de lá para cá. Nesse período a inflação chegou a pouco mais de 50%”, ressaltou.

Ainda em seu programa semanal, Ricardo Coutinho anunciou para a próxima sexta-feira (28) o pagamento do mês de abril a todo o funcionalismo público estadual. Com isso, os servidores continuam recebendo salários dentro do mês trabalhado.

STF manda arquivar inquérito e adversários de Veneziano amargam mais uma derrota judicial

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O ex-prefeito de Campina Grande e atual deputado federal Veneziano Vital do Rego (PMDB) conseguiu mais uma importante vitória nos tribunais. O STF mandou arquivar inquérito contra o parlamentar por falta de provas. O processo 4328/PB refere-se à transferências financeiras supostamente irregulares feitas por Renan Trajano, aquele ex-tesoureiro da Prefeitura de Campina Grande que fez várias denúncias contra o Cabeludo durante a campanha eleitoral.

O parecer do procurador geral da República, Rodrigo Janot, foi pelo arquivamento. Janot disse que “a mera circunstância de Veneziano Vital do Rego Segundo Neto haver exercido o cargo de prefeito do Município de Campina Grande durante o período em que foram realizadas as transferências supostamente indevidas não basta para lhe conferir responsabilidade pelo ocorrido”.

O parecer foi seguido pelo relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski.

Deputado “de primeira viagem” entra na briga para coordenar bancada federal paraibana

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O jovem deputado André Amaral (PMDB) não tá nem ai para quem o chama de “novato”. Muito menos para os que reclamam dos pouco mais de 6 mil votos que lhe deram o direito de, como suplente, assumir o mandato deixado pelo deputado federal Manoel Júnior, hoje vice-prefeito de João Pessoa. Amaral quer é alçar voos mais altos. Por isso decidiu entrar na briga pela coordenação da bancada federal paraibana.

A função já é disputada pelos deputados Wilson Filho (PTB) e Benjamin Maranhão (SD), atual coordenador. Mesmo assim, Amaral lançou-se candidato e caiu em campo, tentando convencer os colegas de que é a melhor alternativa para comandar a bancada. De cara, conquistou um apoio importante: do também peemedebista Veneziano Vital do Rego, ex-prefeito de Campina Grande.

A bancada federal já foi coordenada por Wilson Filho e Aguinaldo Ribeiro (PP), atual líder do governo Michel Temer na Câmara dos Deputados.

Veneziano afirma que bancada do PMDB dá exemplo de comprometimento com mudanças que País necessita

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O deputado federal Veneziano Vital do Rego manteve posição contrária às mudanças propostas pelo Palácio do Planalto, muitas delas prejudiciais aos trabalhadores. A reforma da Previdência, por exemplo, teve posição contrária do deputado paraibano, mesmo sendo da base do governo Temer. “Não posso ficar contra os trabalhadores que já foram tão massacrados ao longo dos anos”, afirmou o Cabeludo.

Veneziano não só ficou contra à reforma da Previdência, como reafirmou posição divergente a qualquer medida que contrarie os interesses dos trabalhadores. “Não podemos ficar contra os responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento do Brasil”, justificou.

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Veneziano ganhou a adesão do deputado André Amaral. O mais jovem representante paraibano na Câmara dos Deputados também declarou voto contra a reforma da Previdência, da maneira como o Governo Federal encaminhou ao Congresso Nacional. “Sentimos que a população brasileira não apoia essas mudanças. Não do jeito que estão sendo postas”, afirmou Amaral.

O PMDB tá de cara nova.

Lava Jato arrasa PT de Lula; Resultado do PED mostra que partido encolheu quase um terço no País

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O PT não é mais aquele. Aliás, nem de longe o partido de Luiz Inácio Lula da Silva se parece com aquele que manipulava multidões, formadas principalmente de trabalhadores, em defesa de causas sociais. O resultado do recente Processo de Eleição Interna (PED) aponta que a legenda encolheu quase um terço, tomando por base sua representação oficial no País.

Não foram só senadores, deputados, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores que abandonaram o PT. Antes do PED, o partido era organizado em 4.100 cidades brasileiras. Após o processo interno, em pelo menos 1.120 delas não foi possível sequer eleger os diretórios municipais. Isso corresponde a 27% do total. Lembrando que seriam necessários apenas 20 filiados para composição de uma chapa concorrente à cada diretório.

A saída foi nomear comissões provisórias para “disfarçar” o fracasso. Mas, as perdas não se restringiram aos diretórios municipais. O número de participantes do PED também encolheu. Votaram 290.124 filiados contra 425 mil registrados em 2013, uma queda de 31%. Petistas mais fervorosos tentam “tapar o sol com a peneira”, alegando que a redução de diretórios foi consequência das cotas para negros, índios, mulheres e jovens, que teriam dificultado a composição de chapas, mas a maioria reconhece o efeito fulminante das ações da da Lava Jata como causa principal.

Depois que estouraram os escândalos do “Mensalão” e da Petrobras, com a prisão de vários caciques do PT, os próprios filiados passaram a construir uma imagem diferente, mais crítica, do partido e de Lula. Não a maioria, mas uma parcela considerável de filiados começou a duvidar dos verdadeiros propósitos do ex-presidente e seus “companheiros”. Com as ações da Lava Jato, essa tendência apenas se acentuou.

É a dura realidade de um partido que comandou o Brasil durante mais de uma década.

GATO ESCALDADO: Gervasio segue caminho diferente do pai e prefere não correr riscos em 2018

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Quando Ney Suassuna “jogou a toalha”, desistindo da disputar a eleição para o Governo do Estado, em 2002, provocou alvoroço no PMDB. José Maranhão renunciou ao mandato de governador para disputar vaga no Senado e o vice-governador, Roberto Paulino, não só assumiu o Palácio da Redenção como foi feito candidato à sucessão estadual. Mas, faltava um reforço na chapa, que tinha o prestígio de Maranhão como “carro-chefe”.

Presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato a deputado federal, Gervasio Maia, o pai, foi chamado à Granja Santana e convencido pela cúpula governista a desistir de sua postulação para ser alçado à condição de vice. Familiares, amigos e aliados ainda ponderaram, lembrando a Gervasão os riscos de trocar uma cadeira quase certa na Câmara Federal por uma “aventura”, já que, apesar dos altos índices de aprovação de Maranhão, Cássio Cunha Lima (PSDB) liderava com folga as pesquisas para governador. Mesmo assim, o deputado cedeu às pressões do partido e deu no que deu.

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Quinze anos depois do episódio, Gervasio Maia se viu na mesma situação do pai. Só que, dessa vez, a oferta era para disputar o Governo do Estado. O “herdeiro” político de Gervasão, mais precavido, preferiu usar da cautela, recuando na hora certa e optando pela busca de uma vaga na Câmara dos Deputados. Gervasinho não descarta nem mesmo concorrer à reeleição, dependendo da conjuntura do ano que vem.

A decisão do filho mostra uma das diferenças entre os dois: Gervasio pai, já falecido, era mais emotivo. Por isso perdeu muitas oportunidades e comprometeu seu futuro político, em nome do PMDB. Gervasio Filho é mais pragmático, só joga com cartas na manga e tem tudo para transformar em realidade o sonho do pai.

PROVA DE FOGO: Cássio aposta todas as fichas no resultado das investigações do Supremo Tribunal Federal

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O senador Cássio Cunha Lima é uma das principais lideranças políticas da Paraíba. Disso, ninguém duvida. Cássio tem bagagem eleitoral para disputar qualquer cargo, seja majoritário ou proporcional, e já provou que é bom de urna. Pode-se até contestar seu legado administrativo, mas não o político-eleitoral. Portanto, o senador deve ser uma das estrelas das eleições de 2018, seja disputando o Governo do Estado ou a reeleição.

Antes do processo eleitoral, entretanto, Cássio precisa resolver essa pendência envolvendo seu nome entre os políticos que teriam recebido dinheiro sujo da Odebrecht. O caso já foi encaminhado à Polícia Federal pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, e agora o que se espera é uma investigação rápida para esclarecer o impasse. De um lado, o senador garante que recebeu recursos lícitos, como ajuda de campanha da Brasken, empresa do grupo Odebrecht. Do outro, os delatores que relataram a doação como caixa dois.

Cássio está apostando todas as fichas na comprovação de sua versão. Se for confirmada a licitude do dinheiro, ele ganha mais força e sai cacifado para encabeçar a chapa das oposições, no ano que vem, ou disputar o Senado novamente, se preferir. Caso contrário, terá sua biografia chamuscada e a carreira política arruinada, caminho natural para quem é alcançado pelos efeitos da Lava Jato e pelas “garras” do juiz Sérgio Moro.

É uma prova de fogo para o tucano.